Comunidade Santo Antônio - Paroquia São Jose do Itamarati

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Comunidade Santo Antônio - Paroquia São Jose do Itamarati José Maria Pereira
VIGÁRIO PAROQUIAL: Pe.

Página criada com o intuito de levar até os cristãos, os conhecimentos religiosos e notícias da Comunidade Santo Antonio, da nossa Paróquia, nossa Diocese e nossa igreja
Pertence a Paroquia São José do Itamarati - Diocese de Petrópolis/RJ Página criada com o intuito de levar até os cristãos, os conhecimentos religiosos e notícias da Comunidade Santo Antonio, da nossa Paróquia, nossa Diocese e noss

a igreja
Pertence a Paroquia São José do Itamarati - Diocese de Petrópolis/RJ
DIA DO PADROEIRO: 13 de junho
PÁROCO: Mons. Ian Lemos
DIÁCONO PERMANENTE: Francisco Carlos de Assis Borchio
SANTA MISSA: Terça-feira - 20h e 3º domingo do mês, 17h

Semana Santa na Paróquia São José do Itamarati
13/04/2025

Semana Santa na Paróquia São José do Itamarati

13/04/2025
É com extremo pesar que informamos o falecimento de Nilcéia Honorato da Silva
20/06/2024

É com extremo pesar que informamos o falecimento de
Nilcéia Honorato da Silva

É com extremo pesar que informamos o falecimento de Nilcéia Honorato da Silva Informações sobre o velório e sepultamento...
19/06/2024

É com extremo pesar que informamos o falecimento de
Nilcéia Honorato da Silva
Informações sobre o velório e sepultamento serão repassadas assim que as tivermos
Rogamos ao pai celestial que conforte os familiares e amigos!!!!!

Homilia do Mons. José Maria – Vl Domingo da Páscoa – Ano BParticipar do Projeto de Amor!É verdadeiramente comovedora e i...
05/05/2024

