Sr. Tiriri das Almas

Sr. Tiriri das Almas Exu Tiriri, portanto, é descrito também como um Senhor que trabalha para o bem na linha da esquerda. Exu fiel e amigo!

Seu principal trabalho é lutar contra espíritos malignos cobertos de escuridão.

01/10/2022

Alguns sacerdotes deveriam aprender esta lição, principalmente uns e outros que adoram dar na "cara dos santos" ou falar barbaridades. Leiam e reflitam:

A HISTÓRIA DO OMULÚ DE WANDERCLÉIA

PARTE I

Wandercléia veio do Maranhão com onze anos, trazida por sua tia Inajara, irmã de sua mãe, que lhe prometeu uma vida melhor na cidade grande, inclusive a chance de estudar, se formar e ser alguém na vida. Mas na verdade, quando aqui chegou, Wandercléia logo percebeu que tudo não passava de promessas. Ainda menina, em vez de brincar, estudar e viver sua infância como todas da sua idade, sua tia transformou Wandercléia em empregada doméstica, obrigando-a a cuidar da casa, lavar, passar e cozinhar para ela, o marido e dois filhos. A menina acordava todo dia muito cedo e dormia sempre depois da meia noite. Pela janela, via as crianças da sua idade brincando na rua, indo e voltando da escola, enquanto ela, trancada naquela casa, via o tempo passar e sua infância se perder.

PARTE II

A única alegria de Wandercléia era quando a Tia Inajara ia para a Casa de Mãe Dorinha e a levava para as funções do Candomblé. Foi assim durante 4 anos, de quinze em quinze dias, até que, fulminada por um enfarto, Tia Inajara veio a falecer. Viúvo, em menos de dois meses, seu tio arrumou uma nova companheira para morar com ele. Com ciúme doentio de Wandercléia, que se transformara numa linda mulher, a nova companheira do tio tanto fez que, finalmente, conseguiu tira-la de casa. Sem ter para onde ir, Wandercléia procurou o único lugar que poderia lhe servir de abrigo: a casa de Candomblé de Mãe Dorinha.

PARTE III

Na casa de Candomblé de mãe Dorinha a vida de Wandercléia não era muito diferente, pelo contrário, era ainda mais dura e difícil, pois, além de cuidar das coisas domésticas da casa de Mãe Dorinha, ela também fazia todo o serviço na Casa de Candomblé. A única novidade é que, depois de dois anos, ela agora era feita de Santo, para o Orixá Omulú.
Wandercléia fazia de tudo para agradar Mãe Dorinha, mas tinha alguma coisa entre as duas que ela não conseguia entender. Mãe Dorinha tratava todo mundo muito bem, sempre alegre e sorridente, mas com Wandercléia era diferente, ela só lhe dirigia a palavra com rispidez e aos berros. Isto a magoava muito.

PARTE IV

Wandercléia já perdera as contas de quantas vezes passou a noite acordada, chorando, querendo entender por que sua vida era tão difícil e tão sofrida. Ela não saia, vivia o tempo todo dentro de casa, trabalhando de domingo a domingo. Sua única companhia eram os Orixás, de quem cuidava com muito amor e carinho. Nas suas horas vazias e para espantar a solidão, Wandercléia tinha o hábito de ficar deitada na frente dos quartos de Santo e ali passava horas “conversando” com os Orixás, principalmente com Omulú, de quem seria a próxima festa, o Olubajé, daqui a uma semana. Wandercléia estava a quase um ano preparando a roupa do seu Santo. Fez tudo com muito carinho, costurou, engomou tudo e ela mesmo bordou os búzios na roupa e fez o aze. A roupa era simples, porém, tudo feito com muito amor e capricho.

