Casa da Pregação

Casa da Pregação Casa da Pregação é uma Escola de Pregação Bíblica Expositiva para pregadores.

A CasPre, além de sonhar com a multiplicação de pregadores, entende ser a pregação, um instrumento de Deus para o reavivamento da igreja antes do retorno do Senhor.

21/12/2025

Disciplina quanto ao tempo e sua importância na Pregação Expositiva

21/12/2025

Disciplina quanto ao tempo e sua importância na Pregação Expositiva.

Formatura da Escola de Evangelistas ARAUTOS DA CRUZ da Macroregião de Ribeirão Preto SP. APO-UCB. Soli Deo Glória!
11/12/2025

Formatura da Escola de Evangelistas ARAUTOS DA CRUZ da Macroregião de Ribeirão Preto SP. APO-UCB.

Soli Deo Glória!

O RENOMADO EVANGELISTA Pr. Alejandro Bullon ESCREVEU: “O livro sobre Pregação Expositiva de Cirilo Gonçalves é uma grand...
22/07/2025

O RENOMADO EVANGELISTA Pr. Alejandro Bullon ESCREVEU:

“O livro sobre Pregação Expositiva de Cirilo Gonçalves é uma grande contribuição à Pregação Adventista. Mais do que nunca, precisamos hoje levar os cristãos de regresso à Bíblia. O pregador não tem liberdade para pregar o que acha, imagina ou pensa. O pregador é um servo ao serviço da Palavra de Deus. A sua missão é expor o que Deus tem deixado escrito para o seu povo. O Livro de Gonçalves tem o apoio de pregadores relevantes do mundo evangélico e sem dúvida nenhuma será uma benção para a igreja. É um belo trabalho cheio de conteúdo e conselhos sobre o mister principal dos pastores, que é a pregação”.

(Pr. Alejandro Bullon)

Vem aí o próximo Evangelismo Público de Colheita!  IASD Jd São Sebastião na Cidade de Taquaritinga SP - Distrito Pastora...
22/05/2025

Vem aí o próximo Evangelismo Público de Colheita!

IASD Jd São Sebastião na Cidade de Taquaritinga SP - Distrito Pastoral de Jaboticabal.

Tema: APOCALIPSE DE JESUS: A Fonte de nossa Esperança.

Acompanha o Evangelismo Infantil TURMINHA DO APOCALIPSE com Débora Gonçalves

Soli Deo Glória!

Vem aí (10-17 de maio) o EVANGELISMO PÚBLICO DE COLHEITA na IASD Central de Sertãozinho, APO-UCB com Débora Gonçalves no...
02/05/2025

Vem aí (10-17 de maio) o EVANGELISMO PÚBLICO DE COLHEITA na IASD Central de Sertãozinho, APO-UCB com Débora Gonçalves no Louvor e no Evangelismo Infantil TURMINHA DO APOCALIPSE e meu amigo Pr. W***y Charle

Soli Deo Glória!

Semana Especial: AS MARCAS DE CRISTO: UMA VISÃO CRISTOCÊNTRICA DO APOCALIPSE. Vc que é da região, é o meu convidado espe...
24/04/2025

Semana Especial:

AS MARCAS DE CRISTO: UMA VISÃO CRISTOCÊNTRICA DO APOCALIPSE.

Vc que é da região, é o meu convidado especial para essa Semana de Pregação, Oração, Louvor, Comunhão, Evangelização e Batismos.

Junte-se a nós nessa Semana!!!

Sábado dia 26/04, às 10:30.
Domingo dia 27/04 à 02/05, às 19:30.
Sábado dia 03/05, às 10:30.

LOCAL - IASD Jd do Estádio, Santo André SP.

