09/06/2020
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Minha casa era o lugar favorito de Jesus.
O café sempre pronto, o bolo a mesa, e uma mulher que não conseguia parar.
Estou atarefada Jesus! Marido, filhos, casa,trabalho.
Gosto das coisas práticas, servir é meu modo de amar e ser amada.
Por isso fico tão frustrada quando não recebo o amor desse jeito.
Marias na sala me irritam.
Maria virou visita aquela dia.
Eu na ânsia de acertar, errei.
Não por querer servir, mas por não entender o tempo. Perdi a melhor parte que Maria ganhou. Parte essa que nunca lhe será tirada.
Sim, sou eu a Marta, Marta que Jesus falou.
Quando Jesus chamar seu nome duas vezes saia correndo. (Risos)
Perdi de estar aos pés Dele, de entender que o alimento já estava servido, não na mesa, não pelas minhas mãos, mas pelas palavras e lugares improváveis que Jesus ama servir.
Sou metódica, e o diferente me assusta.
Será que tem Martas lendo isso? Somos tentadas a resolver as coisas do nosso jeito, e perder momentos na presença de Jesus.
Falamos quando estamos feridas e ferimos.
Toda Marta se sente sozinha servindo, e quando vai falar com Jesus só consegue reclamar das Marias da vida.
Do esposo, dos filhos, do chefe, da amiga e de qualquer um que a faça se sentir usada ou solitária.
Martas tem a grande dificuldade de entender que as vezes é preciso parar para ficar aos pés de Jesus.
Maria me olhou com aquela cara de quem diz, você não sabe o que está perdendo.
Sim, votei para a cozinha e chorei.
Sou aquela que discute teologia com Jesus no momento da dor. Não sei ouvi-lo, quero falar e falar. Não sei receber seu abraço.
Jesus não me rejeitou, mas me reposicionou.
Ele me olhou, e disse: Sinto sua falta aqui filha, vem. Vou te levar a um lugar de descanso na minha presença.
Eu Marta me joguei aos seus pés e chorei.
Me ajuda Jesus, não a ser uma Maria, mas descobrir quem eu sou em Ti.
Marta a reposicionada.