Pastoral da Sobriedade

Pastoral da Sobriedade A Pastoral da Sobriedade é uma ação
concreta da Igreja que evangeliza pela
busca da Sobriedade como um modo de vida. Um Organismo da CNBB.

*Homilia*22/JAN/2019 (Ter)Jesus é Senhor de toda lei; é o Senhor do sábado e, também, é o Senhor da nossa vida“O sábado ...
22/01/2019

*Homilia*
22/JAN/2019 (Ter)
Jesus é Senhor de toda lei; é o Senhor do sábado e, também, é o Senhor da nossa vida

“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2, 27-28).

Para entendermos as afirmações de Jesus no Evangelho de hoje, não podemos olhar para o sábado apenas como mais um dia da semana.

Pois, nesse contexto, o sábado, na verdade, quer dizer algo que é muito sagrado, é a Lei Sabática, ou seja, o sábado como dia de repouso, como um dia que foi consagrado ao Senhor na lei judaica.Os judeus levaram isso tão ao pé da letra, que o sábado ficou maior do que Deus.

Eles, muitas vezes, deixaram de amar, de respeitar a Deus em tantas outras coisas, mas o sábado não violaram de forma nenhuma.

De modo que, se uma pessoa estivesse doente no dia de sábado, aquela pessoa morreria, não podia fazer nada por ela, porque era dia de sábado.

Essa é uma forma radical de se interpretar alguma coisa, por isso, Jesus, no Evangelho, nos diz que o mais importante não é essa lei, esse mandamento, o mais importante é Ele.

Nós podemos ser pessoas assim, que fazem as orações, cumprem os preceitos: “Olha eu não posso falar com ninguém, não posso ver ninguém, porque estou fazendo as minhas orações”.

Porém, temos de fazer as nossas orações, mas o mesmo que Jesus diz do sábado, que ele foi feito para o homem, a oração também foi feita para o homem.

Isso para que o homem possa, por meio dela, servir a Deus.

E, acima de tudo, Jesus é o Senhor de todas as coisas.

Não basta as práticas, é preciso comunhão, pois podemos ter as práticas sagradas, mas não ter comunhão com o Sagrado. E, ter comunhão com o Sagrado, ter comunhão com Deus, é deixar que Deus nos conduza, que Ele nos direcione, que Seu Espírito aja em nós.

Não é para cair no extremo do relaxo, fazer de qualquer jeito, de qualquer forma; e nem no extremo do rigorismo, onde sou aquela pessoa rigorista, que leva todas as coisas a ferro e fogo.

Pois, a graça de Deus nos leva a ter misericórdia com os outros, conosco mesmo, pois, às vezes, estamos fazendo a nossa oração e estamos muito mal, então, fazemos uma oração mesmo estando mal; não uma má oração, e sim uma oração do jeito que estamos, com o nosso coração árido, e apresentamos a Deus a nossa aridez.

Essa nossa oração será até mais fecunda, do que aquela oração onde achamos que estamos cheios de entusiasmo.

Porque, nos apresentamos para Deus, com o coração reto e sincero e nos deixamos ser guiados por Ele. Para não virar um hipócrita da lei, um hipócrita religioso, precisamos nos deixarmos ser guiados pelo Espírito, para saber que Jesus é Senhor de toda lei; é o Senhor do sábado e, também, é o Senhor da nossa vida.

Deus abençoe você!
*Via CN*

Homilia 21/JAN/2019 (Seg)  O Evangelho nunca é velho, ele é sempre novo. A Palavra de Deus nunca é a mesma, ela é sempre...
21/01/2019

Homilia 21/JAN/2019 (Seg)
O Evangelho nunca é velho, ele é sempre novo. A Palavra de Deus nunca é a mesma, ela é sempre nova

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos” (Marcos 2,22).

O vinho é uma bebida saborosa e especial, mas não quero nenhuma fazer ligação do vinho apenas como bebida alcoólica.

O vinho, que é bebido com moderação, é uma bebida muito importante.O primeiro milagre de Jesus, que acompanhamos ontem, foi, justamente, transformar água em vinho.

O exemplo que nos é dado, hoje, é para entender que não podemos pegar um vinho novo e colocá-lo em um vasilhame velho, porque ele vai perder o sabor e a qualidade.

Do mesmo jeito acontece com a Boa Nova, com a novidade do Evangelho: se não tivermos um coração novo para recebê-lo, ele vai se perder.A verdade é essa: a Boa Nova do Evangelho tem se perdido em corações que não se deixam renovar, que não se abrem, em mentes que ainda estão velhas e atrasadas.

Não se trata de sermos aquela pessoa moderna, onde tudo é novidade.

Não se trata disso, mas é se deixar renovar por Deus, é deixar-se convencer pelo Evangelho de que aquilo que sempre achamos que foi de uma maneira é ou pode ser de outro jeito.

Ter uma mentalidade nova é deixar-se convencer e converter por Deus.Passamos a vida inteira adquirindo a nossa forma de pensar, assumindo nossas ideologias e filosofias, passamos a pensar dessa maneira, mas é preciso deixar-se convencer e converter por Deus para que tenhamos a mentalidade do Evangelho.

A graça d’Ele vai ser nova, vai nos renovar, a Palavra de Deus vai ser sempre nova em nossa vida.Percebemos que o odre envelheceu, que o coração envelheceu quando a pessoa escuta o Evangelho e diz: “Esse eu já sei o que é. Eu já conheço”. O Evangelho nunca é velho, ele é sempre novo, a Palavra de Deus nunca é a mesma, ela é sempre nova.

As letras, as palavras podem até parecer sempre as mesmas, mas a ação é sempre nova.Podemos escutar o Evangelho mil vezes, e mil vezes de forma diferente Deus fala, age e atua no meio de nós. Que tenhamos um novo coração para saber acolher a novidade de Deus a cada dia.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 20/01/2019 (Dom)Muitos casamentos se desencaminharam ou estão se desencaminhando, porque os casais já não fazem ...
20/01/2019

Homilia 20/01/2019 (Dom)
Muitos casamentos se desencaminharam ou estão se desencaminhando, porque os casais já não fazem mais o que diz Jesus

“Sua mãe disse aos que estavam servindo: ‘Fazei o que ele vos disser’” (João 2,5).

A graça do Evangelho de hoje é contemplarmos a manifestação pública de Jesus em uma festa de casamento.

O casamento é uma festa, mas não é aquela festa para os convidados, apenas porque têm bebidas ou servem comida. O casamento é uma alegria, é o lugar da bênção, por isso ele merece ser celebrado e festejado. Jesus é o primeiro a querer celebrar e festejar os matrimônios, a união do homem com a mulher, porque é, ali, que nasce e brota a família, é daquela união conjugal que nascerão os filhos. O homem e a mulher que vivem uma preparação sadia e madura, e decidem, de forma muito equilibrada, assumir a graça do sacramento do matrimônio merecem ser aplaudidos e reconhecidos.

É verdade que nem tudo é festa na vida a dois. Assim como nessa festa de casamento veio a faltar o vinho, muitas vezes, no matrimônio falta a paciência, a misericórdia, o jeito de lidar com os limites e com os erros uns dos outros; assim, o casamento que começou com uma festa acaba em fracasso.

Jesus quer estar presente no seu casamento, e se você O deixar fazer-se presente todos os dias, Ele há de conduzi-lo até quando lhe faltar a humildade, a paciência, quando lhe faltar a força, muitas vezes, física e psicológica para lidar [com os problemas]. Jesus quer se fazer presente, e a maneira de Ele se fazer presente é junto com Sua Mãe.

Maria é Mãe, é a Mulher atenta, que está conectada com as dificuldades. Maria é aquela que percebeu que não havia mais vinho. Ela apresenta, de fato, o que já não se tem mais em uma vida familiar. E a receita é uma só: “Fazei o que Ele (Jesus) vos disser”.

Muitos casamentos se desencaminharam ou estão se desencaminhando, porque os casais já não fazem mais o que diz Jesus. Às vezes, a mulher escuta, mas o marido não escuta mais, os filhos já não escutam mais. Precisamos escutar Jesus! Não basta Ele estar em nossa casa, porque Ele pode estar e ser ignorado. A bênção d’Ele está, pois os noivos a receberam no dia do casamento; a presença d’Ele está lá, mas nós O estamos ouvindo? Estamos deixando Ele falar? Estamos fazendo tudo o que Ele nos diz? Nenhum casamento, nenhuma família que faz tudo o que diz Jesus se perde.

A sintonia de uma vida conjugal precisa acontecer, todos os dias, na presença de Jesus. Depois de um tempo, um casal acha que isso é bitolamento e exagero, mas, lá na frente, vai perceber que falta fez quando deixou de ouvir Jesus em muitas situações da vida conjugal.

