19/09/2020
QUEM É JESUS? Um deus menor ou o Deus todo poderoso?
.. Ao lermos o livro de Romanos, assim como várias outros livros da Bíblia como Hebreus: 11, podemos contactar que mesmo no tempo de Abraão e dos outros heróis da fé, nenhum deles foi salvo por tere cumprido a lei (pelas obras), mas foram justificados pela fé . Em Atos 15: 11 ele afirma: Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também. Em Romanos 7 o Apóstolo Paulo incide de uma forma mais detalhada sobre o assunto e explora mais esta questão do domínio da lei mosaica e do quão impossível é para o ser humano vence-la. E ele questiona: ... quem me livrará do corpo dessa morte? (Rm. 7: 24b). No capítulo seguinte ele explica de forma clara que somos libertados da condenação do pecado pela graça de Deus em Cristo Jesus. Porque enquanto a lei do pecado foi escrita em tábuas de pedra para a condenação, a lei da graça foi inscrita num coração de carne para libertação. Veja que obra bonita Deus fez!!! Não é brilhante?! Como posso retirar de Deus o mérito de tudo isso? Vendo Jesus Cristo como um ser criado tiramos todo o mérito da obra salvífica dos “ombros” de Deus e o colocamos numa parte incerta e ausente de verdade e justiça. Pecamos contra Deus, porque toda a sua justiça e poder são anuladas na pessoa de Cristo (como "pseudodeus"), se o vermos como um coautor da obra e crucificamos Jesus como os fariseus o fizeram, porque se Ele não é o que diz ser então ele é um herege. E veja que toda a obra de Deus é o espelho da Sua magnificência. As obras devem ser vistas como a testificação de Deus em todo a Sua magnitude e relegar a obra mais perfeita e poderosa a um papel secundário onde Jeová envia um porta voz para o representar é potencializar a nossa natureza carnal e a nossa dureza de coração que juntos constituem o testemunho perfeito da inimizade mortal da carne contra Deus. Ver Jesus como um “deus” criado e secundário é sublinhar ainda mais o “poder” da lei do pecado sobre a carne. Como se já não bastasse o facto de que, naturalmente, por conta da queda de Adão, a humanidade ter sido condenada à morte, insistimos em realçar o poder da lei sobre nós, pois ao negarmos a divindade absoluta de Cristo, anulamos o poder da graça e insistimos, como os fariseus, em vivificar todos os dias o senhorio do pecado em nós. Na verdade a escravidão continua e endurece ainda mais os corações dos homens, pois só recebe o dom da vida quem crê verdadeiramente que Deus operou um grande milagre, sem precedentes, na história da humanidade e decide aceitar isso e mudar a sua vida em prol desse amor. Como João nos exorta (3: 18-19): Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Vê tamanha grandiosidade dessa obra salvífica! O coração do homem é carnal e inimigo de Deus, portanto não tem vida em si mesma e nem santidade habita nele para poder justificar-se diante de Deus, mas Deus nos dá essa vida por meio dele mesmo na pessoa de Jesus Cristo que tomou nos seus ombros a nossa culpa e o mortificou na cruz. Hoje o nosso coração pode ter vida; a vida que está em Cristo e que é doada por Ele mesmo que habita em nós e nos justifica. E é sobre isso que Paulo em Romanos 8: 9-10: "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça".
Apesar de estarmos vivos na carne, estávamos mortos nos espírito. E repito a pergunta de Paulo: Quem me livrará do corpo dessa morte? Se não há justiça em mim, como poderei eu ser perdoado? Era necessário que um coração fosse rasgado no lugar de bilhões; um coração puro, que nunca conheceu corrupção e Deus fez-se coração por nós; sucumbiu-se nas mãos da carne condenada e recebeu em si mesmo toda a culpa da devassidão humana e levou-a ao matadouro para que pudéssemos reviver com Ele na cruz. Porque "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha vida eterna" João 3: 16