Trilha dos Santos Mártires das Missões

Trilha dos Santos Mártires das Missões Associação Amigos da Trilha dos Santos Mártires das Missões (AATRISAMM)

09/03/2026
Retrospectiva de 2025. Que venha 2026!!
31/12/2025

Retrospectiva de 2025. Que venha 2026!!

FINAL 22/22 - Mas o perfume f**a!O último dia foi pura emoção. Tudo começou com a oração antes da caminhada, momento de ...
28/12/2025

FINAL 22/22 - Mas o perfume f**a!

O último dia foi pura emoção. Tudo começou com a oração antes da caminhada, momento de agradecer pelo caminho percorrido, pelas amizades e por todas as pessoas que tornaram possível estarmos ali, naquele instante. De mãos dadas, o grupo emanava uma energia tão verdadeira e intensa que, visto do alto, formou-se espontaneamente a imagem de um coração. Nada foi combinado. Só soubemos dessa imagem dias depois. Um sinal genuíno de que há algo maior que nos une.

Esse gesto simbólico reafirma o que sustenta este grupo há 25 anos: um propósito que se materializa em ações concretas de valorização da história, preservação do meio ambiente e vivência da fé.

Os 15 km que separam Caibaté do Santuário do Caaró são sempre percorridos com o coração acelerado. Há alegria, mas também o sentimento de despedida. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa pelo reencontro: familiares, amigos e milhares de devotos aguardam a chegada da relíquia com o coração de São Roque González ao Santuário.

A chegada é sempre comovente. Cerca de 5 mil pessoas participavam da 92ª Romaria Diocesana ao Santuário do Caaró, tornando o momento ainda mais grandioso. A devoção a este lugar remonta a 1933, quando o Pe. Luiz Gonzaga Jaeger identificou o local exato do martírio dos padres Roque González e Afonso Rodrigues, ocorrido em 15 de novembro de 1628.
Essa é a história que nos move. Mas o que sustenta quase um século de devoção são as ações contínuas de uma comunidade viva — como as promovidas pela Trilha dos Santos Mártires ao longo de seus 25 anos.

A entrada no Santuário ao som do sino é carregada de simbolismo: foi justamente durante a instalação de um sino que Pe. Roque foi martirizado. Hoje, esse mesmo som ecoa como boas-vindas aos trilheiros e como memória viva de um legado que atravessa séculos.

Quase 400 anos depois, o coração ainda vive — em cada passo, em cada gesto de fé, em cada peregrinação. Enquanto houver compromisso com o próximo, essa história seguirá encontrando seu caminho.

Nosso agradecimento a todos que trilharam conosco: caminhando, apoiando ou acompanhando pelas redes sociais. De uma forma ou de outra, todos trilhamos juntos.

O penúltimo dia da Trilha é sempre um misto de sentimentos. Há a alegria de estar próximo do objetivo maior, mas também ...
27/12/2025

O penúltimo dia da Trilha é sempre um misto de sentimentos. Há a alegria de estar próximo do objetivo maior, mas também a nostalgia que surge ao perceber que aquela convivência intensa começa a se despedir. A caminhada deixa de ser apenas um percurso físico e se transforma em uma imersão profunda em nós mesmos. É o momento em que o caminho revela sua essência: exercitar o companheirismo, a partilha e o cuidado mútuo. Afinal, o que mais uma caminhada de mais de 400 km pode ensinar a um peregrino, senão a caminhar junto?

A primeira parada aconteceu em um ponto que já se tornou simbólico: a propriedade do trilheiro Lorenzo, na divisa entre Rolador e Caibaté. Há três anos somos acolhidos ali, em um gesto que traduz perfeitamente como a Trilha se constrói: agregando, pouco a pouco, pessoas comprometidas com seus propósitos de história, religiosidade e meio ambiente.

Foi também nesse ponto que recebemos os Trilheiros da Bike, em um momento especial de integração entre as três modalidades da Trilha — caminhada, cavalgada e bike — em homenagem aos 25 anos dessa caminhada coletiva.

Na sequência, chegamos à Comunidade de Vista Alegre, em Caibaté, onde jovens da comunidade se juntaram ao grupo, uns com vestimentas que traduziam a figura de indígenas e jesuítas, e outros a cavalo. A tradicional missa de recepção reuniu comunidade e poder público, com falas marcadas pelo reconhecimento ao trabalho da Associação.

