Café Rambam Maimonides

Café Rambam Maimonides Estudando os ensinamentos de um dos maiores rabinos e pensador do povo judeu, Rabi Moshe Ben Maimon,

Plataforma de estudos diários e investigações sobre a vida e aobra de Rabi Moshe ben Maimon, Maimonides, também conhecido por seu acróstico Rambam.

Since the inception of the project (fall 2016), the team has worked to construct a history which includes those who were...
13/03/2024

Since the inception of the project (fall 2016), the team has worked to construct a history which includes those who were not part of the learned elite as well as those who were learned, about whom we know more. The research team trained its sights on everyday moments, investigating daily routines and the ways medieval Jews understood their lives amidst their host cultures. At the heart of this work is the complexity of the circumstances in which medieval Jews lived: the integration of Ashkenazic Jews within their Christian surroundings, alongside their maintenance of a distinct religious identity. To complement the medieval study underlying this endeavor, the exhibit's curator, Dr. Ido Noy, orchestrated a fruitful exchange between the research team and seven Israeli artists, who then produced contemporary expressions of the historic ideas under discussion. This book, mirroring the structure of the exhibit, is comprised of sixteen articles. Each one is built around a primary source from a particular literary genre. The colorful catalogue at the end of the volume documents the objects created especially for the exhibition that was displayed physically at the gallery on the Mount Scopus campus of The Hebrew University of Jerusalem and can still be viewed virtually.

Virtuallity Exhibition in Erfurt, Germany:

https://my.matterport.com/show/?m=51KFHf5hJWX

Quem não gosta de uma fofoca? Para mim elas são melhores quando imortalizadas em forma escrita. Podemos dizer que isso a...
12/02/2024

Quem não gosta de uma fofoca? Para mim elas são melhores quando imortalizadas em forma escrita. Podemos dizer que isso acontece quando se decodifica os documentos depositados em genizot (depósito de escritos judaicos sagrados sem utilidade e outros documentos importantes). Uma das mais importantes genizot é a do Cairo, localizada na sinagoga Ben Ezra, onde foram encontradas mais de 400 mil folhas desde textos bíblicos e escritos dos sábios a contratos diversos, cartas, poemas e outros, dentre os séculos XI e XIX. Dentre esses documentos estão as ketubot, contratos nupciais firmado pelo noivo e as testemunhas das duas famílias como acordo de garantias para a noiva, incluindo um valor indenizatório em caso de que o esposo emita carta de divórcio.

A decodificação das ketubot foi incorporada às investigações das sociedades medievais sendo as primeiras conclusões publicadas na série A Mediterranean Society (1978) do Porf. Shlomo Dov Goiten. Em sua obra Goiten apresenta a estrutura familiar, o patriarcado, as relações de poder entre famílias, o papel da mulher, crianças, servos e escravos nas relações familiares etc. No terceiro volume Goiten apresenta alguns dos contratos nupciais descobertos na Genizah do Cairo revelando como eram as relações familiares na sociedade judaica local. Goiten apresenta relações comerciais dentro da própria família, a migração da mulher para a casa do noivo como mais comum, não obstante se observou movimento contrário em um número pequeno de ketubot. Também se apresentou a posição privilegiada dos primogênitos ao receberem melhores condições sociais e econômicas e se cansando com jovens de família com melhores posses para garantir solidariedade no núcleo familiar.

Outro investigador proeminente na área e o Prof. Mordechai Akiva Friedman que se aprofundou mais nos aspectos sociais e nas relações familiares criando uma ponte entre as ketubot e os costumes judaicos nos tempos do Segundo Templo bem como, e principalmente, com as responsas dos sábios e ditos talmúdicos. Suas pesquisas resultaram na publicação de Jewish Marriage in Palestine: A Cairo Geniza Study (1980). Friedman abordou temas como poligamia e monogamia, fatores socioeconômicos como determinantes na escrituração das ketubot, escravos como parte da estrutura familiar vindo a ser também parte dela, e outros.

27/10/2023

[Última Chamada para ouvintes]
I Congresso Internacional de Pesquisadores em Estudos Judaicos

Ainda estão abertas as inscrições para ouvintes para o I Congresso Internacional de Pesquisadores em Estudos Judaicos, que acontecerá entre os dias 6 e 9 de novembro de 2023, em modalidade híbrida, reunindo estudantes, professores e estudiosos de diversas linhas de pesquisa do saber judaico.

Para inscrever-se ou obter mais informações acesse o site do evento: https://www.even3.com.br/coniej2023/

07/03/2023
Fazer afirmações sem fontes bibliográficas que as apóiem é uma vergonha e insulto à inteligência do leitor. Mais grave a...
17/09/2021

Fazer afirmações sem fontes bibliográficas que as apóiem é uma vergonha e insulto à inteligência do leitor.

Mais grave ainda é manipular o leitor expondo uma informação sem qualquer relevância em nome de David Hanaguid e em seguida, sem qualquer conexão com ainformação dita, querer fundamentar com obras de seis e sete séculos depois dele e só mencionar a fonte no roda-pé.

Não quer dizer que Maimônides seja contra a mística, na verdade pouco sabemos sobre sua opinião e do que sabemos é uma visão bem diferente (até contrária) ao pensamento místico do século XII que se inicia na europa.

Esta passagem é um insulto a qualquer pessoa inteligente.