14/02/2025

AS DIREÇÕES DE WESTMINSTER PARA A PREGAÇÃO PÚBLICA DA PALAVRA DE DEUS

A Assembleia de Westminster é o nome dado a reunião de teólogos reformados da Inglaterra. Esses teólogos foram convocados pelo rei para revisarem os 39 artigos da igreja da Inglaterra. Todos que passaram a compor essa Assembleia foram chamados de “divinos” e se reuniram pela primeira vez em 1º de julho de 1643. Esses teólogos “divinos” almejavam estabelecer maior unidade teológica de acordo com o tratado feito entre os parlamentos da Inglaterra e da Escócia, conhecidos como a Liga e Aliança Solenes. Em princípio revisariam apenas os 39 artigos de fé da Igreja da Inglaterra, e por isso, os trabalhos seriam relativamente rápidos, mas, durou quase seis anos. A última sessão plenária ocorreu em 22 de fevereiro de 1649 depois de ter realizado mais de mil sessões e produzido uma Confissão de Fé inteiramente nova, bem como o Catecismo Maior, o Catecismo Menor, a Forma de Governo Eclesiástico Presbiteral e o Diretório para o Culto Público a Deus e aprovado uma nova versão métrica dos Salmos. Esses documentos são conhecidos como os Padrões de Westminster e tem direcionado um movimento internacional de cristianismo reformado de fala inglesa por, aproximadamente, uns 380 anos. A assembleia tratou de vários pontos importantes da teologia cristã, entre eles, encontra-se a pregação pública da Palavra de Deus. A visão dos “divinos” sobre a pregação pública é algo que merece a nossa atenção e avaliação.

Os teólogos começaram suas orientações para a pregação com uma afirmação consistente extraída das Escrituras: “Visto que a pregação da Palavra é o poder de Deus para a salvação, uma das obras mais importantes e mais excelentes pertinentes ao ministro do evangelho, deve ser realizada de tal modo que o obreiro não tenha de que se envergonhar e possa salvar a si mesmo e aqueles que o ouvem”.

Em pequeno escopo, o diretório estabeleceu um notável conjunto de princípios para a proclamação pública da Palavra de Deus. Podemos classificar o que segue no diretório como (1) PREPARAÇÃO para a pregação, (2) INTRODUÇÃO na pregação, (3) INSTRUÇÃO na pregação, (4) APLICAÇÃO na pregação.

PREPARAÇÃO PARA A PREGAÇÃO

Antes do sermão ser preparado, o pregador deve ser preparado. O diretório lista dons que qualificam um homem para a importante tarefa de pregação, começando com o conhecimento de grego e hebraico, das artes e ciências como “servas do conhecimento teológico” e de “todo o corpo de teologia”, o que hoje é chamado teologia sistemática. J. A. Caiger comenta sobre esta última: “Observe este ponto de vista caracteristicamente puritano do conselho de Deus como um corpo de divindade, com todas as suas partes ajustadas, proporcionais e relacionadas adequadamente. O ministro do Evangelho deve ser capaz de vê-lo no todo”. “Mas, acima de tudo”, o diretório insiste, o pregador deve ser versado “na Escritura Sagrada, tendo seus sensos e coração exercitados nela acima dos crentes comuns”. Esse conhecimento deve vir com “iluminação do Espírito de Deus e outros dons de edificação”, ou seja, dons espirituais para comunicar a verdade de Deus em ministério público.

O Diretório para Culto Público a Deus se refere aqui às “normas para a ordenação”. Elas são bastante exigentes de candidatos ao ministério. Na Forma de Governo Eclesiástico Presbiteral, publicado no mesmo ano que o diretório, lemos que o presbitério deve exigir de um candidato à ordenação que leia das Escrituras em grego e hebraico, traduza uma porção para o latim e, talvez, mostre proficiência em lógica e filosofia. Deve demonstrar uma familiaridade com os principais escritores em teologia, ser capaz de explicar a doutrina ortodoxa e refutar erros contemporâneos, fazer exegese de um texto da Escritura, responder a problemas de consciência (questões sobre segurança e ética) e saber a cronologia da História Bíblica e da História do Cristianismo. Além de pregar diante do povo, o ministro do Evangelho deve também apresentar um discurso em latim para o presbitério sobre alguma doutrina que lhe for designada. (No século XVII, o latim era a língua internacional oficial do ministério, de escolas, universidades, escrita acadêmica, ciências e governo).

