Santoral Virtual - O Santo do Dia

Santoral Virtual - O Santo do Dia Hagiologia

26/08/2026

Procurou implementar as diretrizes do Concílio Vaticano II, em particular levando uma vida sóbria, prestando atenção aos doentes e aos pobres e ao mundo do trabalho.

A Academia Brasileira de Hagiologia e a Causa de Beatificação do Venerável Padre Aloísio Boeing têm a grata satisfação d...
26/08/2026

A Academia Brasileira de Hagiologia e a Causa de Beatificação do Venerável Padre Aloísio Boeing têm a grata satisfação de convidar para a palestra Padre Aloísio: um coração do Coração de Jesus, a ser ministrada pela Irmã Edena Bittencourt.

25/08/2026

A Academia Brasileira de Hagiologia e a Causa de Beatificação do Venerável Padre Aloísio Boeing têm a grata satisfação de convidar para a palestra “Padre Aloísio: um coração do Coração de Jesus”, a ser ministrada pela Irmã Edena Bittencourt.

O evento, on-line e gratuito, acontecerá no dia “26 de agosto de 2026”, às “20 horas”, pela plataforma Zoom. Para participar, acesse o link abaixo:

https://us06web.zoom.us/j/88571079487?pwd=2caTxwa8v55ArOy2c697KefPsubVck.1

ID da reunião: 885 7107 9487
Senha de acesso: 493061

Palestrante
Irmã Edena Maria Bittencourt, natural de Nova Trento, Santa Catarina, é religiosa professa da Fraternidade Mariana do Coração de Jesus, fundada pelo Venerável Padre Aloísio Sebastião Boeing.

Há mais de vinte anos, dedica-se à Causa de Beatificação do Venerável Padre Aloísio. Nesta missão, procura resgatar e organizar seus escritos e sua memória, acolher os peregrinos, divulgar sua espiritualidade, recolher testemunhos de graças recebidas e colaborar com tudo o que possa contribuir para o andamento da Causa.

Atenciosamente,
Dom André Alves dos Santos, OSB
Presidente da Academia Brasileira de Hagiologia

25/08/2026

26 de agosto
Bem-aventurado João Paulo I, Papa
(1912-1978)

O Bem-aventurado João Paulo I, no século Albino Luciani, nasceu em 17 de outubro de 1912 em Forno di Canale, hoje Canale d’Agordo - Belluno, Itália, numa família humilde. Foi ordenado sacerdote em 7 de julho de 1935, exerceu o ministério pastoral primeiro como vigário paroquial, depois vice-reitor do seminário e professor e, a partir de 1954, vigário geral da diocese.

Em 1958, foi eleito Bispo de Vittorio Vêneto. Nos dez anos que passou na diocese, priorizou as visitas pastorais e o contato direto com os fiéis. Participou de todas as quatro sessões do Concílio Vaticano II.

Em 15 de dezembro de 1969, foi nomeado Patriarca de Veneza. Foi criado cardeal pelo Papa São Paulo VI em 5 de março de 1973. Em Veneza tentou implementar as diretrizes do Concílio Vaticano II, em particular levando uma vida sóbria, prestando atenção aos doentes e pobres e prestando atenção ao mundo do trabalho.

Com a morte do Papa São Paulo VI, em 06 de agosto de 1978, Albino Luciani foi eleito Papa em 26 de agosto e escolheu o nome de João Paulo I para fazer memória dos dois papas que o antecederam.

Morreu repentinamente, em 28 de setembro de 1978, no Palácio Apostólico do Vaticano.

26 de agostoTransverberação do Coração de Santa Teresa de JesusNa Igreja, são poucos os santos com duas celebrações li...
25/08/2026

26 de agosto
Transverberação do Coração de Santa Teresa de Jesus

Na Igreja, são poucos os santos com duas celebrações litúrgicas. Santa Teresa de Jesus foge à regra porque, além da sua festa própria que se celebra a 15 de outubro, data que mais se aproxima ao dia da sua morte, tem, a partir do século XVIII, outra celebração litúrgica, a da Transverberação do seu Coração, um fenômeno ou graça mística que recebeu pela primeira vez em 1560.

Santa Teresa de Jesus, a primeira mulher Doutora da Igreja, relatou em seus escritos uma das experiências místicas que marcou profundamente seu coração. Este fato foi tão impactante que a levou a fazer um voto especial a Deus que a impulsionou em suas reformas, fundações e caminho de santidade.

