16/08/2026
Isso aqui no meu pescoço não é acessório.
É dedicação, entrega, comprometimento, mérito.
A dor me fez conhecer um caminho, há 20 anos, que me mostrou profundamente. Não vejo como religião, mas sim uma jornada. Um propósito. De fato, uma missão.
Não sou bitolado e nunca serei. Sou justo à causa e à minha escolha.
Entrei num caminho sem volta, a Umbanda. E não volto atrás. JÁ QUEIMEI O BARCO.
Aprendi muito com meus tropeços e desculpas. Há uns anos sou sacerdote espiritual, Babalaô, e não um SANTO.
Quando decidi entrar, entrei sabendo das minhas escolhas. Entrei sabendo que deixaria de lado prazeres, vícios e vontades. Mesmo arranjando infinitas desculpas pra não me dedicar aos meus.
Um terreiro de Umbanda não tem estruturas monumentais como um templo grego, com Deuses esculpidos em mármores e gigantescos.
Porém, tem a mesma potência espiritual, com o cumprimento e zeladoria daqueles encarnados.
Quando entrei e construí um solo sagrado, sabia que não seria leve. Entrei e me entreguei àqueles que me acolheram, àqueles que me ensinam, àqueles que entram na batalha comigo.
Entrei pela minha escolha em cumprir, a cada pisada nesse sagrado solo, minha missão, minha jornada.
Entrei pela verdade e, ainda mais, pela simplicidade.
Espiritualidade não é sacrifício. Escolhi ser e estar.
A bênção aos mais velhos e mais novos.
AXÉ AO SAGRADO. Gratidão eterna.