Depois, o candidato à ordenação deve ser examinado diante da congregação sobre a sua fé em Cristo, suas crenças Reformadas de acordo com as Escrituras, sua sinceridade e diligência quanto à oração, leitura, meditação, pregação, ministração dos sacramentos, disciplina e cumprimento de todos os deveres ministeriais, seu zelo e sua fidelidade em relação à verdade e à unidade, seu cuidado do qual ele e sua família sejam exemplos para o rebanho, sua submissão humilde à correção e sua determinação para cumprir seu chamado, apesar de “dificuldades e perseguição”. Acadêmica e espiritualmente, essas são exigências rigorosas para um homem disciplinado e dotado que é condizente com este chamado sublime.

O diretório afirma que o homem de Deus não deve sossegar em seu treinamento, e sim continuar a “ler e estudar a Palavra” e “buscar, por meio de oração e um coração humilde” mais conhecimento e iluminação em seu preparo particular. Um pregador deve ser sempre um aluno que tem a Bíblia como seu livro-texto e o Espírito como seu professor. As orações públicas do ministro que rogam a assistência do Espírito devem ser apoiadas por suas orações em particular.

Cada sermão deve ser a pregação de um texto da Escritura. O pregador pode escolher seu texto bíblico topicamente, para abordar uma doutrina ou em uma ocasião especial, ou pode pregar um capítulo ou livro inteiro da Bíblia. O diretório não ordena nem um nem outro dos métodos; antes, dá ao pregador a liberdade para fazer “como achar conveniente”. Notamos aqui que o ministro tem liberdade sobre os assuntos e as séries a respeito das quais prega. Mas, como Caiger observa, “é notável que a pregação para alguma ocasião especial também requer uma exposição da Escritura”. Isto nos leva agora a considerar o conteúdo do sermão. O diretório aborda isso com referência à INTRODUÇÃO, INSTRUÇÃO e APLICAÇÃO.

INTRODUÇÃO NA PREGAÇÃO

O diretório não aprova uma introdução longa e complicada; em vez disso, requer uma introdução sucinta e clara focalizada no texto da Escritura. O ministro pode desenvolver sua introdução a partir do próprio texto, de seu contexto, de um texto correlato ou do ensino geral da Escritura. Em outras palavras, pode ser uma introdução bíblica para um texto bíblico. Eu poderia acrescentar que a introdução também pode ser proveitosa para levar os ouvintes ao texto por começar com uma situação ou problema contemporâneo. Mas a assembleia encoraja o pregador a começar imediatamente na Bíblia, até mesmo na introdução.

O pregador deve apresentar os conteúdos do texto aos seus ouvintes, ou por um resumo, se o texto for longo (por exemplo, uma narrativa histórica ou uma parábola), ou por uma paráfrase, se o texto for curto. Ele deve ressaltar o “escopo” do texto, ou seja, seu propósito no contexto ou que finalidade o autor tinha em vista. Depois, o pregador deve falar à congregação os principais pontos de doutrina que se acham no texto. Fazer muitas divisões do texto ou usar “palavras obscuras” torna difícil que a congregação entenda e se lembre de todas as divisões e termos. Essa introdução prepara o ambiente para o ministro proclamar os ensinos daquela porção da Escritura.

