18/01/2017
As duas visões da Cruz
A primeira visão da Cruz é a de Deus. Enquanto há um pecador em busca de redenção, numa caminhada sedenta pelo perdão de Deus, tudo o que ele espera é o julgamento severo de um Senhor que criou todo o Universo e trilhou todos os passos detalhados de sua vida, de como ela deveria ser, mas a anseia por estar no controle de tudo o fez seguir por um outro caminho. Agora, por algum motivo se encontra aos pés da Cruz, esperando que aquele Deus no qual ele passou a vida se desviando, tenha o mínimo de misericórdia com sua vida, e tudo o que Deus avista é: O Meu Filho pagou pelos pecados deste homem, não existe acusação maior que faça com que o sacrifício Dele naquela Cruz perca o seu efeito.
Tudo o que o Pai consegue enxergar durante o arrependimento de um pecador é a imagem do Seu próprio Filho morto numa Cruz, e todo o filme de sua trajetória detalhadamente passa em Sua mente até a sua ressurreição, para que o Mundo fosse subjulgado e a humanidade tivesse perdão pelos seus incontaveis erros.
A segunda visão da Cruz, é a do pecador que se arrepende. Neste momento, abre-se um ponto de ignição em sua vida, onde tudo o que pode enxergar é a realidade de quem ele realmente é, ou pelo menos foi gerado para ser. Ao olhar para Cruz, o pecador tem um encontro com o seu próprio "eu", mas não como num espelho que o reflete como está, mas um reflexo que mostra como ele será se optar por carregar a sua Cruz dia após dia, uma forma totalmente melhorada, porque esse é o real fundamento da Cruz, apontar para realidade de quem somos em Cristo Jesus, e Ele é um ser perfeito que faz com que cada um ao se encontrar com Ele, seja mais parecido o Pai que está nos céus.
A Cruz para o pecador que se arrepende não é um fardo, no qual fa-lo carregar um compromisso de ser melhor, mas é um alívio que além de faze-lo parar de carregar o peso do pecado, o faz descansar sobre os braços de um Deus gracioso, que dia após dia está disposto a perdoar