Santa Teresa de Jesus, escritora e mística conta que certa vez viu à sua esquerda um anjo em forma humana. Era de baixa estatura e muito belo, seu rosto reluzia e deduziu que devia ser um querubim, um dos anjos de mais alto grau. “Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus.” “A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”. “Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto”, explicou a Doutora da Igreja (O Livro da Vida 29,13).

Este tipo de vivencia espiritual é chamado na Igreja como Transverberação, que é a experiência mística de ser transpassado no coração causando uma grande ferida.

Mais tarde, buscando responder a este presente divino, Santa Teresa fez o voto de fazer sempre o que lhe parecesse mais perfeito e agradável a Deus. Foi assim que no resto de sua vida, a reformadora e fundadora Carmelita se esforçou por cumprir perfeitamente este juramento.

Quando Santa Teresa de Jesus partiu para Deus, a autópsia revelou que no coração de Santa Teresa estava a cicatriz de uma grande e profunda ferida. Na família Carmelita, a festa da Transverberação de Santa Teresa de Jesus é celebrada no dia 26 de agosto.

26 de agostoSanto Alexandre de BérgamoSanto Alexandre foi um centurião do Império Romano da Legião Tebana, martirizado e...
25/08/2026

26 de agosto
Santo Alexandre de Bérgamo

Santo Alexandre foi um centurião do Império Romano da Legião Tebana, martirizado em Bérgamo. Não se sabe muito sobre o nascimento e a juventude de Alexandre. Pode ter nascido em Roma no século III e foi certamente centurião do Exército, da Legião comandada por São Maurício. Em 286, a Legião foi removida do Egito para a Europa. O Imperador Maximiano Hercúleo deu ordem para matar todos os soldados que, na volta, se converteram ao cristianismo, ou aqueles que diziam não à ordem de matá-los. Muitos soldados foram martirizados em Agauno, na Suíça. Alexandre conseguiu fugir, mas foi capturado em Milão, e confirma sua vontade de não deixar a fé cristã.

A tradição diz que, na primeira sentença, o carrasco assustou-se com tamanho de Alexandre, até que os braços dele não conseguiram executar a sentença. Alexandre fugiu novamente, ajudado por São Fidélio de Como, mas foi preso definitivamente e degolado em Bérgamo em 26 de agosto de 303. No lugar onde foi martirizado, foi colocada uma coluna e a igreja perto, desde o momento do martírio, passou a ser dedicada a Alexandre.

26 de agostoSanta Teresa de Jesus Jornet IbarsNascida na cidade de Aytona, Espanha, no dia 9 de janeiro de 1843, numa fa...
25/08/2026

26 de agosto
Santa Teresa de Jesus Jornet Ibars

Nascida na cidade de Aytona, Espanha, no dia 9 de janeiro de 1843, numa família profundamente cristã, desde cedo sente o chamado para a vida religiosa.

Estudando em Lérida, se formou professora e dava aula na cidade de Argensola. Com grande espírito de piedade, recorria de lá 2 quilômetros a pé até Lérida para confessar-se.

Nos primeiros dias de julho de 1886 entra no convento das Clarissas de Briviesca, perto de Burgos. Lá faz o seu postulantado e noviciado com grande alegria, esperando o dia tão sonhado de sua profissão religiosa.

Quando já se preparava para emitir os seus votos, sai uma ordem do governo Republicano que estava terminantemente proibido a emissão de votos religiosos, e assim Teresa não pode professar.

Mais como os desígnios de Deus são outros, um dia surge no seu rosto uma ferida rebelde que alarma toda a comunidade, não sabendo se essa ferida era maligna ou até contagiosa, por prudência a mandam a sua casa para se tratar.

Ela sentiu muito sua partida do convento, sofreu muito em ver seu grande sonho desvanecer, mais segue adiante, confiando na Providencia de Deus.

Em junho de 1872, Teresa e sua mãe chegam de passagem a Barbastro e encontram um amigo de seu tio, Padre Palau, chamado Padre Pedro Llacera, que era muito amigo do Padre Saturnino, que nessa época estava com planos de fundar uma congregação para o cuidado dos velhinhos pobres e desamparados. Padre Pedro, conhecendo a vida e o espírito de Teresa a convida para fazer parte dessa fundação, que estava marcada para os primeiros dias de outubro.

