Templo Taumã do Amanhecer de União dos Palmares/Al

Templo Taumã do Amanhecer de União dos Palmares/Al Templo Espiritualista Cristã LEI DO AUXILIO E DA CARIDADE

Atendimento Gratuito Todos os domingos, às 15h
04/04/2026

Atendimento Gratuito
Todos os domingos, às 15h

FAZENDA TRÊS COQUEIROS“Havia, nas imediações de Angical, a Fazenda Três Coqueiros, uma enorme fazenda dos Pereiras, na é...
03/04/2026

FAZENDA TRÊS COQUEIROS
“Havia, nas imediações de Angical, a Fazenda Três Coqueiros, uma enorme fazenda dos Pereiras, na época, pertencente a Alfredo e Márcia, recém-casados, que a receberam como herança.
Havia uma cachoeira limitando a Fazenda Três Coqueiros com a fazenda dos Ferreiras, nobre e rica família, porém gananciosa, com cada membro querendo ser o mais rico, o maior, pois a vaidade e o orgulho eram as suas características.
Naquela região, perto dos Ferreiras, havia inúmeras fazendas, grandes e pequenas, pertencentes a famílias que eram aliadas aos Ferreiras e participavam das mesmas idéias, cheias de maldade e ódio, pois a cobiça e a inveja faziam com que eles só pensassem em fazer o mal àqueles daquela bela Fazenda Três Coqueiros.
Eram rixas transcendentais. Os Ferreiras e seus aliados sustentavam o ódio arraigado em seus corações. Estas duas famílias estavam sempre em choques e os aliados faziam trincheiras e tocaias, provocando mortes e destruições. Porém, as mortes eram só dos escravos (como diziam eles, escravos eram pagãos e não mereciam bons tratos; eram comprados como um animal qualquer!).
Certo dia, Márcia saiu a passear a cavalo, e foi até a cachoeira, ficando admirada com a beleza daquele lugar, daquela linda cachoeira.
Sim, aquela era a antiga Cachoeira do Jaguar, de Pai Zé Pedro, de Pai João e das Princesas! Sabia-se que ali existira um fenômeno, há cem anos.
Márcia era uma médium de grande percepção. Parou e, deslumbrada, disse:
- É verdade!... Aqui existiu um grande fenômeno envolvendo alguns escravos!
Nisso, Valdemar Ferreira chegou e, abraçando a sinhazinha pelas costas, disse:
- Aqui houve um grande fenômeno, dizem os antigos, de Pretos Velhos forasteiros...
Imediatamente Márcia se lembrou de que Valdemar Ferreira era o mais triste dos inimigos de seu marido e, também, lembrou que seu esposo lhe havia dito que ela jamais pisasse naquele local.
Livrando-se de Valdemar, ela saiu correndo. Mas o destino pregou-lhe uma peça: um pequeno escravo dos Ferreira viu Márcia ali com Valdemar e foi contar tudo a Alfredo.
Márcia já esperava um filho de Alfredo.
Todos os escravos de Valdemar odiavam a Fazenda Três Coqueiros, cheios de inveja, porque a vida dos escravos de Alfredo era boa, levando uma vida normal. Até mesmo os feitores de Alfredo eram bem tratados e eram bons com os escravos, o que não acontecia com o povo dos Ferreiras.
Certo dia, o filho de Zefa - da Fazenda Três Coqueiros - começou a namorar uma crioula, escrava dos Ferreiras. Os escravos dos Ferreiras se revoltaram contra o filho de Zefa, esfaqueando-o, e o colocaram, semimorto, à porta de Alfredo, deixando um bilhete em que diziam que não queriam aquele cachorro por lá e, mais, que quando o filho de Márcia nascesse fosse mandado para Valdemar.
Márcia, cansada e cheia de dores por causa da gravidez já adiantada, ouvindo os gritos de Zefa, correu ao encontro da velha escrava.
É que Alfredo encontrara o rapaz esfaqueado e lera o bilhete. Cheio de ira, mandou que jogassem o rapaz no pasto, longe da Casa Grande. Mãe Zefa havia encontrado o filho e gritava por Márcia, para que ela ajudasse o rapaz.
Márcia, mesmo cheia de dores, foi ajudar Zefa, saindo com Pai Zé Pedro para buscar o pobre escravo que havia passado a noite no relento, com urubus já sobrevoando seu corpo. A bondosa sinhazinha mandou que levassem o rapaz para dentro de casa e, então, houve um caso de desintegração: Márcia passou com o ferido perto de Alfredo e este não os viu!
Assim que Alfredo encontrou Márcia mandou-a, sem explicações, para a senzala e mandou erguer um grande cercado para mantê-la prisioneira ali.
Mandou que Mãe Tildes cuidasse dela. Mãe Tildes era confidente e grande amiga de Márcia.
Alfredo comunicou que tão logo o filho de Márcia nascesse ele o mandaria para Valdemar.
Márcia cativou todos aqueles escravos com seu amor e dedicação.
Quando Zé Pedro, o velho nagô, chegou para falar com Márcia, esta perguntou:
- Quem é este homem?
- É um velho nagô - respondeu Mãe Tildes - que recebe espíritos no lombo!...
- Não, sinhazinha, não precisa ter medo! - disse Pai Zé Pedro se chegando, e se virando para Mãe Tildes, deu um muxoxo: - Linguaruda! Conversa demais!...
Márcia sentiu que o velho nagô tinha uma força do Céu e se afinou com ele.