Traduções Antigas do TanachMaior parte do Tanach foi escrito em no idioma hebraico, com exceção de partes isoladas e os ...
06/09/2021

Traduções Antigas do Tanach

Maior parte do Tanach foi escrito em no idioma hebraico, com exceção de partes isoladas e os livros de 'Ezra (Esdras) e Daniel que possuem textos extensos em aramaico. Suspeita-se que as traduções tinham interesse político apenas, uma vez que os mesmos que estudavam os textos conheciam o hebraico, mesmo nos tempos do segundo Templo quando o idioma bíblico deu lugar ao aramaico (em verdade questiona-se se algum momento o povo hebreu falou hebraico, se este não seria apenas um idioma literário, porém, não o popular). Vale salientar que as traduções, mesmo as antigas, nunca se limitaram a ser uma tradução literal, sempre agregaram ao texto (ou o direcionaram a) explicações e conceitos dentro da própria tradução.

As primeiras traduções de que se tem registro se deram nos tempos de Esdras o escriba, segundo afirma a tradição massorética. Quando se fala de traduções antigas refere-se às traduções anteriores ao período medieval. A primeira tradução, e a mais polêmica, que persistiu ao tempo e chegou aos nossos dias é a versão grega Septuaginta. Elaborada por judeus setenta judeus e dois anciões em Alexandria nos séculos III e II a.e.c., conforme a tradição recebida de Aristeias. A tradução se baseia em fontes hebraicas da Torá que comportam tanto a versão massorética como versões de Qumram e outras versões pré-massoréticas. Por esta razão a Septuaginta possui divergências ao texto massorético. Em virtude da ascensão do grego a Septuaginta se difundiu com facilidade dentro dos limites do império romano principalmente com o crescimento do cristianismo. Por esta razão esta tradução é uma das principais fontes cristãs da Pentateuco.

O aramaico era o idioma falado pelos judeus da antiguidade tanto em Israel como no exílio (neste caso em paralelo com o idioma local). A tradução literal oral para o aramaico era comum nos primeiro e segundo século para facilitar a compreensão do público. Ao contrário da tradução grega, a aramaica não encontrou muita resistência por parte dos sábios, talvez porque ela atendia uma necessidade da própria comunidade e suas explicações seguiam os padrões de interpretação aceitos pelos sábios. A principal tradução para o aramaico é a de Onkelos, o convertido, que mencionado no Talmud (Meguilá 3a) teve a honra de ter sua tradução lugar de destaque e de leitura obrigatória segundo a tradição haláchica (legal). A tradução de Onkelos em muitos momentos foge da literalidade e assume a forma de explicação. Sua obra serviu de ferramenta linguística para o entendimento do hebraico para os comentaristas, pensadores e legisladores judeus medievais. A tradução onkeliana também serviu de base para outras traduções para o aramaico e para o latin. Outras quatro traduções para o aramaico se têm conhecimento: tradução de Rabi Yonatan, traduções pragmáticas, traduções do Cairo e tradução Neophyti.

A Pesh*ta, que significa simples, é uma tradução para o siríaco, idioma do aramaico, datada do século I e II e.c.. Nesta tradução se encontram elementos explicativos tanto de origem judaica tradicional dos sábios do talmude como de origem cristã. A copilação mais antiga de Pash*ta data do século V. Identifica-se na Pesh*ta muitas evidências de fonte pré-massorética, mesmo assim, ela se mantém muita próxima à tradição massorética. Os investigadores encontram nela grande influência das traduções aramaicas e da Septuaginta. Isso nos mostra que a Pesh*ta parece ser uma tradução encomendada e bem trabalhada para seu tempo.

Outra tradução muito bem trabalhada é a Vulgata. Datada do final do século IV e começo de século V a Vulgata foi obra de tradução ao latim de Jerônimo de Estridão, um dos pais da Igreja. Jerônimo já vinha de outros trabalhos de tradução como a Vetus Latinus. Para a Vulgata Jerônimo partiu de um principio que denominou Hebraica Veritas (verdade do hebraico) onde buscou valorizar a semântica hebraica, para isso contou com a ajuda de hebraístas judeus a fim de substituir termos hebraicos para os seus correspondentes no latim. Jerônimo não usou como fonte apenas a versão massorética, mas, também usou a Septuaginta, a euclidiana e outras.

A última tradução também considerada como parte das traduções antigas de importância é a tradução de Rabi Saadia Gaon, embora seja datada do começo do período medieval, século X. Trata-se da tradução de alguns livros do Tanach para o árabe totalmente e unicamente baseada na fonte massorética.
Espero que tenha sido útil,
Kaleb Lustosa

תפיסתו של הרמב"ם על ההשגחה
09/02/2021

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PDF | On Feb 9, 2021, Kaleb Lustosa published ‫בירושלים‬ ‫העברית‬ ‫האוניברסיטה‬ | Find, read and cite all the research you need on ResearchGate

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21/01/2021

A qual perplexidade Rambam se refere no Guia dos Perplexos e como solucioná-la.

Texto em Hebraico

PDF | On Jan 20, 2021, Kaleb Lustosa published התייחסות הרמב"ם למבוכה ודרך להדריך את הנבוך לפתור את מבוכתו - אגרת התלמיד ופתיחה למורה נבוכים | Find, read and cite all the research you need on ResearchGate

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11/01/2021

Será que o Guia dos Perplexos foi escrito para você?

Conheça as características de um aluno avançado para estudar o Guia.

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Muitas obras Maimônides escreveu para o homem comum iniciar seus estudos. O guia é seu módulo avançado!

Conhecer a Deus a partir de um exercício mental de desconstrução do conhecimento vigente. Disso trata a Doutrina da Anul...
03/01/2021

Conhecer a Deus a partir de um exercício mental de desconstrução do conhecimento vigente. Disso trata a Doutrina da Anulação dos Atributos.

Conhecer a Deus a partir de um exercício mental de desconstrução do conhecimento vigente. Disso trata a Doutrina da Anulação dos Atributos.

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