Teresa, vendo aí a mão de Deus, sem hesitar reponde o seu sim, e nos primeiros dias de outubro, vai para Barbastro, não sozinha, mais com sua Irmã Maria Jornet e uma amiga, Mercedes Calzada, frutos de seu apostolado de amor.

No dia 27 de janeiro de 1873, juntamente com as outras 11 aspirantes, veste o habito da congregação, e aí começa oficialmente a Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados.

Foi nomeada Superiora Geral da nascente congregação, e em 25 anos de mandato, funda 103 casas e a aprovação da congregação pela Santa Sé, vivendo uma vida santa e exemplar para todas as suas irmãzinhas.

Aos 54 anos, depois de uma longa e dolorosa enfermidade, morre santamente na cidade de Liria, no dia 26 de agosto de 1897, deixando um rastro de santidade em toda a congregação.

O seu testamento espiritual, que deixou a todas as Irmãzinhas foi esse: “Cuidem com interesse e esmero aos anciãos, tenham-se muita caridade e observem fielmente as Constituições, nisso está a nossa santificação”.

Foi beatificada por Pio XII no 27 de abril de 1958 e canonizada por Paulo VI no 27 de janeiro de 1974, ano centenário da fundação da congregação.

É considerada a padroeira dos anciãos e dos pensionistas velhos.

26 de agostoSanta Joana Isabel Bichier des AgesSanto André Humberto Fournet nasceu em São Pedro de Maillé, no Poitou, Fr...
25/08/2026

26 de agosto
Santa Joana Isabel Bichier des Ages

Santo André Humberto Fournet nasceu em São Pedro de Maillé, no Poitou, França, no ano 1752. Santa Joana Isabel Bichier des Ages, sua compatriota, nasceu no castelo de Ages, em 5 de julho de 1773.

Estas datas são de importância, pois se ambos não tivessem enfrentado os perigos da Revolução Francesa, suas vidas teriam sido totalmente diferentes. Ele teria sido um bom sacerdote, mas que logo seria esquecido por não ter deixado um traço marcante; ela seria uma esposa fiel ou uma boa religiosa, mas seus méritos não ultrapassariam os limites do seu povoado ou os muros de um claustro. Eles, todavia, se tornaram conhecidos por uma obra esplêndida.

A família de Joana Isabel era profundamente católica; seu pai era empregado do governo. Joana Isabel foi educada em Poitiers, nas religiosas Hospitaleiras, cuja superiora, a Sra. de Bordin, era sua parente.

Quando menina, ela se impressionava muito ao ver os doentes e os mendigos abandonados, e fazia tudo que podia para ajudá-los. Um dia encontrou na rua uma pobre mulher tiritando de fome e de frio, e com uma criança nos braços. Levou-a para sua casa e lhe deu de comer e a presenteou com um manto de lã para se preservar do frio.

Sua diversão favorita era ir à praia e construir castelos de areia. Mais tarde ela construiria muitos edifícios para gente pobre. E exclamaria: “Desde muito pequena eu tinha inclinação para construir edifícios”. Era uma inclinação dada por Deus para que fizesse um grande bem para a humanidade.

Isabel tinha 19 anos. Vários jovens lhe propõem casamento, mas ela declara à sua mãe que seu maior desejo era dedicar-se totalmente à vida espiritual, buscando o reino de Deus e a salvação das almas.

Foi então que a Revolução Francesa se iniciou e os revolucionários passaram a matar todos os proprietários. O irmão de Isabel teve que fugir do país para que não fosse morto e seu pai corria o risco de perder sua herança. A jovem teve então uma ideia luminosa: aprender economia e especializar-se em defender a propriedade diante das autoridades. Após vários meses conseguiu aprender as técnicas de como administrar os bens e se tornou muito hábil em fazer a defesa da propriedade diante de juízes. Com tais recursos, se apresentou diante dos tribunais e defendeu brilhantemente o direito que sua família tinha de herdar os bens que haviam sido de seu pai. Os juízes, que haviam despojado muitas pessoas de sua herança, tiveram que reconhecer os direitos de Isabel, que assim recuperou todos os bens da família, passando depois a administrá-los com êxitos surpreendentes.

