25/10/2018
O PAPA QUE DEU UMA BRONCA NO PADRE SOCIALISTA
Em 2 de março de 1983, o mundo ficou boquiaberto com uma cena insólita: um papa metendo o dedo cara de um sacerdote, e lhe dando uma bronca... diante das câmeras de TV!
Esse passa-sabão épico e histórico aconteceu na Nicarágua, na ocasião da chegada do Papa João Paulo II ao país. Logo ao chegar no aeroporto, assim que avistou o padre Ernesto Cardenal, o santo lhe meteu o dedo na cara, e lhe deu mandou abandonar o cargo de Ministro da Cultura, que o padre ocupava há cera de quatro anos.
Por que João Paulo II fez aquilo? Porque quem estava no poder na Nicarágua na época eram os sandinistas, membros de um movimento político que professa o socialismo – ideologia formalmente condenada pela Igreja por dez papas (inclusive pelo Papa Francisco).
Se presenciassem aquela atitude do santo polonês, muitos católicos que teimam em defender o socialismo certamente diriam: “Ain, quanto ódio! Mais amor, por favor!”. Da minha parte, eu simplesmente digo: JP II OPRIMIU FOI POUCO!
Como todo herege impenitente, Cardenal desobedeceu ao Papa, e continuou por mais quatro anos como funcionário do governo sandinista. A Santa Sé, então, suspendeu o padre Cardenal “ad divinis” em 1985, pois seu cargo político era incompatível com a missão sacerdotal. Desde então, ele foi proibido de atuar como sacerdote.
O COMBATE DE JP II AO SOCIALISMO NA IGREJA DO BRASIL
O empenho de João Paulo II para passar o rodo na ala marxista e herética da Teologia da Libertação não se restringiu à Nicarágua, mas se estendeu a toda a América Latina, e se fez valer também no Brasil. Pois a coisa aqui estava feia!
Em 1980, os padres e bispos da Teologia da Libertação deram amplo suporte e apoio para a criação do PT – Partido dos Trabalhadores. Além de transformar as missas em comícios, esses padres faziam de tudo para infiltrar militantes do PT em cargos de grande influência cultural – assim poderiam doutrinar crianças e jovens e preparar o terreno para o atual monopólio da esquerda na grande mídia, nas escolas e universidades.
O falecido cardeal Dom Paulo Evaristo Arns assumiu, em uma entrevista, que colaborou para que a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo fosse dominada por professores membros do PT. Felizmente, o cardeal se mostrava arrependido dessa desgraça (que Deus o tenha).
João Paulo II cortou as asas de Dom Paulo Evaristo Arns com um só golpe, diminuindo drasticamente o seu poder de influência. Em 1989, a Santa Sé ordenou a divisão da Arquidiocese de São Paulo, criando quatro novas dioceses. Com apenas uma exceção, os bispos que assumiram as novas dioceses não seguiam a linha de Dom Arns.
Outra paulada na TL brasileira foi a condenação dos escritos do frei Leonardo Boff. Naquela época, a Congregação pela Doutrina da Fé era liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, nosso amado pai Bento XVI.
Leonardo Boff acabou largando a batina e continua a propagar orgulhosamente suas heresias. A despeito disso, segue sendo adulado por padres e leigos de numerosas dioceses pelo Brasil afora. Os católicos ingênuos e desavisados – e também os sem-vergonhas – continuam lotando suas palestras e comprando seus livros.
Texto: O catequista
Sobre o capitalismo, diz João Paulo II:
“Voltando agora à questão inicial, pode-se porventura dizer que, após a falência do comunismo, o sistema social vencedor é o capitalismo e que para ele se devem encaminhar os esforços dos Países que procuram reconstruir as suas economias e a sua sociedade? É, porventura, este o modelo que se deve propor aos Países do Terceiro Mundo, que procuram a estrada do verdadeiro progresso econômico e civil?" “A resposta apresenta-se obviamente complexa. Se por 'capitalismo' se indica um sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, do mercado, da propriedade privada e da consequente responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana no setor da economia, a resposta é certamente positiva, embora talvez fosse mais apropriado falar de 'economia de empresa', ou de 'economia de mercado', ou simplesmente de 'economia livre'. Mas se por 'capitalismo' se entende um sistema onde a liberdade no setor da economia não está enquadrada num sólido contexto jurídico que a coloque ao serviço da liberdade humana integral e a considere como uma particular dimensão desta liberdade, cujo centro seja ético e religioso, então a resposta é sem dúvida negativa."