Umbanda em minha vida

Umbanda em minha vida Aqui irei compartilhar um pouco do meu conhecimento sobre os orixás, além de divulgar também meu trabalho como Tarologa e outras terapias

https://youtu.be/_SY0-JCFgBI
31/01/2022

https://youtu.be/_SY0-JCFgBI

Hoje trago pra vocês além da mensagem dos sete dias trago também a mensagem do mês de fevereiro

https://youtu.be/F26fPzHLwsc
28/01/2022

https://youtu.be/F26fPzHLwsc

LETRA DO PONTOVou descendo o morro🔥Dizendo um velho ditado.É melhor andar sozinho.🔥Do que mal acompanhado.Esse é irmão desseÉ um conselho que eu te douNão ...

Voltando de um descanso necessário Vamos de mensagem de hojeCarta do caixão Calma está cartão não expressa morte de algu...
12/01/2022

Voltando de um descanso necessário
Vamos de mensagem de hoje

Carta do caixão

Calma está cartão não expressa morte de alguém e fim finalizações que se faz necessário acontecer, sabe aquela situação que você sabe que seja foi o tempo e você não larga de jeito nenhum. Então é essa que não está deixando você seguir em frente.
Sabe aquela pessoa que você sente boas energias, então ela tá fazendo o que na sua vida, sendo apenas uma pedra no seu caminho.
A cartão do caixão ⚰️ vem dizer justamente isso tudo aquilo que não faz com que você cresça, prospere está na hora de tirar do caminho.

Aproveite limpe sua casa e passe alfazema no chão…

Estudos De Umbanda e Religiões Afro/Espiritualistas Ofc 17 de dezembroO Dia de São Lázaro é comemorado anualmente em 17 ...
17/12/2021

Estudos De Umbanda e Religiões Afro/Espiritualistas Ofc

17 de dezembro
O Dia de São Lázaro é comemorado anualmente em 17 de dezembro.
Esta data é celebrada principalmente pela comunidade religiosa, nomeadamente os cristãos católicos, como uma homenagem à uma das figuras mais próximas e amadas por Jesus Cristo: Lázaro de Betânia.
É considerado o “senhor da doença”. ... Dessa forma, esse orixá toma a personalidade da caridade na cura das doenças, sendo considerado o “Orixá da Saúde”, Chefe da terceira linha da Umbanda.
(Obaluaê / Omolu)
Sua Saudação: Atotô, que signif**a “silêncio, respeito”

IansãTão poderosa quanto o seu marido Xangô, Iansã é uma deusa que percorreu vários reinos em busca da sabedoria de outr...
08/12/2021

Iansã

Tão poderosa quanto o seu marido Xangô, Iansã é uma deusa que percorreu vários reinos em busca da sabedoria de outros orixás. Utilizando de sua ampla capacidade de despertar a paixão, aprendeu várias habilidades pertencentes a outras divindades. Só não conseguiu tal feito quando se deparou com Obaluaê, orixá que jamais se rendeu aos encantos de outro alguém.

Irrequieta tal qual o marido, Iansã tem forte espírito guerreiro e já foi de grande serventia quando Oxalá precisava vencer uma batalha. Nessa ocasião, ele contava com a ajuda de Ogum, feitor de armas. Contudo, mesmo se dedicando o máximo que podia, o orixá ferreiro não conseguia atender a demanda de Oxalá. Ao notar a reclamação do guerreiro, Iansã, que ainda não havia se casado com Xangô, se pôs a ajudar na fabricação das armas soprando o fogo que as forjavam.

Iansã: a deusa guerreira que conquistou o coração de Xangô
Iansã: a deusa guerreira que conquistou o coração de Xangô
Tão poderosa quanto o seu marido Xangô, Iansã é uma deusa que percorreu vários reinos em busca da sabedoria de outros orixás. Utilizando de sua ampla capacidade de despertar a paixão, aprendeu várias habilidades pertencentes a outras divindades. Só não conseguiu tal feito quando se deparou com Obaluaê, orixá que jamais se rendeu aos encantos de outro alguém.

Irrequieta tal qual o marido, Iansã tem forte espírito guerreiro e já foi de grande serventia quando Oxalá precisava vencer uma batalha. Nessa ocasião, ele contava com a ajuda de Ogum, feitor de armas. Contudo, mesmo se dedicando o máximo que podia, o orixá ferreiro não conseguia atender a demanda de Oxalá. Ao notar a reclamação do guerreiro, Iansã, que ainda não havia se casado com Xangô, se pôs a ajudar na fabricação das armas soprando o fogo que as forjavam.