Numa manhã, quando o Sol já brilhava, encantando com seus raios toda a beleza daquela fazenda, eis que Márcia começou a passar mal e, mais tarde, a criança nasceu.
Foi grande o reboliço, e os Pretos Velhos se mobilizaram. Mãe Tildes pegou a criança, enrolou-a numa coberta e a levou para Mãe Zefa, lá no meio do cafezal, dizendo:
- Vai, Zefa! Leva este menino porque Alfredo vai matá-lo!
Zefa saiu correndo com o bebê e o levou para a casa dos Ferreiras, onde, sem saberem o que estava acontecendo, entregou o menino à sinhazinha Emerenciana, mãe de Valdemar, que prometeu jamais revelar que aquela criança era filha de Alfredo. Era o grande segredo entre Mãe Zefa e Emerenciana.
Zefa foi embora, e nunca mais se teve notícias dela.
Quando Mãe Tildes voltou do cafezal, levou um susto: Márcia havia ganho mais outra criança, uma linda menina! Tinham nascido gêmeos!
Mãe Tildes começou a chamar a menina de Marcinha.
Vendo a dor tão grande de Márcia, Alfredo acreditou em sua inocência e a perdoou, mas Márcia não quis voltar à Casa Grande.
Tanto Alfredo como Márcia não sabiam que haviam nascido duas crianças. Conheciam apenas aquela menina. Alfredo, até seu desencarne, pensava só ter nascido a menina.
Certo dia, um crioulo apareceu para dar satisfações onde estava o menino. Mãe Tildes sofria, sem saber se devia revelar o segredo a Márcia. Foi consultar o nagô, e este lhe disse para jamais revelar a verdade. Fora um erro ela querer assumir a dívida de Márcia. Por outro lado, Mãe Tildes desconfiava de Márcia, ao ver o menino que se parecia demais com Valdemar.
O nagô pediu que Márcia voltasse para a Casa Grande, porque seu marido estava caminhando para a loucura e teria um fim muito triste. Márcia saiu dali com o coração apertado, sabendo que Alfredo não tinha condições de continuar a viver daquele modo.
O tempo passou ligeiro e Alfredo morreu louco. Márcia se enclausurou naquela casa. Marcinha, já mocinha, começou a namorar o filho de Valdemar!
Quando o rapaz entrou, pela primeira vez, na Casa Grande da Fazenda Três Coqueiros, Mãe Tildes foi correndo até Pai Zé Pedro e lhe disse que estava perdida, pois tinha cortado o carma de Márcia e, agora, Marcinha iria se casar com o próprio irmão!
Nisso, a porta se abriu e Marcinha, feliz, abraçou Pai Zé Pedro e Mãe Tildes, dizendo-lhes que iria se casar.
- Ele quer se casar comigo! O coronel Valdemar tem dois filhos, sabem? O mais novo tem dois dedos emendados, um pregado no outro. Mas este não! É perfeito, e não se parece nada com o outro...
Depois que Marcinha saiu, Pai Zé Pedro falou:
- Não lhe disse, Mãe Tildes, que a grandeza de Deus não tem limites? Este não é o filho de Márcia...
E Mãe Tildes perdeu a voz até que Marcinha se casou com aquele rapaz!
No dia do casamento de Marcinha, foi promulgada a Lei Áurea, a abolição da escravidão. Foi uma terrível confusão. Tiros... Brigas... Amália, esposa de Valdemar, morreu.
Márcia não soube a verdade sobre seus filhos até o dia em que Emerenciana, já para morrer, a revelou: Jacó era seu filho! Tinha dois dedos emendados, que comprovavam ser ele filho de Alfredo, que tinha o mesmo defeito.
Márcia, prestes a desencarnar, abraçou seu filho Jacó, cheia de emoção.
Mãe Tildes, já um espírito evoluído, teve que pagar esta pena, por ter reparado um carma indevidamente. É o que acontece com quem corta ou interfere nos destinos dos outros!...
O pessoal dos Ferreiras lançou-se contra a Fazenda Três Coqueiros. Foi uma grande mortandade. Iluminados pela força de Deus, Mãe Tildes, Pai Zé Pedro e duas crioulas - Uraí e Urail - fugiram para uma outra fazenda cafeeira.
Marcinha fugiu, levando consigo seu irmão Jacó. No dia seguinte, uma volante - polícia baiana - chegou à Fazenda Três Coqueiros, onde muitos cadáveres exalavam terrível mal cheiro, e, com muita dificuldade, impôs a ordem.
Na fazenda dos Ferreiras, ninguém triscava a mão! Vieram, de longe, velhos coronéis e sinhorzinhos. Os pais de Alfredo e os de Márcia quiseram levar consigo os netos Marcinha e Jacó. Estes, porém, não quiseram ir.
Todos os que passavam por ali comentavam a triste tragédia daquele povo, povo este composto por espíritos espartanos, vindo de nossa origem e que, aqui, não suportaram as velhas rixas.
Alguns dos Ferreiras que fugiram, continuaram a se entrincheirar para novas tragédias. Mãe Tildes e Pai Zé Pedro fugiram para o Angical.
É só o que posso dizer, pois aqui estão os malvados que precipitaram esta tragédia! Ainda faltam alguns componentes desta história. Não posso, neste instante, avaliar quais dos senhores e senhoras foram Ferreiras ou quais foram Pereiras...
Salve Deus! Só Deus, neste instante, poderá avaliar quem foram...”(Tia Neiva)
Obs.: Em suas anotações biográficas, Tia Neiva informou que Carmem Lúcia, sua filha, era a reencarnação de Marcinha.