INSTRUÇÃO NA PREGAÇÃO
A espinha dorsal da pregação é extrair doutrinas da Bíblia. Cada doutrina sobre a qual o ministro prega tem de passar por três te**es. Primeiro, deve ser “a verdade de Deus”, ou seja, o ensino da Escritura Sagrada. Segundo, deve ser “fundamentada num texto, para que os ouvintes possam discernir como Deus ensina a partir do texto”. Mesmo a pregação tópica deve ser expositiva porque toda doutrina deve estar alicerçada num texto que a ensine claramente. Terceiro, deve ser uma “daquelas doutrinas que tencionam e favorecem principalmente à edificação dos ouvintes”. Em outras palavras, o pregador tem de deixar que o texto da Escritura e as necessidades das pessoas estabeleçam a agenda do sermão. Isso impede que o pregador proclame uma doutrina que está tangencialmente relacionada ao texto bíblico; ele deve pregar a ideia principal. Também o guarda de pregar sobre assuntos especulativos que possam estar sendo discutidos em círculos acadêmicos, mas são irrelevantes às necessidades espirituais da congregação.

O diretório diz: “A doutrina deve ser expressa em termos claros”. O pregador deve explicar coisas que podem não ser claras. Se a doutrina não é afirmada com clareza no texto, e sim deduzida do texto, o pregador deve mostrar convincentemente como a doutrina procede do texto. O alvo é que os ouvintes possam ter certeza de que esta doutrina é o ponto do texto da Escritura e que a sua consciência pode abraçá-la como a mensagem imperativa de Deus para eles.

Depois de afirmar a doutrina que está fundamentada no texto, o pregador deve desenvolvê-la para que tanto encha a mente quanto domine o coração. Os teólogos sugerem vários instrumentos para fazer isso. Pode envolver a explicação de passagens correlatas da Escritura que são “claras e pertinentes”, a fim de confirmar a verdade em vista. Os teólogos dizem sabiamente que é melhor ter alguns poucos textos confirmadores, que falem direta e claramente sobre a questão do que ter muitos textos que apenas a abordem de maneira indireta. Esclarecer a doutrina pode exigir formular “argumentos e razões” que sejam “sólidos” e “convincentes”. O pregador pode usar “ilustrações, que sejam cheias de luz” e “comuniquem a verdade ao coração dos ouvintes com deleite espiritual”. As ilustrações não devem entreter, mas agir como servos humildes que levam deliciosa comida espiritual para a mesa a qual os convidados estão sentados. O pregador também pode achar proveitoso abordar “qualquer dúvida” que surja de uma aparente contradição na Escritura, de um conflito com a razão humana ou de qualquer coisa detestável ao preconceito humano. Responder objeções pode ser muito proveitoso, mas pode também se tornar uma lista interminável de argumentos que não edificam. O pregador deve usar moderação e discernimento ao abordar essas questões.

Os puritanos foram excelentes em pregar doutrina, fazendo de cada sermão uma exploração na verdade bíblica. Contudo, ao desenvolver uma doutrina, pode-se perder de vista o texto da Escritura. É mais seguro prender-se ao texto e desenvolver os pontos principais do sermão a partir do próprio texto. Outra vez, isso permite que a Escritura estabeleça a agenda para a pregação. Às vezes, os puritanos fizeram isso muito bem, como no Commentary on Galatians (Comentário sobre o livro de Gálatas) de William Perkins, ou nos sermões de Thomas Manton sobre a Epístola de Tiago. Mas, às vezes, a pregação deles perdia sua estrita conexão com um texto da Escritura, como na ocasião em que Thomas Ho**er pregou uma série muito longa sobre Atos 2.37, impressa como várias centenas de páginas no décimo livro de sua obra Application of Redemption (Aplicação da Redenção). Isso é ótimo para um tratado teológico sobre um tema específico, mas não é a pregação da Escritura de uma maneira equilibrada.

APLICAÇÃO NA PREGAÇÃO

O diretório aconselha: “O ministro não deve se prolongar na doutrina geral, ainda que não esteja suficientemente esclarecida e confirmada; deve, antes, fazer uso especial dela por aplicação aos seus ouvintes”. Essa é uma tarefa difícil, “que exige muita prudência, zelo e meditação”. A carne do pregador evita aplicações espirituais, e os homens caídos acham ofensiva a aplicação da pregação. Mas o Espírito Santo usa frequentemente a aplicação para salvar pecadores e glorificar a Deus. Portanto, “ele deve se esforçar para fazê-la, de tal maneira que seus ouvintes sintam que a Palavra de Deus é viva, poderosa e capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração”.