Tais estudos feitos em sua juventude foram enormemente proveitosos quando fundou seu instituto religioso e teve que defendê-lo nas perseguições dos inimigos, e administrá-lo para que não fracassasse economicamente. Deus prepara as almas fiéis desde tenra idade para os trabalhos e triunfos no futuro.

A Revolução Francesa havia encarcerado centenas de sacerdotes porque não quiseram ser infiéis à Santa Religião. Isabel passou a visitar os cárceres e tratava com tanta bondade os carcereiros, e era tão generosa nos presentes que lhes levava, que eles começaram a tratar bem os sacerdotes e até lhes permitiam celebrar a Santa Missa na prisão.

A boa administração da propriedade de seu pai resultava em ganhos que ela repartia com os pobres. As famílias pobres recebiam ajuda e as mães pobres eram presenteadas com vasilhas de leite para seus filhos. Aos doentes supria com medicamentos. Repartia alimentos e roupas com muitos. Era amada e estimada por todos.

Ainda se conserva uma estampa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro onde ela escreveu: “Eu, Joana Isabel, me consagro e dedico desde hoje e para sempre a Jesus e Maria”, 5 de março de 1797. Pouco tempo depois de ter escrito estas palavras, Isabel soube que a 15 quilômetros de onde ela vivia um sacerdote católico celebrava à noite, às escondidas do governo, que proibia qualquer manifestação religiosa, em um depósito de grãos. Ela para lá se dirigiu, porque lhe disseram que esse sacerdote era um santo. Foi assim que ela conheceu o Padre André Fournet.

Após a Missa, Isabel procurou-o, mas eram muitas as pessoas que desejavam falar com ele. Ela abriu passagem entre as pessoas, porém o sacerdote ao vê-la tão elegante, colocou a prova sua humildade dizendo: “A Senhora aguarde, pois antes devo atender a estas pessoas pobres que são mais importantes”. Ela aceitou isto com muita boa vontade e amabilidade, e aproximou-se somente depois que todos se foram. Confessou-se com o sacerdote, que ficou encantado com sua grande humildade. Desde aquele momento nasceu uma santa amizade entre estes dois apóstolos; amizade que os levou a ajudar-se mutuamente na fundação do instituto.

Joana Isabel manifestou-lhe seu desejo de tornar-se monja, mas ele a aconselhou a permanecer no mundo ajudando a juventude pobre sempre tão desprotegida. Ela aceitou. O Padre Fournet mandou que ela vestisse uma túnica negra de tecido ordinário, o que a princípio desgostou muito seus familiares ricos, que desejavam que ela se vestisse com luxo e elegância. Depois, entretanto, aceitaram o fato, pois viam que era proveitoso para sua santificação.

A jovem e o sacerdote começaram a reunir jovens piedosas de boa vontade e em 1807 fundaram o Instituto das Filhas da Cruz, para atender a juventude pobre e abandonada, e a Santa se dedicou a fundar casas de seu Instituto em diversos locais da França. As vocações às vezes escasseavam, porém ela redobrava as orações e Deus lhe enviava novas e numerosas pretendentes.

Em 1820 a Casa Mãe foi instalada na antiga Abadia de La Puye; em 1821 outra casa foi aberta em Paris. Depois, outras casas foram abertas na região basca com a ajuda de São Miguel Garicoits.

O grande escritor Luis Veulliot dizia desta Santa: “É um dos temperamentos mais ricos que encontrei. Bondosa, resoluta, séria e amável; inteligente e muito compreensiva; muito trabalhadora e verdadeiramente humilde. Não desanima diante de nenhuma dificuldade. Nenhum obstáculo nem contratempo é demasiadamente grande para obrigá-la a desistir de suas boas obras. As angústias interiores não a fazem perder a alegria exterior, e os triunfos não a tornam orgulhosa. Chegam dificuldades muito grandes: injúrias, incompreensões, problemas enormes, e nada a faz perder sua serenidade e sua paciência, porque confia imensamente em Deus”.

Ela fundou mais de 60 colégios para meninas pobres e parecia uma segunda Santa Teresa por sua grande fortaleza para viajar, dirigir e ajudar em tudo. Depois de 1815, uma operação mal feita a deixou inválida. Viveu assim uma espiritualidade fundamentada na contemplação da Cruz e de sua grande devoção a Eucaristia.

