24/05/2022
Santa Sarah para o povo cigano
Dia de comenoração 24 e 25 de maio
Existem muitas lendas,uma delas é o seu nome, tal como o de Sarah no Antigo Testamento, pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora".Por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação cruzou os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma. Versões são contadas, mais preferi citar essa por ser a mais popular entre todas. Considerada pela Igreja Católica como Santa de culto local , pois nunca passou pelos processo de canonização, Sarah esta ligada a história das tradições cristãs da Idade Média e o assim chamado culto às virgens negras. Não se conhece a razão exata que levou os ciganos a eleger Santa Sarah como sua padroeira.Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a pele morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um D´us Pai e Absoluto. Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C (Cali) e não com K e preferem Sarah, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito racial (a verdadeira Santa Sarah, tinha a pele negra),Ou viveu também no deserto, uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato místico e de poder que envolve a Sara para os indianos.Ainda estudando a história dos povos, vemos com freqüência que, perseguições religiosas, ambições dos mais diversos tipos e baseadas em diferentes razões (ideo-políticas, catequético-religiosas), busca de fortuna, da descoberta de novas terras ou rotas marítimas, ou simplesmente espírito de aventura, motivaram e ainda motivam movimentos migratórios.
Baseando-se nas mesmas causas dos movimentos migratórios, podemos supor que num passado muito remoto, o povo cigano também iniciou uma caminhada em busca de novas terras onde pudessem viver com liberdade, mantendo seus hábitos e costumes originais, liberdade que lhe permitiria sua perpetuação, a sobrevivência de seus valores e a de seus direitos como seres humanos livres.
Pouca gente sabe, incluindo os ciganos, que Sarah não foi apenas a uma criada, mas! Era egípcia.
Conta a tradição que a serva Sarah se junta ao grupo quando a barca avança, ela suplica que a levem. Um milagre a fez chegar até o barco. Sobre o manto que Maria Salomé atirou nas águas para auxiliá-la, Sarah caminha e alcança a barca.
Existem muitas lendas e outras tantas versões dos fatos. Para alguns, a viagem foi feita numa mutidão que fazia o caminho rotineiro entre a Palestina e a Europa. Contam também que Sarah seria uma rainha egípcia que, numa visão, teria identificado os evangelizadores que mais tarde foram acolhidos por ela e seu clã, às margens do Mar Mediterrâneo. Princesa, rainha, abadessa ou serva, a doce Sarah guarda até hoje o seu mistério.