22/02/2026
"SE EU SAIR O ILÊ FECHA"
Olá irmãos
Que a PAZ dos orixas estejam com todos
É comum que depois de algum tempo que uma pessoa está num Ilê , mesmo que em pleno desenvolvimento , ela pense que é insubstituível.
Isso é muito comum.
O indivíduo tem a sensação clara de que se ela deixar o Ilê, o mesmo não sobreviverá, não conseguirá dar continuidade aos atendimentos e/ou coisa parecida.
Ela começa a se achar vítima do sacerdote, dos irmãos mais antigos, é e até dos clientes .
Ela começa a ter um desejo inconsciente de "punir o Ilê" através da sua saída, pois ela terá a certeza que todos virão de joelhos implorar a sua volta.
Sei de pessoas que ficaram totalmente decepcionadas e mesmo depressivas ao verem que o Ilê em que eram membros sobreviveu à sua saída e que alguns meses depois nem se lembravam mais dela.
Geralmente essas pessoas começam a falar muito mal do casa religiosa , do sacerdote e até mesmo inventam boatos dizendo que o Ilê está com problemas espirituais, administrativos, de moralidade ou outros quaisquer e por isso ela o deixou.
Conheço pessoas que ao deixar seus Ilês comentaram ter absoluta certeza de que seus "ex-sacerdotes" viriam correndo oferecendo um "cargo" ou alguma regalia para que voltassem.
Um homem que conheci, não aceitou o convite de frequentar a xirê de outro Ilê dizendo estar aguardando o telefonema do sacerdote pedindo sua volta.
Eles não conseguirão sobreviver sem mim, afirmou ele.
Meses depois, ele não frequentava nenhum lugar ainda, outros do tipo abrem seus próprios ilês...
Quero deixar claro que esse sentimento de ser insubstituível é natural em muitas pessoas, pois elas realmente são pessoas-chave para as casas religiosas em que frequentam.
De fato, seus sacerdotes sentirão muito a sua saída.
De fato elas farão falta.
Mas cuidado para não cair nessa armadilha.
Da mesma forma e com a mesma gravidade, conheço sacerdotes que acreditam que os filhos e filhas do Ilê jamais deixarão sua casa e dizem: "ele não encontrará outro Ilê igual a este" ou ainda "ninguém o aceitará e ele voltará de joelhos pedindo para ser aceito".
Os dois lados se enganam.
A verdade é que nem filhos e filhas , nem sacerdotes são insubstituíveis e é preciso ter muita humildade, calma, paciência e, principalmente, muito equilíbrio para entender essa verdade.
E o fundamental para crescer e receber o axé dos orixas; ORELHA NAO PASSA CABEÇA, e SOMENTE APRENDE QUEM SENTA PARA OUVIR OS SACERDOTES.
Era isto
Simples asim
Pai José do Xango Aganju - Principe do oyo e Mestre da Fraternidade dos Anjos