Homilia do Mons. José Maria – Vl Domingo da Páscoa – Ano B
Participar do Projeto de Amor!
É verdadeiramente comovedora e impressionante a insistência com que Jesus recomenda aos Seus discípulos, no discurso da Última Ceia, o amor mútuo. Pretende, exclusivamente, construir entre eles uma comunidade compacta, fundamentada no amor, onde todos se sintam como irmãos e vivam uns para os outros. Isso não signif**a restringir o amor ao ambiente cristão; antes, pelo contrário: quanto mais incorporados no amor de Cristo, tanto mais disponíveis estarão para levar este amor a todos os homens. Como poderiam os cristãos serem mensageiros do amor no mundo, se não se amassem uns aos outros? Eles devem manifestar com o seu comportamento que Deus é amor e que, unidos a ele, aprendem a amar; que o Evangelho é amor e que, não em vão, Cristo ensinou aos homens o amor mútuo; que o amor alicerçado em Cristo, vence todas as dificuldades e diferenças, anulando distâncias, egoísmos, rivalidades, discórdias. Tudo isso convence e atrai mais à fé do que outro meio, e é parte essencial daquela fecundidade apostólica que Jesus espera dos seus discípulos, aos quais afirmou: “... Eu vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16). Só aquele que vive no amor pode dar ao mundo o precioso fruto do amor.
“Designei para que produzais fruto...”. Trata-se de uma palavra dirigida de modo específico aos Apóstolos, mas, em sentido lato, diz respeito a todos os discípulos de Jesus. A Igreja inteira, todos nós somos enviados pelo mundo para anunciar o Evangelho e a salvação. Mas, a iniciativa é sempre de Deus, que chama para os múltiplos ministérios, a fim de que cada um desempenhe a própria função em vista do bem comum. Chamados ao sacerdócio ministerial, à vida consagrada, à vida conjugal, ao compromisso no mundo, a todos é pedido que respondam com generosidade ao Senhor, sustentados pela sua Palavra que nos tranquiliza: ”Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi ...”
“Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros...” (Jo 15, 12).
Os mandamentos de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo nos amarram e nos protegem do canto das sereias do egoísmo, das paixões desordenadas, de naufragar o barco da fé.
Recorda-nos São João: “Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. Nisso consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou...” (1Jo 4,9-10). Deus amou-nos por primeiro, e não apenas uma vez, ao começo, senão sempre, cada dia, em cada momento. Por esse amor é que podemos alcançar a força para amar a Deus, ao próximo, e para obtermos o perdão cada vez que falhamos.
O amor verdadeiro não quer ser volúvel, não quer cansar de amar, vive para o amor. O dever de amar tira do amor o volúvel e o ancora na eternidade. O dever de amar resguarda o amor do desespero e o faz independente das circunstâncias e dos sentimentos. Quem ama é muito feliz de dever amar, pois sabe que assim encontra mais realização e felicidade. Unicamente quando existe o dever de amar, o amor está garantido contra toda variação.
O dever de amar, ser fiel ao compromisso do amor, protege-o não só de cansar-se e voltar atrás, mudando o objeto do amor, porém protege de outro mal: acostumar-se, acomodar-se, extinguindo a alegria e o entusiasmo do amor. O dever de amar é renovado cada dia, diferentemente do instinto, da atração natural, que vai e vem e se debilita com o passar do tempo.
Nosso Senhor insiste: “Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” (Jo15,9-11). Isso constitui um programa muito positivo, viver continuamente no amor. Amor efetivo, constante, fiel e generoso, que se manifesta em obras, senão seria um amor ilusório.
E, todavia, esse amor, todo projetado para frente, isto é, para aquele que devemos amar, não exclui a permuta e a gratidão, ou seja, amar aquele pelo qual fomos amados. O Filho ama o Pai (e com que amor!) e pede para ser amado por nós: Perseverai – diz com insistência – no meu amor, e o apóstolo Paulo exclama: “Se alguém não ama o Senhor, seja excluído” (1Cor 16,22). Só que esta permuta e este amor se expressam exatamente doando a outro o amor recebido.
A importância do mandamento novo brota mesmo daqui e João o evidencia, insistindo sobre este mais do que sobre os outros planos de amor: amai-vos uns aos outros, faz-nos Jesus repetir (Evangelho), e amemo-nos uns aos outros, diz-nos ele mesmo (segunda leitura). Se não se dá este último passo – de nós aos irmãos – a longa cadeia de amor, que desce de Deus Pai, f**a como que suspensa no vazio. O amor chega perto, todavia não nos toca; nós f**amos fora de seu fluxo, fora, portanto, da vida e da luz, porque, quem não ama, permanece na morte (1Jo 3, 14). São Paulo, que teceu o mais alto elogio do ágape, fá-lo consistir todo neste amor de doação que se manifesta no perdão, na humildade, na generosidade, no serviço, na benignidade, na confiança e na paciência: “O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas f**a alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo” (1Cor 13, 4 – 7).
Aquilo que a Palavra de Deus quis nos dizer até aqui, parece, portanto, resumir-se numa frase: “para ser amados precisamos amar”. Para receber amor do Pai e Jesus Cristo precisamos doar amor aos irmãos. Entretanto percebemos que essa é uma conclusão pela metade, fácil demais de se compreender, mas também difícil demais de atuar; “pelagiana” demais, em certo sentido, para ser cristã. (O “poder fazer” do homem parece, com efeito, preceder o dom e a graça de Deus).
Na realidade, o verdadeiro paradoxo cristão consiste em acrescentar esta outra verdade: para amar precisamos ser amados. João – o discípulo que Jesus amava – compreendeu por experiência que só quem é amado é capaz de amar e escreveu, por isso, em sua carta: Amamos, porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4,19), (por primeiro, entende-se não uma vez só, no início, mas continuamente, porque Deus é sempre, em cada instante, aquele que ama primeiro e que precede a criatura).
Agradeçamos a Deus por nos ter dado participar de seu projeto de amor, por nos ter dado mandamentos, para não errarmos o caminho do Céu. Por nossa Mãe do Céu, peçamos mais graças para sermos mais fiéis ao verdadeiro amor. Afinal, como ensina São Paulo: “Quem poderá nos separar do amor de Cristo” (Rm 8, 35-39).
Mons. José Maria Pereira

06/10/2023

DOM GREGÓRIO PAIXÃO DOA SANGUE E CONVIDA TODAS AS PESSOAS A FAZEREM A DOAÇÃO
Com objetivo de chamar atenção para o baixo estoque de sangue em Petrópolis, que está preocupando os coordenadores do Banco de Sangue Santa Teresa. Dom Gregório Paixão, OSB, bispo da Diocese de Petrópolis, fez a doação de sangue na quinta-feira, dia 5 de outubro, abrindo mais uma edição da campanha Católico Sangue Bom, convocando os católicos e todas as pessoas a fazerem um gesto de amor, doando sangue.
O bispo diocesano ressalta que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas e lembra que “Jesus Cristo nos doou sua vida e seu sangue para nossa salvação, nós precisamos também fazer o mesmo”. Ainda segundo o bispo, a doação não dói, todo material usado é descartável “e quem doa, salva vidas com um pequeno gesto de caridade”.
A campanha é uma parceria da Diocese de Petrópolis com o Banco de Sangue Santa Teresa, localizado na Rua Paulo Hervê, número 1130, no Bingen, em Petrópolis e a doação pode ser feita em Petrópolis, das 7h às 18h, de segunda a domingo, inclusive no feriado.
Mas, se você mora em outro município que faz parte da Diocese, procure o banco de sangue da sua cidade ou se informe como pode fazer a sua doação.