Além de suas numerosas e penosas viagens e de seus esgotantes trabalhos, fazia jejuns e penitências, e rezava muito e sem se cansar. Nas últimas semanas de vida sofreu dores agudíssimas que a ajudaram a ainda mais se santificar.

Quando faleceu, no dia 26 de agosto de 1838, Joana Isabel deixava noventa e nove casas, distribuídas em vinte e três dioceses, que contavam com seiscentas e trinta e três religiosas. Foi beatificada em 13 de maio de 1934 por Pio XI e canonizada em 6 de julho de 1947 por Pio XII.

26 de agostoNossa Senhora de CzestochowaConforme tradição muito antiga, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro é cópia...
25/08/2026

26 de agosto
Nossa Senhora de Czestochowa

Conforme tradição muito antiga, o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro é cópia fiel da pintura feita pelo Evangelista São Lucas.

Seguidas vezes, São Lucas visitava a Virgem Maria, colhendo dela pormenores da infância de Jesus. Foi numa dessas ocasiões que ele, na própria tábua da mesa de cedro que Nossa Senhora usava para seu trabalho e oração, pintou sua imagem.

Diz a tradição que, ao iniciar a pintura do rosto da Virgem Maria, deteve-se pensativo, preocupado em exprimir da melhor forma possível toda beleza da Mãe de Deus. Profundamente recolhido, cochilou e adormeceu por alguns instantes e, acordando, surpreendeu-se ao encontrar o quadro pronto, no qual o rosto de Maria, de celestial beleza, estava pintado.

Sendo Jerusalém ocupada pelo exército romano, Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, foi conhecer os lugares santos e procurar o lenho da Santa Cruz. Santa Helena viu o quadro e recebeu-o das mulheres que o guardavam. Encontrando também o lenho da Santa Cruz, enviou ambos a seu filho Constantino, o Grande, Imperador de Constantinopla, naquela época, metrópole da Igreja.

Esse Imperador, recém convertido ao cristianismo, recebeu o quadro enviado por sua mãe, com grande alegria, colocando-o na capela particular de seu palácio. Muitas cópias do quadro milagroso foram feitas, por ordem de Constantino, e por ele doadas aos cristãos do Oriente e Ocidente. O quadro original permaneceu com ele. Por mais de 400 anos o quadro permaneceu nas capelas particulares, como propriedade dos príncipes russos. Depois o quadro foi transferido para a capela do Castelo Belz, na Rússia, onde permaneceu por muitos anos.

Entrando a Rússia em guerra contra Ludovico, rei da Hungria e da Polônia, foi por este vencida. A cidade de Belz e o castelo caíram nas mãos de Ludovico, que nomeou seu sobrinho Ladislau, Príncipe de Opole, Polônia, como governador de Belz.

Visitando as dependências do castelo, Ladislau encontrou o quadro de Nossa Senhora e, cheio de respeito e amor para com Mãe de Deus, colocou-o na capela do palácio. Entretanto, pouco tempo depois, a cidade de Belz foi invadida pelos Tártaros, que atacaram o castelo.

Ladislau com sua gente, defendia-se de forma heroica dos invasores muito mais numerosos. Vendo que seus esforços eram inúteis, Ladislau recorreu à proteção de Maria e, prostrando-se diante do quadro sagrado, pediu socorro, que lhes veio sem demora. O príncipe, grato pela ajuda milagrosa, decidiu retirar o quadro da Virgem de Belz, pois era um lugar exposto aos ataques dos Tártaros, e levá-lo a Opole, Polônia, capital do seu principado.

Contudo, por desígnio de Deus e vontade de Maria, resolveu deixar o quadro numa capela situada na colina chamada Monte Claro, perto de Czestochowa. O ponto mais alto, por ser um descalvado de calcário, recebeu este nome de Monte Claro.

Em agosto de 1382, o Príncipe Ladislau confiou o quadro milagroso aos cuidados de alguns religiosos. Construiu-lhes, com ajuda do povo daquela região, o convento, a igreja e fez generosa doação em terras e aldeias para manutenção do convento e do Santuário. Ladislau Jagiello, rei da Polônia e Lituânia, não só aprovou as doações do Príncipe, mas contribuiu com outro tanto por sua parte.

