05/04/2023
Os discípulos de João e os fariseus estavam acostumados a um jeito digamos "velho" de vi- ver. Enxergavam tudo com um olhar legalista, sem misericórdia (v. 13).
No trecho da leitura de hoje, no entanto, temos dois breves relatos de gente que conseguiu enxergar e compreender a vida com Deus de um jeito novo. Parece que paradigmas haviam se quebrado e barreiras enormes se rompido dentro do coração do chefe da sinagoga (v. 18) e da mulher com hemorragia (v. 20-21).
Inundado de nova fé e esperança, o líder religioso entendeu que, mesmo que sua filha já estivesse morta, Jesus era poderoso para ressuscitá-la! Já a mulher enferma, desenganada e oprimida por seu flagelo, decidiu em seu intimo, que tão somente tocar as vestes de Jesus seria suficiente para ser curada! Ora, isso só pode ser a força de um "vinho novo", isto é, da graça divina que encharca a alma! Ela rompe barreiras gigantescas e subverte até a ordem natural da vida e da morte, quebra as cadeias legalistas e incrédulas de quem vivia longe de Deus. Aleluia! O noivo-Jesus, o Cristo - ainda estava presente e inaugurava um novo tempo, com novas formas de se relacionar com Pai.
Quem se agarrasse ao ranço da antiga Lei, uma atitude típica dos líderes religiosos da época, não conseguiría enxergar a presença do Senhor invadindo a vida dos homens, transformando e renovando tudo. Só pode!
O assunto, portanto, vai muito além do jejum. Se insistirmos em reduzir a nova vida com Jesus a costumes e tradições religiosas, mais cedo ou mais tarde o tecido da nossa "aparente" espiritualidade se tornará roto e inútil. Não - Jesus não veio propor remendos, mas uma vida totalmente nova! Veio ser, Ele mesmo, o fôlego fresco de uma vida refeita. Ao lado Dele, a vida antiga perde sua força e poder sobre nós, e nos tornamos, de fato, novas criaturas.
..Assim se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! (2Co 5:17)