22/03/2026
Fonte .davitoria no instagram
24/02/2026

Fonte .davitoria no instagram

Fonte .davitoria
23/02/2026

Fonte .davitoria

23/02/2026

TODO MÉDIUM DO VALE DO AMANHECER PRECISA LER
ESTA MENSAGEM
Juliano era médium do Vale do Amanhecer há 15 anos. Trabalhava como Apará.
Incorporação firme. Vidência aflorada.
No Templo, todos o admiravam.
“Ele tem uma missão linda”, diziam.
“Os Mentores confiam muito nele”, comentavam.
Juliano também acreditava nisso. Achava que era especial. Achava que seu grau
mediúnico definia quem ele era espiritualmente.
Até a noite em que, durante um desdobramento espiritual, foi conduzido ao Hospital
Esperança.
Lá o aguardava um Mentor de grande hierarquia, conhecido por sua firmeza e
verdade.
“Juliano, você pediu para entender sua real condição espiritual. Está pronto para ver a
verdade?”
“Claro! Sei que minha ficha espiritual deve estar evoluindo…”
“Evoluindo?” — respondeu o Mentor. — “Sua ficha está em alerta há mais de dez
anos.”
O Mentor mostrou algo semelhante a um prontuário espiritual.
“Você trabalha quantas vezes por semana no Templo?”
“Quatro! Às vezes mais. Nunca falto!”
“E quantas vezes você teve paciência com sua esposa nesta semana?”
Silêncio.
“Quantas vezes acolheu seus filhos quando erraram, sem gritar, sem humilhar?”
Silêncio.
“Quantas vezes praticou caridade verdadeira, sem uniforme, sem Templo, sem “Você se dedica como médium quatro vezes por semana, mas não pratica amor
verdadeiro nem uma vez por dia.”
O Mentor continuou, com firmeza:
“Você acredita que a mediunidade o torna especial. Que o trabalho no Vale o coloca
acima dos outros.”
“Não é isso! Eu sirvo aos Mentores!”
“Você serve ao seu ego. A mediunidade virou sua identidade, seu status, seu palco
espiritual.”
“Eu ajudo espíritos!”
“Ajuda. Mas não ama. Acolhe entidades sofredoras, mas fere aqueles que caminham
ao seu lado todos os dias.”
Algo se quebrou dentro de Juliano. Era o ego espiritual se despedaçando.
O Mentor mostrou cenas da vida dele:
Juliano incorporando e falando sobre humildade… e, horas depois, tratando a esposa
com arrogância.
Juliano acolhendo espíritos com paciência… e, no dia seguinte, humilhando o filho por
um erro simples.
Juliano sendo respeitado no Templo… e sentindo-se superior aos irmãos
considerados “menos desenvolvidos”.
“Entende agora, Juliano? Mediunidade sem reforma íntima é ritual vazio.”
“Mas os trabalhos são reais! Os espíritos vêm!”
“São reais. Mas não o transformam. Você é instrumento por algumas horas e continua
nas sombras nas outras.”
Juliano caiu de joelhos.
“O que eu faço?”
“Pare de achar que o Vale o torna especial e comece a viver fora do Templo o que
você pratica dentro dele.”
Juliano voltou ao corpo diferente.
No dia seguinte, quando o filho derrubou um copo no chão, ele respirou fundo e disse: “Tudo bem, filho. Vamos limpar juntos.”
A esposa o olhou assustada. Era a primeira vez em anos que ele não explodia.
A reforma íntima não acontece apenas no Templo.
Ela acontece em casa.
No silêncio.
Quando ninguém está vendo.
No momento em que você escolhe entre o ego espiritual
e o amor verdadeiro.

Fonte:.davitoria
19/02/2026

Fonte:.davitoria

Endereço

Rua José Correia Da Silva S/N Alto Da Boa Vista União Dos Palmares/Al
União Dos Palmares, AL
57800000

Horário de Funcionamento

15:00 - 19:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Templo Taumã do Amanhecer de União dos Palmares/Al posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar