Com autonomia local, sem pastores assalariados, realiza Ceia semanalmente, focando na missão de pregar o evangelho. A Igreja dos Irmãos (ou Brethren Churches) chegou ao Brasil em 1878, através do missionário escocês Richard Holden, que, influenciado pelas ideias de John Nelson Darby, iniciou a organização de igrejas no Rio de Janeiro. Em 1896, o missionário inglês Stuart Edmund MacNair expandiu o
movimento para Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1914, foi inaugurada a primeira "Casa de Oração" em Conceição de Carangola, Minas Gerais. As igrejas dos Irmãos são caracterizadas por sua autonomia local, sem uma sede central ou normas padronizadas. A liderança é feita por um corpo colegiado de ministros, chamados presbíteros, e, em algumas congregações, as mulheres usam véu durante os cultos, conforme o ensino de Paulo. A doutrina enfatiza a Bíblia como a Palavra infalível de Deus, a Trindade, a salvação exclusiva por meio de Cristo e a necessidade do "nascer de novo". A prática do batismo é por imersão ou aspersão, e a Santa Ceia é celebrada semanalmente. Não há pastores assalariados, e todo trabalho na igreja é voluntário, realizado por amor a Deus. A missão da igreja é pregar o evangelho, seguindo o mandato de Marcos 16:15, sem envolvimento político ou apoio a candidatos. As congregações são abertas à adoração em espírito e verdade, com ênfase na liberdade de expressão nas reuniões, especialmente durante a Ceia do Senhor. A Bíblia é a Palavra inspirada por Deus, infalível, inerrante e suficiente (2 Pe 1:20-21).
2. Não há, nos dias de hoje, revelação extrabíblica que deva ser seguida como palavra normativa de Deus para os cristãos.
3. Cremos na Trindade - Deus Pai, Filho e Espírito Santo, como um só Deus em três pessoas distintas, coiguais e coeternas.
4. Cremos na concepção virginal do Senhor Jesus Cristo e no Seu sacrifício vicário sobre a Cruz como único meio de Salvação.
5. Cremos na ressurreição, ascensão e exaltação de Cristo Jesus à direita do Pai, na Sua iminente volta entre as nuvens para arrebatar os Seus remidos e, posteriormente, com eles, em poder e grande glória, estabelecer o Seu reino.
6. Cremos na necessidade do "nascer de novo" para a restauração da comunhão do homem caído com Deus.
7. Cremos na condenação eterna dos pecadores impenitentes que negarem a Cristo, bem como na salvação eterna de todo aquele que, arrependido, confesse a Cristo Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.
8. Cremos na ressurreição em glória dos salvos para a vida eterna e na ressurreição dos não remidos para a perdição eterna.