PARTE V

No dia da festa a casa estava lotada. Mães e Pais de Santo vieram prestigiar o Olubajé de Mãe Dorinha, que a todos tratava com grande carinho e com um largo sorriso no rosto.
Antes dos Santos saírem para o salão, Mãe Dorinha resolveu ir até onde eles estavam para inspecionar e verificar se tudo estava perfeito e como ela queria. Todos os Santos estavam luxuosamente vestidos, com tecidos cintilantes e ferramentas reluzentes. Porém, ao ver a roupa do Omulú de Wandercléia, Mãe Dorinha quase surtou! “ Onde já se viu na minha casa Santo vestir uma roupa tão pobre como esta! Esta menina está querendo colocar meu nome na praça e na lama! O que meus convidados vão pensar? Vão sair daqui dizendo que eu estou passando fome! Sai todos os Santos, menos o Omulú de Wandercléia! Aliás, coloque este Omulú dentro do quarto de Santo, que eu quero ter uma conversa com ele e com a filha dele depois do candomblé! Eu não suporto este menina!” E saiu esbravejando em direção ao salão e à sua cadeira de Yalorixá, enquanto uma ekedi levava Omulu até o quarto de Santo.

PARTE VI

A festa foi linda, as pessoas ficaram encantadas com tudo o que viram. Comeram e beberam à vontade. Já bem tarde da noite, e quando todos foram embora, completamente realizada, Mãe Dorinha foi se deitar. Estava feliz por fazer seu candomblé e mais do que isto, por ter conseguido mostrar para todo mundo que era uma yalorixá poderosa! Em poucos minutos pegou no sono e se esqueceu de Omulú de Wandercléia, que continuava dentro do quarto de Santo, sentado no banquinho, conforme a ekedi o tinha colocado por determinação de Mãe Dorinha.

PARTE VII

No dia seguinte, Mãe Dorinha acordou, se levantou e ao se olhar no espelho, deu um grito de espanto! Seu rosto estava transfigurado e seu corpo completamente tomado por bolhas, que coçavam demais! Desesperada, Mãe Dorinha gritou por Wandercléia, mas ela não apareceu. Tomada pela ira, saiu do quarto chamando por ela aos gritos, quando se deparou com a ekedi da casa, que vendo seu estado exclamou: “ Valha-me Deus, o que houve com a senhora, minha mãe?”. Desesperada, Mãe Dorinha perguntou por Wandercléia mais uma vez , quando a ekedi lhe falou: “ Minha Mãe, ela esta virada, sentada no banco, conforme a senhora pediu ontem. Como a senhora não falou para desvirar, deixamos ela lá ”.
Lembrando-se do que tinha feito no dia anterior, Mãe Dorinha vai até o quarto de Santo, abre a porta, e lá se depara com Omulu sentado. Sem conter as lágrimas e percebendo a maldade que havia feito, Mãe Dorinha se joga aos pés de Omulu, pedindo perdão! O Orixá se levanta, abraça a yalorixá, pega algumas pipocas e passam-lhe lentamente pelo corpo. Em pouco tempo as bolhas d´água vão desaparecendo e o rosto de Mãe Dorinha começa a desinchar.

PARTE VIII

Os filhos de Santo da casa vendo aquela cena começaram a chorar e a gritar: ATOTÔ! Enquanto isto, os ogans sobem no atabaque e começam a tocar o opanijé. Nesta hora, Omulú sai do quarto, vai para o salão e inicia a sua dança. Foi quando Mãe Dorinha colocou mais uma vez a cabeça no chão e ali aprendeu a maior lição de sua vida: nada e nem ninguém é maior do que o Orixá!

A  paz de Oxalá é a proteção do seu àlà funfun (manto branco).A paz de Oxalá é a força do Ọ̀pá ṣóró (o cajado da criação...
30/09/2022

A paz de Oxalá é a proteção do seu àlà funfun (manto branco).

A paz de Oxalá é a força do Ọ̀pá ṣóró (o cajado da criação).

A paz de Oxalá é o ar refrescante do seu abèbè (leque ritual).

A paz de Oxalá é a grandeza do seu adé (coroa real).

A paz de Oxalá é a pureza do seu aṣọ funfun (roupa branca, usada por todos no Candomblé).

A paz de Oxalá é o planar do seu ẹiyẹlẹ́ mímọ́ (pombo sagrado).

A paz de Oxalá é a tranquilidade do seu especial ìgbín (caramujo).

A paz de Oxalá é a brandura das suas àwọn omi otútú (águas frescas).

A paz de Oxalá é o reviver do seu ègbo ìyè (canjica da vida).

A paz de Oxalá é a energia precisa do àkàsà (oferenda aceita por todos os Orixás).

A paz de Oxalá é recomeçar com seu ọjọ́ yọ (raiar do dia).

