28/01/2016
AS MÁS QUALIDADES DE UM “MÉDIUM”
A presunção de achar que só incorpora espíritos extraordinários, MELHOR do que os outros ou que incorpora a própria DIVINDADE. Isto é mais comum do que parece.
Os mercenários que só trabalham por dinheiro ou benefícios e achando que aqueles que batem-lhe à porta vêm “aborrecer” e tirá-lo sua folga. Por isto, devem pagar, e muito bem, pelos seus “serviços”.
Os que acham que os Guias é que devem servir seus caprichos.
Os que invocam espíritos para punir ou perseguir pessoas que são seus DESAFETOS, sem importar-se com a JUSTIÇA DIVINA.
Cuidado com os ambiciosos que entram na mediunidade porque não terão patrão, ganharão muito dinheiro e se aposentarão cedo, ambicionando mansões e carros importados à custa de sua mediunidade, sem a menor fé.
Cuidado com os suscetíveis (poços de vaidade e orgulho) e por isso fingem não escutar quando
uma entidade resolve dar-lhes conselhos. São os que nunca aceitam as orientações do dirigente. Magoam-se por qualquer coisa.
Cuidado com os levianos que adoram DIVERTIR-SE com os defeitos alheios e vão às sessões para DEBOCHAR de tudo o que vêem à sua volta.
Cuidado com os que gostam mesmo de MISTIFICAR (mentir, enganar) porque não acreditam estar incorporados por serem SEMI-CONSCIENTES (em maior ou menor grau).
Cuidado com os que não têm tato com o público, sendo grosseiros, impacientes, brutais e até desumanos.
Cuidado com os que mesmo não encontrando em suas vidas problemas não se importam de chegar atrasados ou de faltar as sessões. Muitos deles trocam uma sessão por qualquer festa do bairro, nos fins de semana e jogo de futebol na TV.
Cuidado com os que comparecem de vez em quando no terreiro apenas por não ter nada que fazer e durante o ano inteiro aparecem e desaparecem.
Cuidado com os que não encontrando-se em condições físicas ou psíquicas, resolvem INCORPORAR de qualquer jeito, criando o hábito da mistif**ação (mentir, enganar)
Cuidado com os que se julgam melhores, porque são mais antigos e experientes ou porque são jovens e de “cabeça aberta” achando terem toda a verdade do mundo.
Observe bem os excessivamente tímidos e que nunca permitem uma incorporação completa.
Atenção para os ligados aos espíritos sofredores e que nunca percebem estar precisando de tratamento espiritual e acham somente que só os outros é que precisam..
AS QUALIDADES NEGATIVAS:
Estão com os que não desejam aprender porque tudo sabem, esquecendo-se de que são membros ativos de grupamento religioso e de evolução constante.
ATENÇÃO: Aos médiuns sem deformações e possuidores de boas qualidades aqui mais umas recomendações:
a) Tenha sempre o desejo sincero de não ter todos os vícios acima citados e lutar sinceramente contra eles. Se começarem a querer aparecer
b) Entender que para mexer com o aura sujo das pessoas e com seus karmas complicados é preciso muito cuidado mesmo. Lembre-se que o terreiro não é palco de exibição ridícula de vaidosos, soberbos, orgulhosos, grossos, médiuns histéricos mal educados, pornográficos e bêbados.
Os Erros dos Médiuns em suas ditas "Incorporações"
O dito médium diz estar incorporado com a candura de um preto-velho.
O médium apresenta sinais de brutalidade, impaciência, linguagem grosseira, tudo ontrariando o caráter de uma entidade de tal calibre.
Ou estamos frente a um espírito mistif**ador (e portanto perigoso) ou o médium está mistif**ando (mentindo, enganando). De qualquer maneira, cabe ao Guia Chefe não permitir, sob hipótese alguma tais comportamento.
Um caboclo ensina receitas infalíveis para separar casais, abortos, matar alguém e coisas assim. Nenhuma entidade de UMBANDA faz isso, nem mesmo um EXU.
O médium sempre incorpora determinada entidade que perturba o trabalho dos demais: barulho excessivo quer “comandar” os trabalhos tirando a autoridade espiritual do Guia Chefe, tem comportamento totalmente diverso do padrão existente.