Por meio desse mito, vemos que Iansã tem sua força ligada à participação nas guerras e no domínio dos ventos. Toda vez que um grande deslocamento de ar acontece, os devotos desse orixá reconhecem o seu poder de atuação. Dessa forma, sendo portadora dos ventos e senhora de batalhas, esse orixá feminino se destaca ao se mostrar detentora de habilidades e comportamentos tradicionalmente masculinos.

Oyá, outro nome comum para Iansã, também está ligada ao mundo dos mortos. Através de um instrumento litúrgico, feito com rabo de cavalo, ela conduz a trilha que estabelece esse contato entre os que não estão mais vivos. Além disso, é esse mesmo orixá que prepara roupas especiais para os mortos, chamadas de egungum. Por meio desse traje, os mortos adquirem a capacidade de voltar à Terra para entrar em contato com os seus descendentes.

Ao mesmo tempo em que é ligada ao fogo, por sua capacidade de despertar paixões, Oyá também está costumeiramente associada ao poder dos trovões e da eletricidade. Esse último poder foi adquirido junto a Xangô, que lhe ensinou tal habilidade em sinal do arrebatador sentimento que lhe tomou ao conhecer a bela divindade. Tal gesto de devoção seria crucial para que Iansã aprendesse a diferença entre um amor verdadeiro e a simples paixão.

Iansã: a deusa guerreira que conquistou o coração de Xangô
Iansã: a deusa guerreira que conquistou o coração de Xangô
Tão poderosa quanto o seu marido Xangô, Iansã é uma deusa que percorreu vários reinos em busca da sabedoria de outros orixás. Utilizando de sua ampla capacidade de despertar a paixão, aprendeu várias habilidades pertencentes a outras divindades. Só não conseguiu tal feito quando se deparou com Obaluaê, orixá que jamais se rendeu aos encantos de outro alguém.

Irrequieta tal qual o marido, Iansã tem forte espírito guerreiro e já foi de grande serventia quando Oxalá precisava vencer uma batalha. Nessa ocasião, ele contava com a ajuda de Ogum, feitor de armas. Contudo, mesmo se dedicando o máximo que podia, o orixá ferreiro não conseguia atender a demanda de Oxalá. Ao notar a reclamação do guerreiro, Iansã, que ainda não havia se casado com Xangô, se pôs a ajudar na fabricação das armas soprando o fogo que as forjavam.

Por meio desse mito, vemos que Iansã tem sua força ligada à participação nas guerras e no domínio dos ventos. Toda vez que um grande deslocamento de ar acontece, os devotos desse orixá reconhecem o seu poder de atuação. Dessa forma, sendo portadora dos ventos e senhora de batalhas, esse orixá feminino se destaca ao se mostrar detentora de habilidades e comportamentos tradicionalmente masculinos.

Oyá, outro nome comum para Iansã, também está ligada ao mundo dos mortos. Através de um instrumento litúrgico, feito com rabo de cavalo, ela conduz a trilha que estabelece esse contato entre os que não estão mais vivos. Além disso, é esse mesmo orixá que prepara roupas especiais para os mortos, chamadas de egungum. Por meio desse traje, os mortos adquirem a capacidade de voltar à Terra para entrar em contato com os seus descendentes.

Ao mesmo tempo em que é ligada ao fogo, por sua capacidade de despertar paixões, Oyá também está costumeiramente associada ao poder dos trovões e da eletricidade. Esse último poder foi adquirido junto a Xangô, que lhe ensinou tal habilidade em sinal do arrebatador sentimento que lhe tomou ao conhecer a bela divindade. Tal gesto de devoção seria crucial para que Iansã aprendesse a diferença entre um amor verdadeiro e a simples paixão.

No âmbito sincrético, a mitologia de Iansã é usualmente associada à Santa Bárbara, divindade católica que foi morta pelo pai ao se converter ao cristianismo. Após a execução de Bárbara, um raio atingiu a cabeça de seu progenitor. Pela razão do óbito, muitos equiparam a santidade católica ao poder que Oyá tem de controlar os ventos e raios. Além disso, o fato de Santa Bárbara ser representada com uma espada nas mãos reforça ainda mais a aproximação junto à divindade afro.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

Oxum é uma orixá, é a rainha da água doce, dona dos rios e cachoeiras, cultuada no candomblé e também na umbanda, religi...
26/11/2021

Oxum é uma orixá, é a rainha da água doce, dona dos rios e cachoeiras, cultuada no candomblé e também na umbanda, religiões de origem africana.

