08/05/2023
Casamento é unidade.
Na Bíblia, casamento é sinônimo de unidade, tornar-se um. Nessa síntese, nenhum dos dois torna-se mais fraco, ou menor do que o outro. Nenhum dos dois perde nada de valor, mas essa fusão não é fácil. O inimigo dessa união é o orgulho, a busca do interesse próprio. Autonomia nunca produz unidade.
Quando Josué declarou, “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15), fez isso no contexto da renovação do pacto. Josué desafiou o povo a servir ao Deus da aliança; caso contrário, acabariam servindo a deuses estranhos, mas não caberia nenhuma mistura. E a decisão era assunto de família, assunto de comunidade.
Ao afirmar ao povo que eles não poderiam servir ao Senhor, porquanto é Deus santo e zeloso (Js 24.19), Josué estava pressionando o povo a compreender que não podemos satisfazer as exigências da santidade de Deus. Da mesma forma, o casamento é a união de duas criaturas caídas que não têm capacidade de servir ao Senhor. Não temos poder em nós mesmos para vencer o orgulho e alcançar a união que ilustra o amor de Jesus. O orgulho não é biodegradável. Só a cruz é morte certa para nosso orgulho. Nosso único direito à misericórdia do Pai é o sacrifício do Salvador. O orgulho divide, mas a cruz une. Para nosso lar ser um seguro abrigo da graça, onde o Rei Jesus é honrado e servido, é preciso haver união no casamento.
Divisão no casamento é evidência de mistura com deuses estranhos. Seja esse deus um vício, paixão mundana, ganância, egoísmo, ou expectativas exageradas, em última análise é a soberba da vida e corrói a união.