A aplicação ocupa 40% das considerações do diretório sobre a pregação, deixando claro que é uma preocupação crucial no método de Westminster. A assembleia oferece seis formas de aplicação ou “usos” do texto:

1. Instrução ou informação. O pregador pode deduzir alguma consequência lógica “de sua doutrina” e “confirmá-la com alguns poucos argumentos firmes”. Isto ajuda a congregação a ver cada doutrina como uma parte de todo o conselho de Deus. Reforça uma verdade com outra, ajudando as pessoas a desenvolverem uma perspectiva unificada e abrangente de toda a vida.

2. Refutação de falsa doutrina. Os teólogos advertiram contra ressuscitar “velhas heresias” ou expor desnecessariamente as pessoas ao mal. “Mas”, disseram eles, “se o povo está em perigo de um erro, o ministro deve refutá-lo corretamente e esforçar-se para esclarecer os julgamentos e a consciência deles contra todas as objeções”. Mark Dever escreveu: “Os pregadores não devem apenas ser encorajados a tratar de assuntos controversos. Na concepção puritana de pastorado, eles têm de fazer isso”.

3. Exortação aos deveres. Além de incutir os mandamentos de Deus nos seus leitores, o pregador deve explicar “os meios que contribuem para a realização desses mandamentos”. Em outras palavras, devemos ordenar-lhes o que devem fazer e ensinar-lhes como fazê-lo por meio de Cristo e dos instrumentos pelos quais ele nos dá graça. Sinclair Ferguson diz: “Dever é uma palavra bastante mal-entendida em nossa cultura moderna e leva consigo um aroma de legalismo. Em contraste, o ministro puritano compreendia que a graça sempre leva aos deveres e os impõe. Nesse sentido, ele era um seguidor de Paulo: todos os seus imperativos estavam arraigados nos indicativos da graça; mas cada indicativo da graça dava, na pregação de Paulo, origem a um imperativo de obediência cheia de graça”.

4. Admoestação pública. O ministro deve pregar contra pecados específicos; e isso exige “sabedoria especial”. O ministro deve expor a “natureza e a grandeza do pecado, com a miséria que o acompanha”. Ele deve ajudar as pessoas a verem como esta tentação as cativa e o perigo que apresenta para elas. E deve mostrar-lhes “os remédios e a melhor maneira de evitá-la”.

5. Aplicação de co***lo. Ele deve oferecer co***lo em geral “ou especificamente contra alguns problemas e aflições especiais”. Aqui, o pastor deve ser um médico habilidoso da alma, aprendendo das Escrituras e da experiência sobre as aflições do coração. O ministro deve não somente unir co***lo à aflição, mas também responder a “objeções que um coração atribulado e um espírito aflito possam sugerir em contrário”. Pecadores culpados resistem aos co***los de Deus e precisam de ajuda para aceitá-los.

6. Inquirição, para as pessoas examinarem-se a si mesmas. Esta forma de aplicação leva as pessoas a perguntarem a si mesmas: já obtive esta graça? Já realizei este dever? Sou culpado desse pecado? Estou em perigo desse julgamento? Posso reivindicar legitimamente estas consolações? Este uso de inquirição, nas mãos de um pregador sábio e estudioso das Escrituras, torna a aplicação proveitosa. Faz cada ouvinte deixar de considerar abstratamente a verdade e aplicá-la à sua própria condição. Como resultado, pelo Espírito de graça, os ouvintes são estimulados à obediência, humilhados em relação ao pecado, angustiados por seu perigo ou fortalecidos com co***lo, como é apropriado para eles.