Oxum é a segunda esposa de Xangô e representa a sabedoria e o poder feminino. Além disso, é vista como deusa do ouro e do jogo de búzios. É a deusa do rio Oxum (ou Osun) que f**a no continente africano, mais concretamente no Sudoeste da Nigéria.

O arquétipo de Oxum é de uma mulher graciosa e elegante, com predileção por joias, perfumes e roupas. A figura de Oxum carrega um espelho na mão. Algumas pessoas confundem Oxum e Oxumarê, mas segundo a Umbanda e o Candomblé são divindades distintas.

Oxum representa a deusa da beleza, orixá do amor, da fertilidade e da maternidade, responsável pela proteção dos fetos e das crianças recém-nascidas, adorada pelas mulheres que querem engravidar. Seu elemento é a água, sua cor é o amarelo e seu dia é o sábado.

Os orixás são ancestrais divinizados pelo candomblé, religião trazida da África para o Brasil, durante o século XVI, pelo povo iorubá. Entre os vários orixás estão Ogum, dono do ferro e do fogo, defensor da lei e da ordem, abre caminhos e vence as lutas, protegendo os mais fracos; Exu, é o senhor do princípio e da transformação, é a figura mais importante da cultura iorubá, o guardião das aldeias e cidades. Na religião cristã, é confundido com Satanás, uma entidade voltada para a maldade, que se ocupa de semear a discórdia entre os seres humanos; Iansã é uma guerreira, rainha da tempestade, dos ventos e dos raios, e Iemanjá, deusa dos mares e dos oceanos, muito festejada no Brasil, por povos de diversas religiões. É a padroeira dos pescadores e também a deusa do amor.

No Brasil, cada orixá foi associado a um santo da Igreja Católica, numa prática que ficou conhecida por sincretismo religioso. Oxum é sincretizada como Nossa Senhora da Conceição, na maioria dos estados brasileiros, e sua data é 8 de dezembro.

OgumQuem é Ogum:Ogum é uma divindade de origem africana (orixá) cultuado em religiões afro-brasileiras, como a umbanda e...
23/11/2021

Ogum

Quem é Ogum:
Ogum é uma divindade de origem africana (orixá) cultuado em religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé. Ogum é o orixá guerreiro, conhecido pela sua coragem e força. Aliás, em iorubá, grupo étnico-linguístico da África Ocidental, Ogum signif**a guerra.

Ogum é senhor da metalurgia, tendo domínio sobre o ferro e o aço e todas as ferramentas feitas com esses materiais, como a lança, o martelo, a faca, a ferradura e a enxada. É um orixá associado à luta e também ao trabalho, patrono tanto dos militares quanto dos trabalhadores braçais (sobretudo os ferreiros).

Seu símbolo é a espada e suas cores são o vermelho (na umbanda), o azul, o branco e o verde (no candomblé). No sincretismo das religiões afro-brasileiras, Ogum é associado a São Jorge, o cultuado Santo Guerreiro da religião católica. Por isso, comemora-se o dia de Ogum no mesmo dia de São Jorge: 23 de abril. Seu dia de semana é terça-feira.

Embora não seja um orixá agrícola, Ogum tem uma conexão com o plantio e a colheita, porque foi ele quem fez as primeiras ferramentas utilizadas na agricultura, como a enxada e a foice.

No candomblé e na umbanda, Ogum está associado a São Jorge. Não é incomum que divindades de tradições religiosas africanas sejam representados por santos católicos, já que no passado o culto aos orixás era proibido no Brasil. Por isso, os negros escravizados passaram a associar muitos dos orixás aos santos católicos, fenômeno cultural conhecido como sincretismo religioso.

Há quem, nunca tendo pisado em um terreiro, fique com medo dos Pretos-Velhos. O sentimento pode ser explicado muito por ...
22/11/2021

Há quem, nunca tendo pisado em um terreiro, fique com medo dos Pretos-Velhos. O sentimento pode ser explicado muito por conta de imagens vendidas que, nem de longe representam a generosidade e bondade desses espíritos de luz.

Sim, os Pretos-Velhos são espíritos do bem, seriamente comprometidos com a caridade, o amor e a humildade. E quem já sentiu o abraço, quem já ouviu suas palavras sabe que seus conselhos são pautados pela ética, a justiça e o perdão.

Há quem, nunca tendo pisado em um terreiro, fique com medo dos Pretos-Velhos. O sentimento pode ser explicado muito por conta de imagens vendidas que, nem de longe representam a generosidade e bondade desses espíritos de luz.

