Candomblé é uma religião panteísta onde se cultuam os orixás. Sendo de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá, México, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha. A junção dos cultos é um fenômeno brasileiro em decorrência da importaç
ão de escravos onde, agrupados nas senzalas nomeavam um zelador de santo também conhecido como babalorixá no caso dos homens e yalorixá no caso das mulheres. A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888. A evolução moral da humanidade tem como base o sentimento religioso inato da existência de Deus. Essa religiosidade natural de todo ser humano faz surgir no cenário terrestre múltiplas formas de experiência religiosa, caracterizada pela concepção do sagrado e pela submissão aos poderes de um ente supremo como causa, fim ou lei universal. É o sentimento Divino que prende o homem ao Criador. As religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo acatamento pelo sopro da inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de orvalho celeste, misturadas com os elementos da terra em que caíram. O estudo da evolução do pensamento religioso classifica a religião em natural e em revelada. A religião natural indica que o homem traz consigo, desde a sua origem, a idéia da existência de um Ente Superior. As religiões reveladas são o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, respectivamente transmitidas por Moisés, Jesus e Maomé. Embora seja ocasionalmente se pratique em alguns templos de Candomblé cerimonias (PRATICAS DE UMBANDA, ESOTERISMO CIGANOS E OUTROS) onde ocorre sincretismo com religiões reveladas. O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil. Essas praticas tem por objetivo homenagear ligações de adeptos com outras religiões naturais de matriz africana e/ou espiritualista.