A paz de Oxalá vem do seu nobre ato realizador, pois pelos ìtàn (mitos) yorubás, Oxalá é o senhor da criação. Desta forma, independente do nosso Orixá, todos nós somos filhos de Oxalá e reverenciamos o ọjọ́ etì Òṣàlá (sexta-feira, dia dedicado a Oxalá).

Eèpàà Bàbá Ńlá! (Respeitos ao Grande Pai!)

Àlàáfíà ti Òṣàlá fún gbogbo! (A paz de Oxalá para todos!)

Axé!

28/09/2022

Àṣẹ iná ni iná fi n jó,
Àṣẹ oòrùn ni òòrùn fi n ràn
Ábá tí alágẹmó̩ bá dá ni, òòṣà òkè n gbà!
Oun gbogbo tí a bèèrè l'ó̩wó̩ Olódùmarè ni ó máa fi àṣẹ sí fún wa!

Que hoje, os Ibejis possam nos mostrar que a pureza e a sinceridade nos torna grande. Que nossa criança seja eterna dent...
27/09/2022

Que hoje, os Ibejis possam nos mostrar que a pureza e a sinceridade nos torna grande. Que nossa criança seja eterna dentro de nós.
Coração puro, aberto e fé, é o que desejo pra hoje!
Eremì
Beje erò

15/09/2022

Havia numa aldeia do Kétú uma família considerada estranha pelos demais aldeões, por sempre se manterem isolados dos demais.
Certa feita, o Alakétú ordenou que fizessem uma incursão a citada familía e os trouxessem diante do Rei !

No dia seguinte, ainda pela madrugada, os guardiões de Alakétú prosseguiu com a missão ora determinada.

Ao chegarem na casa da Familia, o Patriarca da mesma encontrava-se de saída para a caça, costume do Povo do Ketu, saírem ainda pela madrugada para melhor localizarem suas presas ainda sonolentas...

Os guardiões do Alakétú então informa ao Pai daquela Familia o que os levou aquela incursão, e procedendo tal como foram designados, levaram toda a familia em procissão para o Palácio do Alakètú, mas o que intrigava aos Guardiões era um cesto grande que a esposa do Caçador levava consigo de forma amedrontada!

Em um certo trecho da estrada que parecia infinita, a esposa do Caçador dirigiu-se ao seu esposo e comunica-lhe que algo não estava bem com o que havia no cesto, o que de pronto fez com que o Caçador solicitasse aos Guardiões que parassem num córrego próximo daquela estrada, o que de pronto foi atendido.

Todos acomodaram-se, e a Iyá do Caçador de forma ligeira apressou-se para o córrego, neste momento a Iyá tropeça e o cesto vira-se ao chão, para surpresa de todos um moleque robusto e com olhos esbugalhados salta de dentro do sinistro cesto, todo emaranhado de folhas de panacéia, gigoga e osibatá !

Os Guardiães por acharem estranho demais aquela situação ordena que todos voltem a fila e pegam o moleque robusto e joga sobre a cela do cavalo, num ímpeto e ligeiro ato, o moleque pôs-se a cavalgar para a surpresa dos guardiães que desconhecia a origem do jovem meninote !
Os pais foram aprisionados e levados até o Rei!

Lá chegando toda a façanha fora explicada ao Alakétu, que exigiu explicações plausíveis a familia, que então pôs-se a relatar minuciosamente a todos os presentes a origem daquele jovem menino!

Por ocasião da submersão da Floresta Africana, aquele jovem menino foi deixado para trás e Iyá N'ilá Esposa de Odé Agana que encontravam-se em uma copa avistou o moleque assustado, e como tudo a volta estava sendo tragado pela terra Agana p**a e socorre o meninote e o deposita num cesto e o mesmo ficou sendo criado por ela até aquela data, e por se saber que não se deveria criar filhos que não eram seus era proibição e lei daquela aldeia, Iyá N'ilá pôs a esconder o meninote até aquela data!

O menino achando que havia sido covarde em fugir e deixar a familia a deriva nas mãos daquelas autoridades e por receio do que poderia acontecer a eles resolveu adentrar a cavalgada o Palácio do rei e ao frear deixou o Rei estupefato pela destreza e maestria com que cavalgava!