10 de Agosto - Dia do DiáconoHomenagem aos Diáconos Permanentes da nossa Diocese
10/08/2023

10 de Agosto - Dia do Diácono
Homenagem aos Diáconos Permanentes da nossa Diocese

10 de Agosto - Dia do DiáconoHomenagem ao Diácono Permanente da nossa ParóquiaFrancisco BorchioDiacono Francisco Assis B...
10/08/2023

10 de Agosto - Dia do Diácono
Homenagem ao Diácono Permanente da nossa ParóquiaFrancisco Borchio
Diacono Francisco Assis Borchio

Homilia do Mons. José Maria Pereira – X Domingo do Tempo Comum – Ano AAprender o que signif**a: “Quero misericórdia e nã...
11/06/2023

Homilia do Mons. José Maria Pereira – X Domingo do Tempo Comum – Ano A
Aprender o que signif**a: “Quero misericórdia e não sacrifício”
No Evangelho de hoje (Mt 9,9-13) ouvimos o evangelista Mateus, que descreve seu primeiro encontro com Jesus. Mateus se apresenta numa coletoria de impostos. Trata-se, portanto, de um publicano, uma pessoa a serviço dos romanos que os zelotas detestavam e os fariseus desprezavam. Antes de se despedir de sua profissão, Mateus oferece uma janta a Jesus. E aproveita para convidar os amigos. Quer apresentar aos colegas o Mestre que mudou sua vida. Sua casa assim se enche de cobradores de impostos, que o próprio Jesus sabia que eram “pecadores”.
Esse texto do Evangelho mostra – nos como o Senhor está mais perto dos que mais precisam dele. Ele veio curar, perdoar, salvar, não apenas conservar os sãos. Ele é o Médico divino que cura antes de mais nada as doenças da alma. “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9, 12), diz aos que O criticam por comer com publicanos e pecadores.
Quando os assuntos da nossa alma não andam, quando perdemos a saúde – e nunca estamos inteiramente bons --, Jesus dispõe – se a ajudar – nos mais. Não se afasta de nós, não dá ninguém por perdido, nem sequer diante de um defeito, de um aspecto em que podemos e devemos melhorar, porque nos chama à santidade e tem preparadas as graças de que precisamos. A vontade salvadora de Cristo para cada um dos seus discípulos, para nós, é a garantia de alcançarmos o que Ele mesmo nos pede.
O Senhor diz-nos a cada um: “ quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9, 13), e se alguma vez permite que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento, é porque convém, é porque há uma razão mais alta – que às vezes não compreendemos --, que redundará em benefício de nós mesmos, da família, dos amigos, de toda a Igreja; é porque quer para nós um bem superior, como a mãe permite que o filho passe por uma operação dolorosa para recuperar plenamente a saúde. São momentos para crermos com fé firme, para avivarmos a esperança, pois só esta virtude nos ensinará a encarar como um tesouro aquilo que humanamente se apresenta como um fracasso ou uma desgraça. São momentos para nos aproximarmos do Sacrário e dizermos devagar ao Senhor que queremos tudo o que Ele queira. “Este é o nosso grande engano – escreve Santa Teresa --, não nos abandonarmos inteiramente ao que o Senhor faz, porque Ele sabe melhor o que nos convém”. É o momento de entendermos a palavra de São Paulo: “Sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio”(Rm 8, 28).
“Jesus, o que Tu “quiseres”..., eu o amo” (Caminho, 773).
Recorda – nos São Paulo que Abraão, apoiado na esperança, creu contra toda a esperança que chegaria a ser pai de muitas nações, segundo lhe havia sido prometido (cf. Rm 4, 18 – 25). E comenta São João Paulo ll: “Direis ainda: “Como pode isso acontecer?” Acontece porque se prende com três verdades: Deus é onipotente, Deus tem por mim um amor imenso, Deus é fiel às suas promessas. E é Ele, o Deus das misericórdias, quem acende em mim a confiança; portanto, eu não me sinto nem só, nem inútil, nem abandonado, mas implicado num destino de salvação que desembocará um dia no Paraíso”.
Como é que o Senhor nos há de deixar sós diante dos obstáculos que possam surgir para vivermos de acordo com a chamada que nos dirigiu? Ele estende – nos a sua mão de muitas formas: normalmente, na oração diária, nos momentos em que cumprimos fielmente o nosso plano de vida espiritual, nos Sacramentos e, particularmente, através dos conselhos que recebemos na direção espiritual. A esperança de sermos santos depende de que aceitemos essa mão amorosa que Ele nos estende diariamente. É uma virtude que não se baseia no nosso valor, nas nossas condições pessoais ou na ausência de dificuldades, mas no querer de Deus, na sua vontade de que alcancemos a meta.
