Com a intenção de colocar cerca de 300 mil pessoas na Avenida Atlântica, o grupo volta à Princesinha do Mar para mostrar que, independente do credo e também o fato de não crer em alguma coisa, o bom convívio entre cidadãos é possível. As caminhadas em Defesa da Liberdade Religiosa começaram em 2008, quando um grupo de fiéis da Umbanda e Candomblé foram expulsos de uma comunidade na Ilha do Governa
dor, Zona Norte do Rio de Janeiro, por traficantes convertidos a segmentos neopentecostais. A fim de chamar a atenção das autoridades ao fato, os religiosos foram para as escadarias da Alerj. Em seguida, por iniciativa do interlocutor da Comissão, babalawo Ivanir dos Santos, surgiu a ideia de se fazer uma caminhada pacífica, em que se mostraria para a sociedade o perigo de uma religião se sobrepor. “Vivemos em um Estado laico. Não se pode admitir que uma crença ou religião se venha mostrar como a melhor e demonize as demais. A Sétima Caminhada ratifica os movimentos que, desde junho, vêm tomando as ruas do País, com a intenção de reivindicar direitos. No entanto, diz o babalawo, estão longe de qualquer tipo de ação violenta. “A Comissão vai às ruas há seis anos, e nunca nos manifestamos com qualquer ato de baderna ou vandalismo. A Intenção é chamar atenção da sociedade para a necessidade do respeito, dos direitos de todos e, claro, do amor ao próximo, pois e o princípio pregado por qualquer religião”. A marcha, em 2008, surpreendentemente, reuniu 20 mil pessoas na Avenida Atlântica, com religiosos de matrizes africanos; na Segunda Caminhada, outros segmentos aderiram à causa e somaram 80 mil fieis; em 2010, cerca de 120 mil compareceram à Caminhada; em sua quarta edição, 180 mil pediam pelo respeito entre as religiões; no ano passado, 210 mil foi o número alcançado em defesa da liberdade religiosa.