26/05/2026
Quando Jesus diz em João 15:4: “Permanecei em mim”, Ele não está falando de um momento isolado de espiritualidade, mas de uma vida construída em permanência. Permanecer é fazer morada, decidir onde a alma vai habitar. Sempre estamos habitando em algum lugar. Sempre estamos sendo formados por aquilo ao qual damos acesso constante ao nosso interior. Os frutos aparecem onde permanecemos. Não é o que visitamos de vez em quando que nos molda, mas o que se torna ambiente da nossa mente e do nosso coração. Permanecer em Jesus não acontece por acaso, nem apenas por desejo ou boa intenção. Precisamos aprender a estruturar uma vida que revele em quem permanecemos. A forma com que gastamos os nossos dias denuncia nossas prioridades. Organizar o dia para que haja tempo com Ele, voltar a Ele ao longo das horas, escolher ler a Bíblia mesmo sem vontade, dizer “não” para aquilo que nos afasta de Deus mesmo quando não parece pecado, são pequenos exemplos de atitudes que nos fazem permanecer. No fim das contas, permanecer é uma decisão prática. Se não criarmos intencionalmente uma vida ao redor da presença de Jesus, outra coisa ocupará esse lugar e nos formará sem que a gente perceba. Que a nossa vida e os frutos revelem verdadeiramente aquilo que ocupa o trono dos nossos corações. E que pela graça de Deus, Cristo seja revelado