Naquele momento o Rei reconheceu o filho perdido por ocasião da submersão, e então nomeou Odé Agana o Guardião dos altos da Cidade do ketu, que é o mesmo Odé Arò que encontramos nos Ogués das casas de Candomblé pendurados no alto, e dito o Oxosse que não põe os pés no chão, e a sua esposa moraria no outro Ogué em qualquer outra parte da casa !
E o menino foi louvado o verdadeiro nome que ele proprio desconhecia "Odé Ogberunjá!!", que daquele dia em diante não se habituava mais ficar as vistas dos outros, e é por este motivo ser o único Oxosse que mora em panela fechada de barro, diferentemente dos demais !
Tocou-se um longo agueré em homenagem a familia Arò e todos se confraternizaram!

Opaoká Ogberunjá
Opaoká Ogberunjá
Opaoká Ogberunjá oké
Opaoká Ogbarunjá l'onà !

Babalorisá Mauro T'osun - Ile Alaketu Asé Osun Iyami Yponda

Falando sobre Bori - Para que serve ?O bori serve para de fato alimentar o seu ori ( cabeça ), fortalecer seus pensament...
14/09/2022

Falando sobre Bori - Para que serve ?

O bori serve para de fato alimentar o seu ori ( cabeça ), fortalecer seus pensamentos, idéias, decisões e direcionamentos. O bori é um ritual feito para seu Orí (sua cabeça) e não para qualquer outro Òrìsà.
Quem precisa de bori ?
Todos, todos nós precisamos passar por bori, ori é a divindade que habita em nossas vidas, com a finalidade de trazer os direcionamentos, sabe suas idéias, suas decisões, seus planejamentos, pois é, agradeça a seu Orí e quando não conseguimos fazer bom uso de nosso Ori, é que precisamos passar por um bori.
O bori serve para saúde, para os caminho, para ansiedade, depressão e etc.
Eu costumo dar um exemplo para os clientes: " Ori atua em nossas vidas, com o nosso cérebro atua em nosso corpo, ambos quando estão "enfraquecidos" fazem com que tudo aquilo que depende dele, vá diminuindo o seu rendimento.
Para ter um bom relacionamento, para ter um bom negócio, para ter uma boa saúde, para solucionar os problemas e para muitas outras coisas, é preciso ter um bom ori.
O bori serve para acalmar, controlar ou fortalecer o seu Orí ( sua cabeça )
Lembre-se Ori é a divindade mais importante em sua vida.

Eu até pensei em ficar triste, mas quem disse que Oxóssi deixou? Ele me ergueu num pilar, me fez ver a vida do alto, com...
14/09/2022

Eu até pensei em ficar triste, mas quem disse que Oxóssi deixou? Ele me ergueu num pilar, me fez ver a vida do alto, como sou grande perante meu os meus problemas, como sou forte perante as dificuldades.
Eu até pensei que chorar faria sentido, mas quem disse que Oxóssi não viu? Ele enxugou meu rosto, me suspendeu pelo queixo, me disse a importância de cada gota daquela e o quanto cada uma delas valeria a pena.
Eu até pensei, inclusive, que ali era o fim, mas quem disse que Oxóssi não estava lá? Oxóssi me explicou o caminho, me mostrou a verdade, e a verdade era uma só.
A verdade era que, eu até poderia fazer, pensar e agir como disse, mas só se Ele não fosse o inverso de tudo isso. Só se Ele não fosse a minha verdade.
Mas era, e é, e depois de tudo isso, para sempre será. Oxóssi é a minha verdade, Oxóssi é a voz, Oxóssi é a direção.

Hoje é segunda, que a semana comece com a Proteção e caminhos de Esù e com a Cura e sabedoria do Rei da Terra.
12/09/2022

Hoje é segunda, que a semana comece com a Proteção e caminhos de Esù e com a Cura e sabedoria do Rei da Terra.

12/09/2022

Asè que sobrevive operando o medo não é asè!

12/09/2022

Tem gente que precisa acordar de onde ta pra vida começar a andar!

21/08/2022

Que Ogun sejabo caminho e a proteção de cada um!
Que cada obstáculo seja digno de Ogun cortar e fazer as coisas acontecerem.
Asè O!

Endereço

Taubaté, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Sr. Tiriri das Almas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Sr. Tiriri das Almas:

Compartilhar

Categoria