Deus abençoe você!
Via CN

HOMILIA 19/01/2019 (Sáb)Jesus veio para os pecadores, Ele é o bom médico dos doentes, porque quem precisa do médico é o ...
19/01/2019

HOMILIA 19/01/2019 (Sáb)
Jesus veio para os pecadores, Ele é o bom médico dos doentes, porque quem precisa do médico é o doente

“Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores” (Marcos 2,17).

Estamos num mundo doentio e pecador, e foi nesse mundo que Deus se encarnou, que se fez presente e está no meio de nós para sarar e sanar todo mal, para curar nossas doenças e enfermidades, sobretudo, para nos libertar do poder do pecado.

Jesus veio para os pecadores, por isso Ele é o bom médico dos doentes, porque quem precisa do médico é o doente, quem precisa da salvação é aquele que está perdido. Os salvos já estão salvos, os sadios já estão sadios.

Na humildade do coração, reconhecemos, a cada dia, o mal que o pecado causa em nossa vida, porque, quando o reconhecemos, colocamo-nos em Jesus. O que tem acontecido é que, muitas vezes, chegamos a uma autossuficiência espiritual, e essa autossuficiência é muito danosa para alma, para o coração e para a nossa espiritualidade de relação com Deus. “Estou servindo Deus a muito tempo! Conheço todas as coisas de Deus e da Igreja”.

Muitas vezes, ignoramos retiros, não prestamos mais nem atenção na Missa! “Já sei o que o padre vai falar. Aquilo que ele falou, não serviu para mim”. Colocamo-nos num estado de autossuficiência espiritual, e a graça de Deus não nos atinge, porque já não a sentimos. Isso é um mal, e por isso a graça de Deus não chega, de fato, até nós.

O Evangelho é, acima de tudo, um convite à humildade do coração para nos colocarmos à mesa com Jesus.

Jesus foi à casa de Levi, Mateus, o cobrador de impostos, e sentou-se à mesa com ele. Sentando-se à mesa com ele, Jesus se sentou com outros cobradores de impostos que eram tidos como pecadores. A intenção de Jesus era dizer que Ele veio para sentar-se à mesa conosco.

Talvez podemos pensar que só os justos e santos se sentam à mesa com Jesus, mas Ele senta à mesa com os pecadores. Algumas pessoas talvez se sintam discriminadas, distantes de Deus, não podem comungar, porque vivem em pecado. A doutrina da Igreja sobre a Eucaristia não mudou, mas é preciso dizer sempre, de forma muito nova e contundente, que ninguém pode se sentir distante de Deus. Se maior for o pecado, mais próximo de Deus aquela pessoa precisa estar.

Se há algum impedimento canônico para a comunhão sacramental, não há impedimento de aquela alma se aproximar de Jesus, até porque Ele quer estar com ela. Se ela não pode receber da comunhão, ela pode receber da graça, ela pode adorar Jesus, ouvir a Palavra d’Ele, e Jesus pode entrar na vida de cada um de nós.

Podemos até comungar, todos os dias, mas nos falta a graça da humildade; recebemos a Eucaristia, mas não signif**a que estamos em comunhão com Deus. No entanto, muitas vezes, aquele que julgamos tão pecador, humildemente se abre com tanto amor para receber Deus e para f**ar com Jesus, e Ele, com certeza, ceia com ela, f**a com ela, como ficou na casa de Levi.

Ele veio para os pecadores, para os doentes. Apresentemos a Ele nossos pecados e nossas enfermidades.

Deus abençoe você!

Via CN

Homilia 17/JAN/2019 (Qui) Deus nos concede a fé e a humildade, virtudes necessárias para andarmos sempre no Seu caminho“...
17/01/2019

Homilia 17/JAN/2019 (Qui)
Deus nos concede a fé e a humildade, virtudes necessárias para andarmos sempre no Seu caminho

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: f**a curado!” (Marcos 1,41).

Acompanhamos a esse leproso que se aproxima de Jesus, e duas virtudes tomam conta do coração daquele homem.

A primeira delas é a humildade de reconhecer a sua fragilidade, a sua lepra; reconhecer aquilo que estava nele.

A segunda virtude é a fé, pois humildemente ele professa a sua fé. Ele exclama “Senhor, se queres, tens o poder de curar-me”.

