12/02/2026
O celular, que chegou para aproximar o mundo, muitas vezes tem afastado quem está ao nosso lado. Silenciosamente, ele vem ocupando o espaço das conversas, dos olhares, da intimidade. Cada um imerso na própria tela, enquanto a vida real acontece e passa diante de nós.
É uma cena triste: a família reunida à mesa, mas desconectada entre si. Os olhos não se encontram, as histórias do dia não são contadas, os sentimentos não são compartilhados. Perdemos, sem perceber, o privilégio de saber como foi o dia de quem amamos e quais foram as pequenas vitórias, os desafios, os medos e as alegrias.
As gargalhadas espontâneas foram sendo trocadas por rolagens infinitas. O diálogo virou notificação. A presença virou distração.
Que a gente acorde enquanto há tempo. Que a gente resgate o que tem valor de verdade. Que possamos voltar ao simples, ao riso fácil, à escuta atenta, ao abraço demorado. Que a gente volte a enxergar, de fato, quem está sentado ao nosso lado.