25/01/2023
Em geral, a prática religiosa é encarada como algo separado do dia a dia, realizado em algum local especial ou, no mínimo, conduzido num horário totalmente distinto das demais tarefas diárias.
No Budismo, a prática religiosa e a vida diária não são vistas de forma separada e independentes entre si. Quando as diversas atividades do cotidiano são consideradas uma prática budista, os benefícios são comprovados diariamente.
O Budismo esclarece que, ao desafiarmos nossas circunstâncias, dispostos a mudar tudo aquilo que desejamos, adquirimos um comportamento adequado à medida que nossas ações para mudar se baseiam no exercício da fé. Não é algo forçado.
Por isso, o buda Nichiren Daishonin observa que “o budismo é a própria vida diária”. Em um de seus escritos ele afirma sobre esse conceito: “Uma pessoa de sabedoria não é a que pratica o budismo separadamente dos acontecimentos seculares; ao contrário, ela compreende profundamente os princípios que regem o mundo” (MW, v. I, p. 269).
O que faz o Budismo se tornar a própria vida cotidiana é o comportamento daqueles que o praticam. Suas ações são resultado de sua consciência interna. “A vida é definitivamente a manifestação de nossa realidade interior” (Diário da Juventude, p. 359), assim afirma o Dr. Daisaku Ikeda.
Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2309, 30 jan. 2016, p. A9.