E Jesus disse: “Eu quero: f**a curado!”.Quando somos humildes e quando temos fé, a graça de Deus age em nós e nos liberta, purif**a, restaura; a graça de Deus nos renova.

Podemos ter fé, mas não temos a humildade.

Fé e orgulho; fé e soberba não produzem frutos. Podemos ter humildade, graça essa mais que necessária, pois o Reino do Céus é dos humildes, mas o humilde precisa ter, também, a fé. Ter confiança e fé em Jesus.

Saber que é Ele quem cuida de nós, pois podemos até sermos humildes, mas se somos aqueles humildes negativos, pessimistas, desanimados, sem esperança, sem confiança, nos entregamos à prostração, sem saber que rumo tomar na vida. Humildemente reconhecemos as nossas situações, misérias, fragilidades; os nossos pecados, erros, limites. Reconhecemos as coisas que não deram certo, mas humildemente tenhamos fé e confiança n’Ele.

Não tiremos o nosso olhar d’Ele. Não tiremos de Jesus a nossa confiança, porque sabemos tudo o que Ele pode fazer por nós.

É n’Ele que colocamos o nosso coração.Aconteça o que acontecer não vamos desanimar ou desesperar, pois só tem desespero quem não confia e chega ao limite da desconfiança, por isso se desespera.

Aconteça o que acontecer, coloquemos sempre o nosso coração em Jesus.

Mas, muitas vezes, nós somos pessoas de muita fé, falamos a nós mesmos: “Nossa! Eu confio em Jesus, falo de Jesus”. Porém, somos tomados por uma arrogância, por um orgulho, uma soberba terrível, e não vemos a graça de Deus acontecer em nós, na nossa vida, naquilo que fazemos, porque temos a fé, mas temos a humildade, isto é, se humilhar, não temos a humildade de ver a nossa miséria.

Pois humilde é aquele que mergulha na sua miséria humana, toca nela e se coloca totalmente dependente de Deus. O humilde não se faz melhor do que os outros; não se faz o mais importante; não confia em si próprio.

Não é não ter autoconfiança, o problema está com o excesso dela; é achar que somos “o senhor” deste mundo.

Quando reconhecemos que Jesus é o Senhor e somos o Seus humildes servos, a graça de Deus age em nós.Que Deus nos conceda a fé e a humildade necessárias para andarmos sempre no Seu caminho.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 15/01/2019 (Ter)Deixemos Jesus destruir a força do mal em nosso coração, deixemos Ele destruir o poder do malign...
15/01/2019

Homilia 15/01/2019 (Ter)
Deixemos Jesus destruir a força do mal em nosso coração, deixemos Ele destruir o poder do maligno que está agindo em nossa vida

“Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: ‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus’” (Marcos 1,23-24).

A primeira coisa que precisamos afirmar é: Jesus veio para destruir o mal, porque se Jesus não destrói o mal e os espíritos malignos, eles destroem nossa alma, nossa mente, vontade e comunhão com Deus.

Precisamos permitir que Jesus destrua o poder do mal. Veja que Jesus não só expulsa o maligno, mas destrói a força d’Ele em nossa vida, porque, quando a força do mal entra no nosso coração, ela nos corrompe por dentro. Começamos a ter pensamentos maus, sentimentos maus, convicções malignas, começamos a fazer o mal de forma que pareça natural. A maldade se tornou uma coisa elementar na nossa vida natural, e isso não pode. Por isso precisamos invocar o poderoso nome de Jesus, para destruir a força do mal dentro de nós.

Quando entra um mal pensamento em nós, esse pensamento é alimentado e cresce; então, f**amos maus. Quando levamos esse mau pensamento adiante, ele provoca um mal maior. Quando cultivamos um mau sentimento em relação a alguém, esse sentimento é destrutivo. Vejamos o que o ressentimento faz na nossa vida: a mágoa, o ódio e o rancor destroem a força do amor em nós, depois, os nossos relacionamentos. E, por onde vamos, espelhamos e semeamos o mal.

Quando estamos com raiva ou ressentidos com alguém, levamos esse mal para os outros. Quando lembramos daquela pessoa, azedamo-nos e também azedamos o ambiente em que estamos, porque o mal está em nós. Achamos sempre que o mal é aquela pessoa, e ela pode até ter as maldades dela, mas o problema é a maldade que ela jogou em nós, e nós a compramos.