A pedido deste rei, o Papa Martinho V, pela Bula de 27 de novembro de 1429, enriqueceu o santuário de Monte Claro com diversas indulgências e com a Bênção Papal.

Desde o primeiro dia da chegada do quadro da Virgem Maria na terra polonesa o povo recorre a Nossa Senhora, pedindo saúde, co***lo e graças espirituais.

Inúmeras graças atribuem-se a ele: doentes foram curados, pessoas desesperadas encontraram paz e consolação. Todos os que recorriam à Mãe de Deus com confiança e amor, eram atendidos em suas necessidades.

Peregrinações das mais longínquas localidades do país e mesmo do estrangeiro chegavam ao Monte Claro em busca de socorro material e espiritual. Confortados pela ajuda recebida, expressavam a sua gratidão, oferecendo ao santuário donativos em ouro, prata, pedras preciosas e dinheiro. Também a rainha da Polônia, Santa Edwiges, com seu esposo, o Rei Ladislau e os dignitários da corte, faziam ricas doações a Nossa Senhora.

Ornada com tantas joias de alto valor, o quadro milagroso tornou-se objeto de cobiça por parte dos ateus, dos infiéis e dos assaltantes, numerosos naquela época.

Na madrugada do dia da Páscoa, do ano de 1430, o Santuário de Nossa Senhora, onde apenas os frades e alguns peregrinos se encontravam, foi repentinamente invadido por bandidos. Arrancaram do altar o quadro, joias, cálices e tudo de grande valor, jogaram tudo numa carroça, pondo-se em fuga.

Por descuido o quadro caiu da carroça e quiseram o recolocar, mas não o conseguiram. Do castelo mais próximo, vieram soldados armados e puseram-se imediatamente atrás dos bandidos.

Os bandidos percebendo o que acontecera e não conseguindo recolocar o quadro no veículo, o chefe dos bandidos, na iminência de ser apanhado, encolerizou-se, golpeou-o diversas vezes com a espada e fugiu apressado. Ao chegar no local, soldados, peregrinos e frades, encontraram o quadro partido em três pedaços e o rosto de Nossa Senhora dolorosamente ferido.

Ajoelhando-se, pediram ajuda de Deus. Depois pediram ao rei da Polônia Ladislau Jagiello que tomasse providências necessárias para restauração do quadro. Famosos pintores foram até lá para restaurar, mas nenhum deles conseguiu restaurar a pintura do quadro.

Quando todos desistiram, um jovem que havia auxiliado o primeiro pintor veio até o rei e declarou com toda simplicidade: “A Mãe de Deus não quer que sejam apagadas essas cicatrizes”.

Dito isto, pediu que lhe desse licença para concluir a restauração do quadro, e o rei embora contrariado, não tendo outro recurso cedeu ao seu pedido.

Antes de pintar o jovem rezou a noite inteira. Concluído o trabalho, entregou ao rei Ladislau o quadro completamente restaurado, com todos os cortes cobertos, exceto os três ferimentos no rosto de Nossa Senhora. O jovem pintor havia desaparecido e nunca mais foi visto.

O quadro voltou ao seu trono, ornado novamente de ouro, prata e pedra preciosas, doadas pelos reis e pelo povo. A Mãe de Deus continuou, desde então, operando milagres e atendendo a todos os que a ela recorriam com confiança e fé.

Em 1655, os Suecos invadiram a Polônia e atacaram também o convento e o Santuário de Czestochowa, a fim de se apoderarem das riquezas do país. No convento havia apenas frades e 50 famílias e alguns soldados. Durante 40 dias, os suecos atacavam com mais de 15 mil homens, canhões etc..., lançando bombas incendiárias sobre o santuário.

Os frades e os outros sitiados defendiam-se heroicamente, confiando na proteção de Nossa Senhora e chegavam a fazer procissão com o Santíssimo Sacramento em volta do Santuário, cantando e rezando no meio dos ataques do inimigo.

Os suecos reconhecendo que lutavam contra forças sobrenaturais resolveram se afastar na noite de Natal e pouco tempo depois, foram expulsos também do país.

No ano seguinte de 1656, Nossa Senhora de Czestochowa foi declarada, oficialmente, pelo Papa, Rainha da Polônia.

Muitas são as graças atribuídas à Nossa Senhora do Monte Claro no século XX.