O último trecho do dia foi sob o sol forte missioneiro. Alguns trilheiros buscaram alívio nas águas do arroio Uruquá antes da chegada à sede do município, onde uma parada estratégica no tradicional “Bar Faroeste” quase se tornou um ritual de encerramento da jornada.

O pernoite aconteceu no CTG, com jantar, apresentação cultural. Uma missa especial foi realizada na paróquia. Uma celebração marcante, com jesuítas de diferentes regiões do país. Mais uma vez, a relíquia do Padre Roque González esteve presente, acompanhando-nos até o limiar da chegada.

DIA 20 - FIGUEIRA à FAZENDA BOA VISTA / 19KMA esta altura da caminhada, o número de quilômetros já havia perdido importâ...
27/12/2025

DIA 20 - FIGUEIRA à FAZENDA BOA VISTA / 19KM

A esta altura da caminhada, o número de quilômetros já havia perdido importância. Sabíamos apenas que ultrapassávamos os 430 km percorridos. O que permanecia absolutamente vivo era o motivo que nos fazia estar ali. E este dia tinha um signif**ado especial: chegar a um dos mais importantes pontos de memória da Trilha, a antiga Redução de Nossa Senhora da Candelária do Caaçapamini, fundada em fevereiro de 1627.

Localizada no Rincão dos Melos, a cerca de quatro quilômetros da sede do município de Rolador, a redução se estabeleceu sobre colinas onduladas, cortadas por arroios, em meio a um mosaico de matos e campos da bacia do rio Ijuí. Foi criada pelos padres Roque González de Santa Cruz e Pedro Romero, com a presença de indígenas guaranis.

Já em 1628, Candelária contava com 694 indígenas batizados. Em 1632, eram quase 700 famílias, com novos batismos de crianças e adultos. As primeiras construções, feitas de troncos e palha, deram lugar a casas de taipa e telhas após um grande incêndio ocorrido em 1633.

Hoje, pouco resta visível desse passado. O local abriga apenas uma cruz missioneira, implantada pela Trilha dos Santos Mártires em 2001. É a passagem da Trilha que mantém viva essa memória, já que não há registros frequentes de visitações ou eventos de rememoração. Há 25 anos, cabe à Associação o papel de guardiã e divulgadora dessa história.

Por outro lado, é emocionante perceber o esforço das escolas do município em resgatar esse legado por meio da música, do teatro e da história oral — expressões que a Trilha encontra e vivencia ao longo do caminho.

Após a visita, seguimos para mais um momento marcante: o acolhimento de uma família que, ano após ano, abre as portas de sua casa para um almoço farto, simples e carregado de hospitalidade.

No período da tarde, chegamos à sede do município, onde fomos recebidos pelo poder público local, nesta edição por meio da Secretaria de Assistência Social. A hidratação foi estratégica: o calor era intenso. Reabastecidos e fortalecidos, seguimos os últimos quatro quilômetros até o destino final do dia — a Fazenda Boa Vista.

DIA 19 - São Pedro do Butiá - Figueira - 19kmA melhor versão do ser humano.De volta ao lado direito do Rio Ijuí. Iniciam...
26/12/2025

DIA 19 - São Pedro do Butiá - Figueira - 19km

A melhor versão do ser humano.

De volta ao lado direito do Rio Ijuí. Iniciamos a caminhada em São Pedro do Butiá com destino a Rolador. Cada travessia carrega um sentimento distinto — e, deste lado do rio, o trato é diferente. Já às margens, somos recebidos por crianças das escolas municipais, ao som da gaita missioneira, prenúncio do que nos aguardava logo adiante, na Comunidade do Passo do Quaresma.

Ano após ano, impressiona a vibração que se mantém viva naquele lugar. A alegria nas palavras, na música, nos gestos simples — como a flor oferecida na recepção — carrega signif**ados difíceis de traduzir, mas profundamente sentidos por quem vive a experiência. Neste ano, além da tradicional missa, celebramos os 25 anos da Trilha com a inauguração de uma placa comemorativa, bolo festivo e um momento especial de cuidado com os pés, promovido pela EMATER.

