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13/03/2026
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26/02/2026

MISSA FESTIVA
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Reflexão para o domingo, 23 de novembro de 2025Referente à perícope do Apocalipse de João 22, 12-21 No artigo “Ich bin, ...
26/01/2026

Reflexão para o domingo, 23 de novembro de 2025
Referente à perícope do Apocalipse de João 22, 12-21
No artigo “Ich bin, was fehlt” (Eu sou o que falta), publicado na revista Das Goetheanum em 11 de novembro de 2025, Andreas Laudert descreve poeticamente o contraste entre a intensidade de uma grande cidade e a serenidade de uma cidade no campo, mostrando que, independentemente do lugar, o que realmente falta é a atitude com que cada um de nós responde às circunstâncias.
Nós também podemos perceber esse contraste em nossas vivências entre a grande cidade e a vida no interior. Muitos de nós carregamos a experiência da neblina interior: o cansaço das filas, o metrô lotado, a chuva que atrasa tudo, o barulho constante. Depois, ao chegar ao interior, com seu vento limpo, suas colinas, seu ritmo mais lento, surge a resposta à nossa nostalgia profunda de silêncio, de natureza, de nós mesmos. Mas, nem a cidade é o problema, nem o campo é a solução. O que nos falta não está no lugar. Está em nós. Por isso o Apocalipse diz: “Bem-aventurados os que lavam suas vestes.” Não para voltar ao paraíso perdido, mas para seguir adiante, para a nova Jerusalém que ninguém ainda viu, mas que começa no coração desperto. A verdade é dura e libertadora: Não podemos voltar atrás. Precisamos aprender a amar o mundo como ele é: o trânsito da grande cidade às 18h, a fila do terminal, o cheiro de chuva no concreto e também o silêncio do campo, o canto dos pássaros, o céu de um lugar sem luz artificial. Cristo não espera que fujamos da cidade. Ele quer acender sua luz nela. Entre carros, prazos, celulares, buzinas, ali mesmo começa a revelação. E ela começa pequena: uma palavra de boa vontade, um olhar atento, um gesto generoso. É assim que o mundo se transforma. Não por planos grandiosos, mas por atenção e presença. E, então, surge a frase que resume tudo: Eu sou o que falta. Eu sou o que falta para que a compaixão exista. Eu sou o que falta para que a cidade seja habitável. Eu sou o que falta para que o campo seja encontro e não fuga. Eu sou o que falta para que o Cristo que vem encontre espaço. Que o Cristo desperte em nós o coração capaz de ver, amar e transformar, até que, em cada lugar, cidade ou interior, possamos dizer com verdade:“ Eu sou o que falta.”
Carlos Maranhão

15/12/2025
Parabéns I. Giovanna Oliveira, votos ! Conte com nossas orações!
14/12/2025

Parabéns I. Giovanna Oliveira, votos ! Conte com nossas orações!

QUEM ENSINOU O QUERO-QUERO...Pe. Deolino Pedro Baldissera, sdsCostumo caminhar num parque em que há perto de casa. E lá ...
24/10/2025