No final da Segunda Grande Guerra, Adolf Hi**er reconhecia que a investida contra a Polônia havia fracassado devido, segundo suas próprias palavras, “à Negra de Czestochowa”.

No dia 26 de agosto de 1956, um milhão de poloneses, unidos num só coração, renovou o Voto da Nação, repetindo as palavras do Cardeal Stefan Wyszynski ausente, preso pelo regime comunista, e renovando as promessas de fidelidade à sua Rainha, a Deus, à Cruz, ao Evangelho, à Igreja e seus Pastores.

Por essas promessas eles se comprometiam a defender a vida desde a sua concepção e a mútua fidelidade no matrimônio. Prometiam, também, lutar contra seu vício e praticar a lei do amor, respeitando a dignidade humana.

Cada ano, no dia 3 de maio, esses Votos São renovados em cada paróquia e, no dia 26 de agosto, no Santuário de Monte Claro em Czestochowa, aos pés de Maria, Rainha da Polônia.

Ao longo dos séculos, muitos foram os testemunhos de curas e outros fenômenos milagrosos ocorridos com fiéis que peregrinaram à pintura. Ela é conhecida como “A Senhora Negra” por causa da fuligem acumulada sobre a sua superfície, fruto de séculos de velas votivas queimadas junto a ela. Com o declínio do comunismo na Polônia, as peregrinações à Senhora Negra aumentaram notavelmente.

No dia 16 de outubro de 1978, os sinos de todas as igrejas da Polônia tocavam festivamente, anunciando que um filho da Polônia martirizada, mas sempre fiel, Karol Wojtyla, Cardeal, fora eleito Papa, como 266º Sucessor de São Pedro, com o nome de João Paulo II.

João Paulo II, antigo Arcebispo de Cracóvia, no dia seguinte à sua eleição, escreveu ao Primaz da Polônia uma carta, e terminou dizendo: “Não haveria na sede de São Pedro um papa polonês, se não houvesse Monte Claro e o maravilhoso Primaz com sua fé heroica e inabalável confiança em Maria, Mãe da Igreja”.

No seu brasão papal, colocou uma grande cruz, a letra M e as palavras: “Totus Tuus”, que significa: Todo Teu, Todo de Maria.

Monte Claro, depois de tantas provas e sacrifícios, o viu chegar radioso, cheio de esperança e fé no futuro, que culminou com a visita do Santo Padre à Polônia, de 2 a 10 de junho de 1979.

Como fiel servo de Maria, chegou dia 3 de junho a Monte Claro e permanecendo ali por 3 dias. Em sua peregrinação ao Brasil, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, o Santo Padre ofereceu à imigração polonesa, um quadro de Nossa Senhora de Czestochowa.

Os imigrantes poloneses, ao deixarem sua pátria, levavam sempre consigo esse grande tesouro: o quadro de Nossa Senhora do Monte Claro e a grande devoção à Maria Santíssima.

Chega o ano de 1982. Polônia prepara-se para comemorar os 600 anos do reinado maternal de Maria em Czestochowa. João Paulo II alimenta o grande desejo de ir agradecer, pessoalmente a Maria, a proteção Materna à sua Pátria, mas o governo comunista não deu a permissão, transferindo a peregrinação para o ano de 1983.

Foi com jubiloso “Magnificat” e “Te Deum” que a Nação Polonesa agradeceu os benefícios e as graças de ordem espiritual e material recebidas das mãos maternas de Maria Rainha da Polônia.

Realmente, Maria nunca abandonara o seu reino, quer nas guerras, quer nas ocupações inimigas, nas perseguições comunistas, quer em tempo de paz e em todas as circunstâncias.

Finalmente Polônia ficou livre do regime comunista, graças à proteção de Nossa Senhora do Monte Claro. Inúmeras são as graças de curas e conversão de pecadores, ao entrarem no Santuário da Virgem de Czestochowa. Maria espera a todos e ajuda aqueles que a reconhecem como Mãe de Deus e seguem os passos do seu Filho Jesus Cristo.

O dia 26 de agosto é dedicado à Nossa Senhora de Czestochowa.