“Mesmo que eu ande por entre as sombras da morte, não terei temor algum. Nem as minhas misérias nem as tentações do inimigo hão de preocupar-me, porque o Senhor está comigo” (Forja, 194).
Disse Jesus: “Aprendei, pois, o que signif**a: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,13).
O Antigo Testamento só conhecia um tipo de sacrifício: aquele dos animais, ou dos frutos da terra: o holocausto e a oblação. Já os profetas tinham se manifestado contra a ideia de sacrifício: “ Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue dos carneiros?” (Sl 49). Veio, enfim, Jesus, que virou completamente a situação. Aboliu o sacrifício de touros e cordeiros e aprovou o sacrifício de si mesmo. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. “E então declarou: “Eis que vim para fazer a tua vontade. Com isso, ele suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo” (Hb 10, 9).
Jesus iniciou um novo tipo de sacrifício, aquele que consiste em sacrif**ar, no altar da vontade de Deus, o próprio corpo, isto é, a nós mesmos. Ele deu o exemplo: ao cordeiro pascal, tirado do rebanho, Jesus substituiu a si mesmo, como verdadeiro Cordeiro de Deus. A salvação da humanidade brotou deste novo sacrifício. “É em virtude desta vontade de Deus que somos santif**ados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas” (Hb 10, 10).
Há várias faces para abordar o tema do sacrifício: Jesus ofereceu um sacrifício uma vez por todas (cf. Hb 10,12): na Missa nós atualizamos aquele único sacrifício. Mas falta nosso sacrifício. Falta cumprir o que falta à paixão de Cristo (cf. Cl 1,24). Esse sacrifício Jesus não o aboliu, pelo contrário, ele disse que sem esta nossa participação não se entra no Reino: “Quem não renega a si mesmo...” (cf. Lc 9, 23). A verdade é, se não negarmos ao corpo certas exigências insaciáveis, não f**amos espirituais, mas sim carnais.
Mas, não somente o corpo. Se o sacrifício por excelência é fazer a vontade de Deus, é sobre o sacrifício interior que se deve insistir, o sacrifício do Eu, do orgulho. É, sobretudo, dentro de nós que devemos procurar a vítima do sacrifício. O sacrifício perfeito é aquele que começa com a conversão do coração: “Sacrifício para Deus é um espírito contrito; um coração contrito e humilhado, ó Deus, tu não desprezas” (51 (50), 19).
Esse sacrifício assim concebido não se opõe ao amor e à misericórdia, mas prepara o caminho para o amor e a misericórdia. Somente quem sabe dizer algum não a si mesmo pode ajudar os irmãos a perdoar, a compreender, enfim, a usar de misericórdia para com os outros. Somente quem conseguiu saber resistir a si mesmo, culpar-se alguma vez, dizer algum “não”, geralmente é capaz de dar razão, de dizer “sim” ao irmão, de compreendê-lo, de perdoá-lo, de usar, enfim, de misericórdia para com ele. O cristão nunca se sacrif**a em abstrato, mas em favor de alguém, como Cristo, que se entregou ao sacrifício “por nós”. Os santos mais austeros consigo mesmos eram os mais amáveis e generosos para com os outros. São Francisco, para reprimir um movimento contrário à virtude em seu corpo, era capaz de rolar nu, na neve, em pleno inverno; mas era capaz também de se levantar à noite para comer, a fim de acompanhar um confrade que estava com fome e tinha vergonha de comer sozinho. Assim fez Jesus, antes de todos os santos: passou quarenta dias no deserto jejuando e, talvez, também depois contentou-se em comer o que lhe preparavam e quando preparavam. Mas foi almoçar na casa de Mateus para agradar a ele e a seus amigos e para mostrar sua misericórdia.
O sacrifício de Cristo e o nosso não podem caminhar paralelos, mas juntos.
Peçamos a intercessão da Virgem Maria para vivermos sempre na alegria da experiência cristã. Mãe Misericordiosa, Nossa Senhora suscite em nós sentimentos de abandono filial em Deus, que é misericórdia infinita; nos ajude a fazer nossa a oração que Santo Agostinho enuncia numa conhecida passagem de suas Confissões: “Tem piedade de mim, Senhor! Aqui estão, não escondo as minhas feridas: Tu és o Médico, eu o doente; Tu és o Misericordioso, eu o miserável... Cada esperança minha se coloca na tua grande misericórdia!” (X, 28.29; 39.40).
Mons. José Maria Pereira

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