30/03/2024
*POR QUE PRECISAMOS DA PÁSCOA?*
Parte 2
Vimos, no post anterior, que a Páscoa foi instituída quando da saída do povo Hebreu do Egito e, desde então, os judeus a celebram anualmente para manter viva a lembrança da sua libertação.
A Bíblia é um extenso relato das incessantes tentativas de Deus de se relacionar direta e livremente com o homem e como nós temos falhado nisso. Desde o princípio (Gn 2:17) foi estabelecido que ao pecar a consequência seria a morte: “mas da árvore do conhecimento do bem e dom mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
Sabemos o que aconteceu e como consequência da desobediência o homem foi expulso do jardim do Éden, onde vivia em comunhão com Deus.
Para que compreendêssemos as consequências do pecado, no velho testamento, Deus estabelece os sacrifícios. Eles tinham dois objetivos fundamentais: que fosse “caro”, no sentido de ser pesado, oneroso, e isto fosse um estímulo a não pecar; que fosse constrangedor, que o homem olhasse para aquele animal sendo morto e se colocasse no seu lugar, ou seja, aquilo que estava sendo feito ao animal, na verdade, deveria estar sendo feito ao pecador.
Mas nem assim o homem deixou de pecar e os sacrifícios foram banalizados.
O apóstolo Paulo, nos ensina que “Sem derramamento de sangue não há remissão. ”(Hb 9:22), portanto, não podemos nos enganar, esse é um princípio estabelecido por Deus e, por isso, nunca será cancelado.
Esse princípio causa espanto, mas nosso Deus, que é fiel e misericordioso, preparou um escape grandioso e definitivo para o nosso conflito com o pecado e, consequentemente, a morte. Isso nos leva ao sacrifício perfeito e derradeiro que será objeto do próximo post sobre a Páscoa e nos revela o maravilhoso plano de Deus para o nosso salto por cima da morte, a nossa verdadeira “pesah” ou Páscoa.
Louvado seja o Senhor!