08/03/2026
Hoje, andando pelas ruas de Fortaleza, me deparei com uma realidade que muitas vezes passa despercebida ou simplesmente escolhemos ignorar.
No meio do trânsito, entre buzinas, sinais e a pressa da cidade, estavam crianças. Crianças que não estavam indo para a escola, não estavam brincando, não estavam vivendo a infância como deveria ser.
Estavam ali, entre carros e calçadas, tentando sobreviver.
É o retrato de um Brasil que é visível aos olhos, mas muitas vezes invisível à consciência.
Uma realidade que aparece nos semáforos, nas esquinas e nos vidros dos carros, mas que raramente recebe a atenção que deveria.
Porque enquanto a cidade corre, algumas infâncias ficam paradas na calçada, esperando.
Esperando uma moeda, um gesto, um olhar ou talvez apenas a chance de ter uma infância de verdade.
E isso deveria incomodar todos nós.
Porque um país não se mede apenas pelos prédios que constrói, mas pelas crianças que consegue proteger.