Sim, os Pretos-Velhos são espíritos do bem, seriamente comprometidos com a caridade, o amor e a humildade. E quem já sentiu o abraço, quem já ouviu suas palavras sabe que seus conselhos são pautados pela ética, a justiça e o perdão.

O que pouca gente sabe é que muitos desses guias não foram necessariamente negros e muitos não morreram idosos - e aqui valem algumas explicações.

Os espíritos evoluídos, quando desencarnam, podem assumir a forma que desejarem. Muitos optam por trabalhar nos centros na forma de ex-escravos para valorizar a herança que os africanos deixaram para o Brasil e mostrar que a vaidade nem de longe é característica do bom médium.

Apesar disso, muitos sensitivos e canalizadores adoram anunciar que incorporam ou recebem mensagens de pessoas famosas, como escritores, pintores e médicos, como se o título e um nome famoso fosse garantia de evolução espiritual.

Porém, poucos são os que reconhecem, atrás de um pai João e uma vó Benedita, a grandeza dos mestres espirituais.

Quem disse que nomes importantes da ciência e da medicina, justamente para não chamar atenção, não resolveram adotar a forma simples e humilde dos pretos velhos para trabalhar em um centro, focando na essência da atividade e não na forma como se apresentam?

O jeito simples de passar as mensagens permitiu que pudessem falar também com uma camada da população brasileira que não se via representada por espíritos de médicos alemães e tampouco entendiam as palavras difíceis de escritores e filósofos.

Os Pretos-Velhos são muito conhecidos por ajudar em questões de saúde, seja física ou emocional, assim como para encontrar emprego e unir família. Suas magias, chamadas de "mirongas", são poderosíssimas e repletas de mistérios milenares.

Nas consultas, utilizam técnicas de benzimento e sugerem banhos com ervas. Conhecem, assim como os Caboclos, os segredos de uma infinidade de plantas. No entanto, as ervas que mais utilizam são o manjericão, para melhorar o padrão dos pensamentos; o alecrim, para ajudar em curas físicas diversas; a espada de São Jorge, para proteção espiritual; a arruda, para descarrego; e a guiné, para trabalhar com a prosperidade.

Com seus ca*****os ou ci****os de palha, defumam as pessoas que com eles tomam passes. A ação do fogo e do fumo "queima" as energias pesadas - se engana quem pensa que eles precisam do "pito" para alimentar vícios.

Já o café, servido sempre frio e sem açúcar, nos trabalhos, ajuda a dar movimento à vida das pessoas. Quanta gente já encontrou trabalho oferecendo um pouquinho da água preta para São Benedito em uma segunda-feira?

No passe, ao estalar os dedos, também acionam energias que se encontram paradas no campo vibratório dos assistidos.

Os Pretos-Velhos conhecem com profundidade a força de cada Orixá, embora sejam mais relacionados a Obaluaê e Nanã - divindades mais velhas nas religiões de matriz africana. Sabem que são forças da Natureza que, quando se encontram desequilibradas, causam problemas físicos e emocionais nos indivíduos. E movimentam com respeito as energias dessas expressões divinas, sem deixar de lado as rezas e ladainhas católicas e o poderoso rosário que protege os filhos de fé.

Não são raros os médiuns que presenciaram uma batida no chão com a bengala espantar exércitos de espíritos perdidos que vinham atrapalhar um ritual.

No plano espiritual, cuidam das crianças que desencarnaram antes de seus pais, e dos animais domésticos.

Os Pretos-Velhos podem ser agrupados naqueles de Angola, Luanda, Guiné, Congo ou Aruanda. Não se trata de segmentação geográf**a, mas fundamentos nos campos de atuação. Geralmente, se apresentam como pais ou mães velhos, mas podem ser chamados de vovôs, quando optam por formas anciãs, ou ainda de tios, quando escolhem vir em formas mais jovens.

Suas cores são o preto e branco e o dia consagrado a eles é a segunda-feira. No dia 13 de maio, as casas de Umbanda celebram esta linha, sem esquecer do dia 26 de julho.

Embora sejam doces, não aceitam indisciplina, tampouco falta de palavra. Mas o perdão é grande característica, mostrando que mesmo vivendo o drama do cativeiro, ajudaram inclusive a seus algozes.

A grande lição de um Preto-Velho, aliás, está na verdadeira liberdade. Todos eles vêm, nos dias de hoje, mostrar o quanto somos prisioneiros de nossas ilusões - muito mais perigosas que as correntes que os mantinham na escravidão.

