16/05/2026
Hoje, na maioria das casas muita gente quer tudo do asé, mas quase ninguém quer sustentar o compromisso que ele exige.
Querem conhecimento, acolhimento, direção, fundamento, respostas e caminhos abertos, mas sem disciplina, sem constância e sem lealdade a quem conduz a caminhada.
Tem gente que se aproxima do sacerdote apenas para sugar o que consegue.
Querem aprender em minutos aquilo que se leva uma vida pra aprender.
�Querem aprender rápido.�Querem acesso.�Querem o nome, o cargo, o fundamento e o prestígio.
�Mas não constroem vínculo, não honram presença e não entendem que sabedoria espiritual não nasce da pressa e nem da conveniência.
Buscam o asé como quem busca um balcão de soluções.
�Querem que os Òrìsàs curem vazios que nem eles mesmos têm coragem de enfrentar.
Reclamam da distância do terreiro.�Reclamam do horário.�Reclamam do esforço.�Reclamam até de ajoelhar diante do próprio sagrado: “porque dói a perna, dói as costas, dói o braço, porque é cansativo, porque é difícil.”
Mas para alimentar o ego, sair, gastar dinheiro e energia com besteira e viver superficialidade, sempre existe disposição.
Se precisa renunciar, desaparecem.�Se precisa ajudar, acham absurdo.�Se precisa colocar a mão no bolso tudo vira “demais”.
Querem colher frutos de um asé que nunca ajudaram a sustentar.
�Querem profundidade vivendo tudo de forma rasa.
Não participam.�Não aprendem na prática.�Não querem lavar, cozinhar, servir, esperar o tempo das coisas.
�Mas querem falar e saber tudo sobre odú, itan, ebó, jogo de búzios, magia, prosperidade, Èsù, Òrìsàs e encantados como se espiritualidade fosse status intelectual.
Pessoal não quer mais nem comer a carne do asé do Òrìsà.
Antes de tocar no sagrado, as pessoas precisavam aprender o básico, que dentro do asé, dinheiro não garante regalias.
�Tempo se cumpre.�Hierarquia se respeita.�E fundamento não gira em torno da conveniência de ninguém.
Chamam o sacerdote de pai e mãe, mas no final agem exatamente como vivem lá fora, sem lealdade, sem responsabilidade e sem reconhecer o valor das coisas e das pessoas.
Quem só aparece quando convém nunca conhecerá o verdadeiro valor do asé. Em qualquer lugar.
Oyanitiatiiná 🔥