25/04/2026
Na Umbanda... reencontrei minha alma.
Quando tudo parecia perdido, o Axé me chamou com um sussurro que vinha do fundo do coração.
Não era barulho, era silêncio. Não era promessa, era verdade.
Na gira, eu não vi só guias.
Eu vi espelhos.
Cada entidade me mostrou partes de mim que eu escondia...
A preta-velha me ensinou a ter paciência com minha dor.
O caboclo me ensinou a lutar mesmo quando o chão faltava.
O Exu? Ah... esse me mostrou que o caminho é de coragem, mas também de escolha.
Pedi.
Agradeci.
Caí de joelhos, mas levantei de cabeça erguida.
Não é uma religião de promessas fáceis.
É um caminho de transformação.
É preciso morrer para o orgulho, para renascer na humildade.
A Umbanda não curou todas as minhas feridas.
Ela me ensinou a conversar com elas.
A entender o que minha dor queria me dizer.
Os Orixás não me deram tudo que eu quis,
mas me deram tudo que eu precisava para crescer.
E quando chorei no escuro, fui amparado pela luz.
Não dos homens.
Mas da espiritualidade viva que pulsa no terreiro, na mata, na cachoeira...
Na Umbanda, entendi que ser forte é continuar mesmo com medo.
Que ser médium é ser ponte — entre o céu e a terra, entre o espírito e a matéria.
E que o amor é o único caminho verdadeiro.
Na Umbanda, eu me reencontrei.
E ali, no silêncio do toque do atabaque,
O Axé me sussurrou:
“Você nunca esteve só.”