Deixemos Jesus destruir a força do mal em nosso coração, deixemos Ele destruir o poder do maligno que está agindo em nossa vida, está corroendo, corrompendo as nossas relações e a nossa relação com Deus.

Jesus veio para destruir o mal, para expulsá-lo da nossa vida. O demônio não é o nosso problema, porque ele é um derrotado por Deus, mas é o joio e a força maligna que ele semeia, e nós, muitas vezes, a compramos. Jesus veio para destruir o mal em nossa vida.

Permitamos que o poder de Deus realize aquilo que Jesus veio para realizar entre nós.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 14/01/2019 (Seg)Deixar-se converter é deixar-se convencer por Deus, pela graça d’Ele, pelo Evangelho“O tempo já ...
14/01/2019

Homilia 14/01/2019 (Seg)
Deixar-se converter é deixar-se convencer por Deus, pela graça d’Ele, pelo Evangelho

“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Marcos 1,15).

A missão de Jesus acontece com o anúncio o Reino de Deus, o qual nos diz quais são os ingredientes necessários para que a nossa vida seja introduzida à vida do Senhor.

Primeiro, é preciso converter-se. Não precisamos esperar que aconteça alguma coisa, que vivamos o tempo da Quaresma para nos convertermos. A conversão é agora, ela não pode ser depois, não podemos esperar e dizer: “Lá na frente eu vou me converter”, pois essa hora não chega. A conversão acontece com a mudança da mentalidade e do coração.

Muitas vezes, estamos vivendo uma vida em Deus, mas não nos deixamos converter. Deixar-se converter é deixar-se convencer por Deus, pela graça d’Ele, pelo Evangelho, e por isso Ele está dizendo: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Crer no Evangelho, na Palavra do Senhor, é acreditar que nenhuma outra palavra pode nos transformar e nos renovar, a não ser a Palavra de Deus. Por isso, creiamos n’Ele e levemos a vida em nome de Jesus, em nome desse Evangelho.

A conversão começa na cabeça, porque é a cabeça que manda em cada um de nós, é a cabeça que nos direciona e nos dá os pensamentos que devemos ter a cada dia. É na cabeça que está a nossa mentalidade. Se temos uma mentalidade mundana e pagã, se temos uma mentalidade que foi, muitas vezes, nutrida com os elementos deste mundo, precisamos mudar essa mentalidade, a forma de pensar, de agir, de conversar.

Quando olhamos para a nossa vida, logo percebemos que existem coisas essenciais para as quais precisamos mesmo nos converter, mas se não nos deixamos convencer por Deus, não somos um convertido, e Deus e a graça d’Ele não nos convertem.

A cada dia, coloco-me de pé para ouvir o Evangelho, para deixar que Deus fale ao meu coração, para que Ele traga a luz para as situações mais sombrias da minha alma e do meu ser, para que Ele me convença que preciso me converter, que preciso ter atitudes novas, pensamentos e sentimentos novos. Se ontem eu pensava assim, a graça do Evangelho me permite pensar diferente. Jesus converte o meu coração.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 13/JAN/2019 (Dom)Estejamos inflamados pelo fogo do Espírito que nos foi conferido pela graça do nosso batismo“Eu...
13/01/2019

Homilia 13/JAN/2019 (Dom)
Estejamos inflamados pelo fogo do Espírito que nos foi conferido pela graça do nosso batismo

“Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Lucas 3,16).

Hoje, celebramos a Festa do Batismo de Jesus.

Ele se submeteu a ser batizado por João nas águas do rio Jordão.

O próprio João está dizendo que Aquele que vem depois dele – e quem vem depois dele é Jesus –, é quem nos batizará no Espírito Santo e no fogo.Essas duas graças são importantes para meditarmos no dia de hoje, porque, na festa do batismo de Jesus, também celebramos o nosso batismo.

Todos nós fomos batizados no Cristo Jesus e por Ele e n’Ele fomos incorporados a Deus.

Que graça maravilhosa nos concedeu o nosso batismo!Qual é o dia que você foi batizado? Procure saber o dia do seu batismo, faça desse dia um momento celebrativo, e mais do que recordar que naquele dia você foi levado à pia batismal, faça o seu batismo acontecer todos os dias da sua vida.Quando vamos às igrejas e capelas, costumamos frequentar o sacrário e nos colocar diante dele; colocamo-nos também diante das imagens dos santos e da cruz, mas não deixemos de ir ao batistério.

