24/07/2025
⚡️Eu (re)nasci⚡️
23 de Julho. Ontem eu fiz 41 anos!
Quatro décadas vivendo, morrendo e renascendo.
Mas foram os últimos dois anos que me ensinaram, de verdade, o que significa nascer de novo.
Porque nesses dois últimos anos, e principalmente no último, a espiritualidade me puxou pra dentro da minha própria vida.
Me recolheu.
Me limpou.
Me devolveu a mim.
Ela não me deu apenas um novo caminho. Ela desfez o antigo. Ela me refez do avesso.
Fez silêncio ao meu redor, afastou pessoas, fechou ciclos que eu mesma já não tinha forças pra encerrar.
Esfregou na minha cara quem era quem, mas, principalmente, quem eu verdadeiramente sou e vim pra ser!
Teve solidão. Teve dor. Teve lágrimas. Teve silêncio que doeu no osso.
Mas teve fé. Teve acolhimento. Teve presença.
Teve entidade do meu lado enquanto o mundo se afastava.
E aí eu entendi: eu nunca estive sozinha!
Ontem fui ao mar levar flores azuis pra “minha cigana.” Quase vinte anos atrás, foi Ela quem me revelou a minha missão. E esse ano, sussurrou: “eu sou a cor da sua vida.”
Minha Cigana Azul, obrigada por não desistir de mim.
Na beira do mar, agradeci também a quem me sustenta em terra firme:
minha mãe Iansã, meu pai Ogum, Dona Rosa Negra, Maria Navalha da Lapa, “minha” erê Ventania, vovó Catarina, a Cabocla, e todos os que me guiam e guardam.
Cada um me refez à sua maneira, no corte, no cuidado, na oração, no vento, na visão.
E por todos Eles, hoje eu caminho cada vez mais viva.
A m*rte que a Umbanda traz é santa.
É de dentro.
Ela arranca o que sufoca e planta raiz onde a gente achava que era só lama.
Eu, que sempre renasci me sentindo m*rrer, dessa vez renasci me sentindo viva.
E por isso hoje eu confio de olhos fechados.
Porque eu posso até não saber pra onde estou indo com a minha fé…
Mas eu nunca vou esquecer de onde ela me tirou!
E hoje, não sei quem vai estar comigo no próximo aniversário. Mas sei quem sempre esteve, mesmo quando ninguém mais estava.
E é por isso que eu continuo!
Axé!⚡️