Texto retirado do site terra
Escrito por Ricardo Hida

16/11/2021

O RITUAL DA DEITADA NA UMBANDA

A Umbanda é uma só, mas dentro de cada terreiro existe um universo inteiro. Cada casa tem suas tradições, seus costumes, suas crenças…

E claro, seus próprios fundamentos.
A deitada (também chamada de camarinha) é um destes rituais que pode ser praticado de diversas formas dependendo da casa, mas traz em si um fundamento muito bonito que é firmar a energia do orixá na cabeça de quem vai se deitar.
Todo o procedimento é feito para chamar o axé dos orixás das forças da natureza, condensar e então firmar na cabeça do médium (ou ori) aquela energia. Pra isso se começa fazendo uma oferenda para os orixás que se vai deitar. Frutas, flores, ervas, tudo é adicionado como um presente para o orixá que nos trará seu axé.
E para iniciar os trabalhos é lavada a cabeça do médium com o amaci.
O amaci (pronunciado amací) é o macerado extraído de diversas ervas e flores, que trazem em si a vibração do orixá que se quer deitar.
Cada orixá imprimiu sua força em uma planta ou erva diferente, e quando juntamos estas ervas e tiramos seu sumo, estamos trazendo estes elementos da natureza de maneira magística, para que estando em conjunto, possam trazer o axé do orixá para aquele líquido.
Feita a maceração com um ritual em oração, o líquido é rezado e se torna abençoado na energia do orixá.
E é esse amaci que será derramado diretamente na cabeça do médium, para que toda essa boa energia do orixá entre diretamente em seu chacra coronário.
Para preservar este axé, cobrimos a cabeça com o pano de cabeça e em seguida se procede ao que dá nome ao ritual, à deitada em si.
Ali, deitado durante um tempo, o axé dos orixás vai se firmar diretamente em nossa cabeça.
É deitado na esteira, com a mente tranquila e o coração calmo, que a verdadeira energia do orixá se revela em cada um de nós.
Com o passar do tempo, o silêncio absoluto que fazemos acalma os sentidos e só o nosso corpo fluídico começa a se manifestar.
A energia dos orixás é serena, e precisa de um coração também sereno para surgir.
Então a grande magia acontece: ali deitado só você e seus orixás, as ideias surgem, o corpo físico se restabelece… os problemas que até então eram imensos, intransponíveis, se mostram cada vez menores, passageiros frente à sensação de completude e de comunhão infinita com o sagrado que só o axé do orixá pode trazer.
Nada pode ser mais bonito do que ter uma experiência capaz de te trazer um estado superior de consciência que lhe traz a paz da comunhão.
A deitada não é na esteira, mas no colo do orixá pra quem você está deitando.
E quando se deita para as 7 linhas é ainda mais bonito, já que você entrega sua cabeça para que todos os orixás sejam seus guias na jornada espiritual da Umbanda.
E claro, ao se levantar da esteira, é natural que o médium esteja mais do que “virado” no orixá, porque a sua energia vital está impregnada do axé do orixá.
É quando o orixá dança sua dança ancestral, a dança de movimentos cadenciados que trazem pro corpo o arquétipo de cada orixá.
É aí que a força de Iansã, a paz de Oxalá, o poder de Xangô ou a beleza de Oxum que até então estavam agindo só no mental do médium saem para o mundo físico em forma de dança.
Em muitas tradições, para encerrar os trabalhos o pai no santo chama o guia de frente do médium, ou um guia de direita, que se manifesta para fechar com chave de ouro com a mensagem de que toda energia, toda cura que foi executada ali tem um compromisso com a prática do bem e da caridade.
E quando é terminado o trabalho o médium está limpo energeticamente e carregado de todo bom axé que só um orixá pode trazer para sua coroa.
É como fosse uma “bateria” que está carregada ao máximo de energia, pronta para oferecer sua força pro médium por muito tempo.
E como a “bateria” está completamente carregada, nada melhor do que tomar cuidado para que sua energia dure o máximo possível, não é?
Pra isso o pai no santo pede um preceito de alguns dias, em que o médium se resguarda como uma forma de evitar que o médium deixe esvair todo o axé que recebeu e mantenha consigo esta boa energia o máximo de tempo possível.
Daí pra frente é só aproveitar a oportunidade e deixar que os orixás te permitam ver a vida com melhores olhos e seguir na prática do bem e da caridade para sermos sempre merecedores deste axé.

Endereço

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