QUEM ENSINOU O QUERO-QUERO...
Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Costumo caminhar num parque em que há perto de casa. E lá existem muitos quero-queros. Cada dupla tem seu território, onde passam os dias e os anos. Ali se alimentam, se procriam. Observando seu dia-dia notei algumas particularidades que me chamaram atenção. Entre elas como se alimentam. Vasculham o terreno em busca de insetos e também “pesquisam” o terreno com suas patinhas. Notei que batem com elas sobre o chão e atentos parecem perceber quando, sob suas patas, tem algum bichinho. Vejo que, ao fazer esse movimento, imediatamente penetram o local com seu bico e de lá extraem algum inseto ou verme que engolem rápido. Num espaço, que é seu território, permanecem a maior parte do tempo, às vezes, fazem uns voos, talvez em busca de alimentos em outros lugares, mas retornam ao seu “habitat”. Se outros quero-queros, ou, aves maiores como a cegonha, se aproximam, são expulsos. Ali também, no início da primavera fazem seus ninhos e chocam seus ovos até que nasçam seus filhotes, em geral são três. Seus ninhos são muito simples, poucos gravetos, no chão. De um ano para outro quase no mesmo lugar com pouca variação de distância. Durante o tempo em que chocam, se revezam no ninho. A femea f**a ali por horas, depois vem o macho que a substitui, enquanto a femea procura alimentos para si. Enquanto um choca o outro f**a de sobreaviso para espantar intrusos. Ficam bem quietinhos, só fazem barulho quando percebem alguma ameaça. Quando os filhotes nascem f**am próximos da mãe e aprendem a se alimentar por conta. Se aparece algum perigo, a mãe emite um som que eles logo sabem que devem se esconder. Correm para algum lugar ou se abaixam quase se confundindo com a vegetação, até que o perigo passe. Tão logo fiquem crescidos e autônomos se afastam do território dos pais e vão buscar o seu. E lá vão continuar a geração de novos quero-queros.
Ao ver essa rotina dos quero-queros me veio a pergunta. Quem os ensinou a agir assim? Desde que existem quero-queros e em todos os lugares onde eles estão eles procedem assim! Certamente que isso pertence à sua natureza e instintivamente passam de geração em geração esse modo de viver. Mas creio também, como são criaturas de Deus, já foram concebidos para assim viver e obedientes à sua natureza assim vivem seus anos, se procriam, garantem novas gerações e se perpetuam como quero-queros.
Vejo que nós humanos, temos algo a aprender deles. Por exemplo, o cuidado com os “filhotes” guardando as sãs tradições herdadas dos antepassados, o cuidado sem abandono ou superproteção. Os quero-queros dão liberdade aos pequenos para aprenderem e desfrutarem da autonomia sadia. Quando crescem o suficiente assumem a responsabilidade pela própria vida, buscam sua independência e dão continuidade a própria espécie.
Em nossos tempos os pais se sentem inseguros de seguir os ‘instintos paternos e maternos” porque são muitos os desafios novos que aparecem em relação a criação dos filhos: quanto tempo dedicar a eles e que tipo de proteção dar, o que permitir e o que limitar? Muitos pais são desleixados deixam seus filhos à mercê de suas vontades, não educam. Outras vezes, são superprotetores, não deixam seus filhos viverem a vida dentro daquilo que é próprio da sua fase, aprender com a experiência. A criança precisa de um espaço de liberdade para aprender a lidar com os desafios. Muitos pais enchem as “agendas” das crianças com tantas atividades, que elas não tem tempo para brincar livremente. O brincar deixou de ser atividades das crianças, rouba-se delas um direito que lhes é natural e próprio para se desenvolverem de forma sadia seguindo os impulsos da natureza.
Várias pesquisas apontam para uma grande virada que aconteceu a partir dos anos 2010-2012, a chamada “Ressignif**ação da infância” com a entrada dos smartphones e internet banda larga, às quais, crianças e adolescentes tiveram acesso de forma pré-matura. Deixaram de brincar ao ar livre para brincar com o celular. Isso tem causado um crescimento espantoso dos casos de transtornos psicológicos, como ansiedade, depressão, bem como ideação suicida. Os pais superprotetores com “perigos de fora, esquecem de vigiar os perigos de dentro”. Está comprovado que crianças, adolescentes, jovens que f**am várias horas por dia ligados aos seus celulares (internet) se tornam ansiosos e não aprendem a lidar com os problemas do mundo real. Embora o progresso nas ciências traga inúmeros benefícios, se não houver o discernimento em relação às crianças, que estão em fase de desenvolvimento, se corre o risco de prejudicar o seu verdadeiro crescimento. Sabe-se que o cérebro, na adolescência está desenvolvendo as conexões, formando suas redes neurais que vão estabelecer um “padrão” que será a maneira como reagirá diante dos estímulos que recebe. Crianças (adolescentes e jovens) expostos por várias horas ao celular sofrem quatro prejuízos que afetam sua saúde mental. 1) privação social, isto é, não desenvolvem vínculos de amizade duradouros com outras crianças; 2) privação do sono, não dormem as horas necessárias; 3) atenção fragmentada, dificuldade de concentração, se distraem em demasia (conferir a todo instante mensagem ao celular); 4) vício, não conseguem viver sem o celular, (o vício tem a ver com a formação de cadeias neurais que se desenvolvem pela repetição e se tornam padrão de resposta).
Como se vê temos algo a aprender dos quero-queros. Os filhotes depois de nascidos, logo saem de seus ninhos, começam a se alimentar sozinhos. Os pais (quero-queros) cuidam de sua prole, dando liberdade vigiada até que possam cuidar de si autonomamente. Nós humanos. muitas vezes. perdemos as sãos tradições próprias da natureza humana. Hoje muitos filhos se perpetuam na casa dos pais, não sabem viver longe deles, criam seu ninho permanente na casa dos pais.
Os quero-queros dividem as tarefas de “casa”, são solidários entre si. Um zela pelo bem do outro, se revezam nos cuidados. Seus dias são vividos numa rotina diária que consiste em buscar alimentos, e, quando satisfeitos, f**am parados, acocorados até esperar o dia seguinte. Não acumulam, confiam que no dia seguinte vão encontrar o alimento que precisam. Nós humanos temos a tendência de acumular e a ganância nos empurra sempre para ter mais. Não sabemos g***r do descanso ou lazer. Temos um ditado que nos orienta “tempo é dinheiro, não posso perder”. E assim acontecem os estresses (burnout)...
Os quero-queros convivem em harmonia com a natureza, usam-na com sensatez, sem luxuria, não são escravos da moda. Seus ninhos são simples, não invejam o de outros pássaros mais bem construídos. Eles são eles! Conservam sua identidade! Vivem felizes do jeito que são. Nós humanos temos dificuldade de aceitar a vida como ele é, precisamos retocá-la com tatuagens ou outros penduricalhos. A competição nos leva a perder a originalidade, somos mais cópias xerox do que originais. Daí, creio, temos muito a aprender com os quero-queros. Quem ensinou o quero-quero viver desse jeito, também nos criou, e, deixou sua marca em nós que nos torna originais e não copias malfeitas dos caprichos humanos. É própria da natureza humana, ser criativa e desenvolver novas habilidades que deveriam melhorar a vida de todos, contudo vemos que ela é, com frequência, usada em benefício de uns poucos em detrimentos da maioria. Nesse sentido somos “contranaturais”, pouco solidários.
Que os quero-queros continuem sendo inspiração para nossa vida, para vivê-la segundo “natureza”! Que vivam os quero-queros e que saibamos aprender com eles!

12Out25
24/10/2025

12Out25

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