26 de agostoBem-aventurado Zeferino NamuncuráO Bem-aventurado Zeferino Namuncurá era um jovem de quase 19 anos, um “mapu...
25/08/2026

26 de agosto
Bem-aventurado Zeferino Namuncurá

O Bem-aventurado Zeferino Namuncurá era um jovem de quase 19 anos, um “mapuche”, homem da terra, como sugere a etimologia dos pampas: uma terra dura, estéril, flagelada pelo vento ou queimada pelo sol, imobilizada pela neve ou encharcada pela chuva. Portanto, Zeferino era um cidadão dos pampas, filho de um povo acostumado a combater desde o amanhecer até ao anoitecer e, frequentemente, também do anoitecer até ao amanhecer contra os elementos naturais.

Zeferino foi forjado por esta terra, obrigado a crescer depressa, como todos os seus coetâneos; uma infância curta, uma adolescência mais ou menos inexistente a vida nos pampas exige de quem tem 9 ou 10 anos a agilidade de um adulto: cavalgar, caçar, pescar, usar as bolas com extrema precisão, conhecer, enfim, todos os truques para a sobrevivência.

Filho do cacique dos mapuches, Zeferino nasceu a 26 de agosto de 1886, na Argentina. Foi batizado a 24 de dezembro de 1888, pelo missionário Padre Milanesio que permaneceu sempre um dos seus pontos de referência. Quando o pai foi proclamado coronel do exército argentino, aceitou que o filho fosse estudar na capital. Após uma breve experiência numa escola estatal, Zeferino foi acolhido para o colégio Salesiano de Buenos Aires a 20 de setembro de 1897. A vida no colégio não foi muito fácil para esse filho do deserto, mas ele aceitou tudo em silêncio e, em contato com os sacerdotes Salesianos de grande talento apostólico e cultural, iniciou uma rápida transformação que se tornou um propósito permanente na base da sua parábola de santidade: “Vim estudar para ser útil ao meu povo”.

Encantou-se com São João Bosco e decidiu tornar-se sacerdote para evangelizar seu povo. A antiga sabedoria herdada dos seus antepassados encontrou-se e integrou-se admiravelmente com a sabedoria cristã, por ele percebida como o ápice, o complemento daquela do seu povo.

Na Argentina, Zeferino é o “santo” mais conhecido e amado. Feito santo pelo seu povo antes que a Igreja o declarasse tal. Por conseguinte, é um santo inusitado, portador de uma santidade dos pampas, regada pelas fadigas, valores, obediência, superação; sem impulsos místicos, orações martirizantes, proclamas ou propósitos clamorosos, sem escritos exaltantes: um santo da terra, um santo ao alcance de todos, um santo, enfim, segundo o coração de São João Bosco, que incentivava os seus alunos a ter duas características que pela sua simplicidade teria provocado alguma perplexidade nos grandes santos do passado, mas que para o sacerdote dos jovens eram o sinal inequívoco de uma santidade ao alcance dos jovens: “honesto cidadão e bom cristão”. É o quanto basta para se tornar santo. São João Bosco estava convencido disso e a história deu-lhe razão: Domingos Sávio, Laura Vicuña e, agora, Zeferino Namuncurá.

Dois fatos o impulsionaram para os cimos mais altos: a leitura da vida de São Domingos Sávio, de que se tornou ardoroso imitador, e a primeira Eucaristia, na qual vinculou um pacto de absoluta fidelidade com o seu grande amigo Jesus. Desde então, aquele rapaz, que sentia dificuldades em “entrar na fila” e “obedecer ao sinal do sino”, tornou-se um modelo.

Um dia, Zeferino era já aspirante Salesiano, em Viedma, Francisco de Salvo, vendo-o chegar a cavalo como um raio, gritou-lhe: “Zeferino, do que é que você mais gosta?”. Esperava uma resposta que se referisse à equitação, arte na qual os Araucanos eram exímios. O rapaz, freando o cavalo: “Ser sacerdote”! responde. E retoma a corrida desabalada.

Em 1903, foi aceito no grupo dos aspirantes, em Viedma, para estudar Latim. Em seguida foi para a Itália, onde prosseguiu os estudos. Lá teve a oportunidade de conhecer o Papa Pio X, por quem foi abençoado.

Na Itália, frequentou o Colégio Salesiano de Villa Sora, em Frascati, onde foi um dos melhores alunos de sua classe.

Em 1905, acometido por uma tuberculose, que há muito tempo afetava sua saúde, faleceu aos 18 anos, em Roma. Foi beatificado pelo Papa Bento XVI, em 2007.

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