O tempo ali sempre parece curto. Ainda assim, há espaço para reencontrar amigos e compartilhar a música que passa de mão em mão — gaita, violão, pandeiro — num gesto coletivo de boas-vindas. Se fosse possível resumir em uma palavra, seria saudade: o sentimento que f**a toda vez que seguimos caminho.
O pernoite foi na Comunidade da Figueira, na casa do Sr. José Luiz e da dona Júlia, símbolos da hospitalidade missioneira. Desde a primeira edição, essa família abre literalmente a porta de casa aos trilheiros. Como diz seu José Luiz: “aqui não tem tramela; um copo d’água e uma cara alegre sempre se encontra”. E é verdade — leva-se dali muito mais: aprendizado, afeto e humanidade.

No Passo do Quaresma, vive-se o espírito comunitário; na Figueira, a simplicidade e o cuidado. Não há quem passe por esse dia sem sair transformado. Talvez por isso, na Trilha, vivamos a melhor versão das pessoas — de quem recebe e de quem caminha.

DIA 18 - 18km - Esquina Emanuel à São Pedro do ButiáAs árvores plantadas pelo caminho. Neste dia de caminhada, trago uma...
24/12/2025

DIA 18 - 18km - Esquina Emanuel à São Pedro do Butiá

As árvores plantadas pelo caminho.

Neste dia de caminhada, trago uma analogia que ajuda a compreender o que vivenciamos enquanto Associação ao longo da Trilha: as árvores plantadas pelo caminho. Suas diferentes fases desde o plantio, o cuidado, o tempo dedicado, até a colheita de seus frutos. Assim também são as experiências que construímos pelo caminho, em especial neste dia de caminhada.

A primeira experiência nos remete ao momento do plantio. A Comunidade Boa Esperança, local tradicional de almoço da Trilha, foi fundamental para que esse projeto criasse raízes fortes. Desde as primeiras edições, esse espaço ofereceu abrigo, alimento e continuidade — como uma terra fértil que sustenta o desenvolvimento da árvore ao longo dos anos.

A segunda experiência representa o tempo do cuidado e do crescimento. A Comunidade Esquina Emanuel, que passou a nos acolher mais recentemente, especialmente a partir de 2019, representa esse início. Foi ali que a Trilha encontrou um novo solo, um novo olhar, marcado pela presença do credo luterano e da cultura pomerana. Um espaço que, pouco a pouco, foi sendo cuidado e que hoje vibra com a nossa chegada.

Já a terceira experiência simboliza a colheita dos frutos. A Escola São Francisco Xavier ocupa esse lugar especial. Por ser um educandário, é ali que a Trilha já encontrou e ainda encontra centenas de crianças, promovendo trocas, aprendizados e afetos. Enquanto trilheiro é possível apreciar os frutos do que foi plantado lá atrás: curiosidade, pertencimento e consciência histórica e ambiental nas novas gerações.

Assim como as árvores, essas ações não são feitas com pressa. São construídas com constância, cuidado e propósito. Seja de forma simbólica ou literal, com a entrega e o plantio de mudas, essa prática acompanha a Trilha há 25 anos — fortalecendo raízes, ampliando sombras e garantindo frutos para o futuro.

E sobre a caminhada? Bom... foi festiva, como sempre. Chegamos na sede do município de São Pedro do Butiá por volta das 18h, onde pernoitamos junto ao salão paroquial, onde nos esperavam lideranças locais e também membros da APARP.

Saímos logo cedo do Santuário Assunção do Ijuí, um dos pontos centrais da Trilha dos Santos Mártires das Missões e parte...
23/12/2025

Saímos logo cedo do Santuário Assunção do Ijuí, um dos pontos centrais da Trilha dos Santos Mártires das Missões e parte fundamental do seu propósito de divulgação e valorização histórica. Além de local de pernoite, o Santuário é marcado por uma forte dimensão espiritual, pois preserva a memória do Padre João de Castilho, que dedicou sua vida à redução ali existente e faleceu por volta de 1628.

Neste dia, o pilar ambiental da Trilha se manifesta de forma intensa com a subida a pé do Cerro do Inhacurutum. Historicamente associado à morada do cacique Nheçu, o local carrega profundo simbolismo: representa a resistência indígena, a memória dos povos originários e, para a Trilha, a resistência ambiental. Desde a primeira edição, o Cerro é espaço de plantio de árvores promovido pela Associação, mantendo-se como um território onde a natureza permanece soberana. Recentemente, uma estátua em homenagem ao cacique foi inaugurada no alto do Cerro, tornando o local ainda mais signif**ativo para quem busca conhecimento, conexão com a natureza e desafio — a subida é íngreme e pode levar entre 20 e 30 minutos.