Estas aplicações estão ligadas por lógica e inferência à doutrina. São estruturadas da seguinte maneira. Visto que a doutrina extraída do texto é verdadeira, o pregador tem de exortar seus ouvintes a (1) assegurarem-se das verdades adicionais que esta verdade comunica; (2) abjurarem os erros subsequentes que esta verdade contradiz; (3) fazerem qualquer coisa boa que esta verdade exija; (4) pararem de fazer ou evitarem coisas que esta verdade exija; (5) tomarem para si o encorajamento que esta verdade oferece; e (6) perguntarem a si mesmos em que condição se acham à luz desta verdade e quão intensamente estão decididos a viver por ela.

Claramente, a Assembleia de Westminster tinha em mente um sermão em que grande parte do tempo seria dado à aplicação. Mesmo num sermão que se estendesse por uma hora, como os puritanos eram acostumados a pregar, o desenvolvimento de dois ou três tipos de aplicação, conforme descrito acima, ocupava uma porção significativa da mensagem.
Creio que a Assembleia de Westminster deu uma grande contribuição na formatação do ministério da pregação ao tratar da preparação do pregador e, este, como tratar a pregação pública do Evangelho de Jesus Cristo. Este toque de seriedade e santidade para com a pregação ainda hoje ecoa em muitos corações e em muitos púlpitos cristãos. Só resta, aos pregadores sérios da Palavra de Deus, não deixar que esse ofício desça ao ridículo, e sim, elevá-lo ao seu mais alto nível de glória, pois se trata da gloriosa Palavra de Deus.

Extraído e adaptado de: Joel Beeke, Pregação Reformada, pp. 284-293.

Por Dr. Cirilo Gonçalves

06/12/2024

QUATRO VERDADES NECESSÁRIAS PARA UMA PREGAÇÃO PODEROSA.

1. A PREGAÇÃO PODEROSA DEVE SER ENVOLVENTE E TRANSFORMADORA.

"É pecado ser chato no púlpito." Clareza, estrutura e convicção são essenciais para manter seus ouvintes envolvidos e focados no poder transformador da Palavra de Deus.

2. A PREGAÇÃO PODEROSA EXIGE UM TEMPO DE PRIVAÇÃO NA PREPARAÇÃO.

A preparação privada é um ato de fidelidade. Deus pode iluminar sua mente com inteligência e sabedoria e doar SEU Espírito tanto na fase preparatória quanto na fase proclamatória. Ou seja, ELE está com vc em seu escritório de estudos como quando vc estiver no púlpito com a Bíblia aberta.

3. A PREGAÇÃO PODEROSA PEDE QUE O PREGADOR LEIA A PASSAGEM BÍBLICA COMPLETA PARA A IGREJA ANTES DO SERMÃO. É A PALAVRA QUE É PODEROSA, NÃO O PREGADOR.

Antes de pregar, “diga à igreja o que vc veio fazer”; Não é dizer com palavras verbais e sim com um gesto; o gesto de abrir a Palavra de Deus diante da igreja. Isto significa que vc deve ler a passagem completa que vc a tratou por horas e dias. Em seguida e, imediatamente, faça uma boa, atraente e despertante introdução centrada na ideia principal e então avance para uma explicação clara e empolgante com aplicações práticas relevantes. A Palavra de Deus tem mais poder do que qualquer coisa que vc possa dizer. Faça da Palavra o centro do seu sermão. Leia-a em voz alta (e faça-o bem) — é a parte mais importante da sua mensagem.

4. TODA PREGAÇÃO PODEROSA É CENTRADA EM JESUS E NA SUA REDENÇÃO.

Se o seu sermão não estiver conectado à Cristo e a Redenção, ele será incompleto. Pregar é expor a Palavra de Deus, conectada a Jesus e ESTE encarnado, crucificado, morto, exaltado e prestes a voltar, julgar e estabelecer SEU Reino de glória. E nunca deixe de pedir, em nome DELE, uma resposta aos ouvintes.

Dr. Cirilo Gonçalves

24/11/2024

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