É aí que aparecem os preto-velhos sensuais, os caboclos desordeiros, exus bêbados e as pombas giras apresentando defeitos físicos (exceto os casos de espíritos obsessores, zombeteiros).
Um espírito de luz jamais ameaça, promete arrebentar com a vida do fulano, amaldiçoa.
Cuidado!
Após o trabalho, o dito Exu ou o Preto Velho cai em coma alcoólico.
Um espírito, ao “subir”, leva todos os resquícios de álcool, não deixando hálito no médium e se isto está acontecendo mais vezes exige atitude firme do Guia Chefe.
O Exu quer bebidas caras, gelo, cereja ou azeitonas em suas bebidas.
Isso são hábitos do médium e não do espírito.
Em alguns terreiros o Exu bebe cachaça até no chão se for para salvar uma vida e não se queixa.
Um Exu, uma Pomba gira, nunca desce para f**ar apenas dançando no salão se exibindo e querendo provar que sua médium é linda e sexy.
Uma entidade sempre vêm para trabalhar e não pra fazer bonito.
Uma modalidade nova surgiu pelos terreiros: são os pretos-velhos centenários (apresentam-se sob esta forma) e os sisudos caboclos mostrando suas graciosas coreografias.
Lugar de entidade trabalhar é dentro do salão e não pelos cantinhos do terreiro.
Em alguns locais, “Exus” que terminaram a sessão no bar da esquina ou na encruzilhada, completamente tonto. Por incrível que pareça tem até os f**am incorporados e desfilando com o uniforme pelas ruas.
Excessos devem ser controlados.
Há padrões de nomes, pontos, cores de roupas e comportamento entre entidades, apesar de serem espíritos de “mortos” costumam adotar nome padrão e comportamento de suas falanges (existem exceções porém tudo com fundamento).
O mesmo vale para pombas giras com nomes curiosos como “Maria da Conceição, Vovó Padilha, Anjo Azul, Greta Garbo”, cuja imaginação do médium poderá ir até em colocar-lhes como nome uma palavra chula.
Uma entidade verdadeira precisa trazer uma mensagem consistente ou, se não for permitido pelo Alto, dizer que isso não poderá ser dito. Estranhe entidades que nunca dizem algo de valor.
Um Exu costuma ser mais “pedidão” do que os outros Guias de umbanda. Mas há diferença entre um Exu que pede uma bebida ou uma oferenda simples para aqueles que pedem um carro, ou que paguem as prestações do “cavalinho”, ou que pedem uma reforma no salão. Cuidado!
Uma entidade aprende a falar português, pois usa um médium que fala esta língua. Isto é automático.
Um espírito que vem numa roda de Umbanda vêm para trazer uma boa mensagem, tanto para o consulente como para os médiuns.
Cuidado com entidades que, durante muito tempo, ninguém consegue entender o que dizem.
Humildade e simplicidade são leis de Umbanda. Entidade não vêm para o luxo, nem exigindo aparato. Isto são idéias próprias do Chefe do terreiro ou de seu corpo mediúnico.
Há hora para começar e terminar um trabalho.
A pontualidade é sagrada para as Entidades que tem outras atividades importantes a fazer.
Nenhum espírito sério tem permissão para prorrogar horários indefinidamente sem que haja necessidade extrema.
Nesses casos o Guia Chefe deve intervir de imediato.
Nenhuma entidade sai de uma roda de trabalho para atender “lá fora” sem permissão do Guia Chefe.
É perfeitamente possível um médium ser abandonado por suas entidades que se recusam a incorporar devido a problemas de conduta.
Nestes casos os médiuns costumam ser alertados com bastante antecedência antes de acontecer.
Mas a perda da mediunidade nem sempre é punitiva.
Poderá ocorrer por esgotamento físico do trabalhador (ou doenças) ou sob licença da entidade-guia para resolver problemas como excesso de estudo, trabalho, família, etc.
Uma entidade, mesmo que tenha o mesmo nome, nunca é exatamente igual a outra. Contudo, como já foi dito, há padrões básicos.
Nenhuma entidade desmerece o trabalho de outra ou diminui a autoridade da Entidade-Guia (Anjo da Guarda, Mentor, Orixá) do médium.
(Autor desconhecido)