O dia também evidencia a multiculturalidade da Trilha. As comunidades que nos acolhem ao longo do percurso são majoritariamente de origem pomerana, proporcionando aos trilheiros vivências marcadas pela culinária típica, pelos costumes locais e, especialmente, pela religiosidade. Nessa região, a fé luterana é predominante, ampliando o diálogo cultural e espiritual da caminhada.

Tradicionalmente, o almoço acontece na Comunidade Linha Inhacurutum, enquanto o jantar e o pernoite ocorrem na Comunidade Esquina Emanuel. O trecho entre as duas comunidades é considerado um dos mais exigentes do percurso, marcado por longas subidas. Nesta edição, o esforço foi intensif**ado pelo sol forte e pelo calor.

À noite, a Associação foi homenageada, momento de partilha, celebração e comemoração dos seus 25 anos.

16º Dia – Pirapó → Assunção do Ijuí - 14 kmO dia iniciou com um momento de reflexão na Paróquia São José, seguido da ent...
22/12/2025

16º Dia – Pirapó → Assunção do Ijuí - 14 km

O dia iniciou com um momento de reflexão na Paróquia São José, seguido da entrega de mudas de árvores, reafirmando o pilar ambiental da Trilha. Nesta edição especial de 25 anos, a Associação realizou o plantio simbólico de 25 árvores, representando cada ano de sua atuação.

Vivenciamos mais uma travessia, elemento histórico da Trilha ao longo de seus 25 anos. O Rio Ijuí, fundamental para a região desde o período jesuítico, também integrou o percurso da Trilha até 2006, quando os peregrinos realizavam uma descida fluvial até o ponto que marca o martírio do padre João de Castilho, unindo história e educação ambiental.

A caminhada do dia foi de cerca de 14 km, com visita à Cruz do Martírio do padre João de Castilho, às margens do Rio Ijuí, e chegada ao Santuário Assunção do Ijuí, local de pernoite.

Compreender a história por meio dos livros é o primeiro passo; vivenciá-la peregrinando é um complemento essencial. Aquela roda de conversa representou uma das mais marcantes falas que já feitas pelo professor Sergio — talvez porque, naquele ponto da caminhada, tudo passasse a fazer mais sentido. Compartilhou não apenas fatos históricos, mas a própria experiência de peregrinar juntos. Sua generosidade em nos conduzir a lugares onde poucos chegaram com os próprios pés, e em dividir o conhecimento construído ao longo de tantos anos, soou como um convite para que também nos tornemos divulgadores dessa história.

Foi à sombra, sentados no “baldrame do santuário”, que fragmentos dessa trajetória foram sendo revelados aos que se aproximavam, formando, pouco a pouco, uma verdadeira roda de partilha - do conhecimento.

O dia começou com uma missa campal no sítio da antiga igreja da Redução de São Nicolau. Sob a sombra das árvores, o mome...
21/12/2025

O dia começou com uma missa campal no sítio da antiga igreja da Redução de São Nicolau. Sob a sombra das árvores, o momento espiritual ganhou um signif**ado ainda mais profundo nesta edição comemorativa dos 25 anos da Trilha. A partir dali, passaram a nos acompanhar os padres Renilson e Mailson, fortalecendo ainda mais a caminhada.

A chegada em solo brasileiro marcou também um novo momento para o grupo: o número de trilheiros praticamente dobrou. Peregrinos de diferentes regiões do Brasil se somaram à jornada, com destaque para um grupo expressivo do Paraná.

Além da espiritualidade, vivenciamos um importante momento histórico na Pousada dos Jesuítas, conduzido por Carlos Prill, profundo conhecedor da história da Redução de San Javier. O espírito do dia foi de acolhimento, integração e valorização da história, da fé e da preservação ambiental — compromisso simbolizado também pela distribuição de mudas de árvores, plantadas na Escola Santo Isidro.

São Nicolau ocupa um lugar central na história da Trilha: primeiro município e ponto de partida em solo brasileiro. Em 3 de maio do próximo ano, este local sediará a celebração dos 400 anos da entrada dos jesuítas, marco fundamental da nossa história.

À tarde, seguimos em caminhada até Pirapó. Foram cerca de 20 km sob sol intenso, vencidos com perseverança. Na chegada à Paróquia São José, fomos calorosamente recebidos pela comunidade local, com música, hospitalidade e o acolhimento que traduz a identidade da região.

Endereço

Rua Anchieta Nº72
Roque Gonzales, RS
97970000

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