Na frente ou no fundo de capelas, há o batistério, foi lá que nascemos para Deus, foi lá que nos tornamos filhos d'Ele.

Coloquemos a mão no batistério e renovemos a graça do batismo, e cada vez que assim o fizermos, invoquemos, primeiro, a graça de sermos homens e mulheres do Espírito, porque no Espírito Santo fomos batizados.O Espírito em nós nos conferiu a unção da graça, a unção divina. Deus está em nós, enviando e ungindo-nos para fazer Sua vontade.

Precisamos dessa unção para vivermos em Deus, para proclamarmos a vida n'Ele, para anunciarmos Seu Reino e não sermos tomados pela força deste mundo.Outra graça que o batismo nos confere é o fogo do Espírito, o fogo que queima e impele, que nos levanta e manda adiante, o fogo que queima os maus pensamentos e sentimentos, o fogo da graça. Estejamos inflamados pelo fogo do Espírito, que nos foi conferido pela graça do nosso batismo.

Eu renovo, hoje, diante do batistério, a graça do meu batismo. Eu quero viver, neste mundo, como um batizado, porque, naquele dia da graça, fomos ungidos pelo Espírito, e a graça da unção divina caiu sobre nós.Vivamos, neste mundo, como batizados.

Esse é o convite que a festa do batismo de Jesus faz a todos nós.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 12/JAN/2019 (sáb)Caímos num pecado maior que é o orgulho, a soberba de acharmos que já estamos santos e não repa...
12/01/2019

Homilia 12/JAN/2019 (sáb)
Caímos num pecado maior que é o orgulho, a soberba de acharmos que já estamos santos e não reparamos os pequenos pecados

“Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir” (1João 5,18).

Essa é a graça de Deus em nós. Nascer de Deus é vencer o pecado, é dizer que o pecado não manda nem tem a palavra final em nossa vida.A cada dia, quando vamos levando a nossa vida em Deus, a força, a graça, o amor e a luz d’Ele em nossa vida nos dão forças para combatermos o mal e o pecado. Talvez, possamos nos iludir e achar que não pecamos mais, então, caímos num pecado maior, que é o orgulho, a soberba de acharmos que já estamos santos; não reparamos os pequenos pecados nem aqueles que são até grandes, mas, por causa da coroa da santidade que colocamos em nossa cabeça, não somos capazes de perceber os pecados que nos rodeiam.A graça de Deus em nós, a graça que nos regenerou, que nos santificou e nos renovou nos dá a graça de, a cada dia, reconhecer que somos pecadores e ir para o campo de batalha, para aquele campo onde reconhecemos que pecamos e combater o pecado. Quando dizemos que quando nascemos de Deus não pecamos, é como dizer que aquele que nasce de Deus não se conforma com o pecado.Quem não nasce de Deus peca e acha que é normal, mas quando somos de Deus, nós falhamos, erramos e pedimos a graça para combater aquele pecado.
Não nos conformamos com o pecado, não normalizamos aquilo que não é normal, não transformamos o mal em bem. Pela graça de Deus, guardamo-nos do maligno, para que ele não nos atinja nem nos roube para ele.Como o maligno rouba um coração? Quando ele consegue fazer aquele coração se convencer de que o mal que ele faz não é mau, que o pecado que ele faz não é pecado, e vivemos num mundo dominado por ele.Há pessoas falando mal da vida dos outros e achando que não é mal; há pessoas prejudicando os outros, mas não vêem mal nisso; há pessoas vivendo ofensas graves a Deus, mas não vêem pecado nisso, aí o maligno é o vencedor.Aquele que está em Deus reconhece suas fragilidades e, acima de tudo, o seu pecado; e trabalha com a graça de Deus para combater o mal e não se conformar com o pecado.Que possamos, a cada dia, renascer em Deus; e a graça d’Ele nos tornará vitoriosos no combate ao mal.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 04/JAN/2019 (S*x) Precisamos ser promotores, ser aqueles que provêm a justiça para o mundo“Nisto se revela quem ...
04/01/2019

Homilia 04/JAN/2019 (S*x)
Precisamos ser promotores, ser aqueles que provêm a justiça para o mundo

“Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama o seu irmão” (1João 3,10).

As sentenças da Palavra de Deus, no dia de hoje, podem parecer duras, mas são verdades que merecem nossa profunda reflexão.

Não basta dizer que somos de Deus para sermos d’Ele de fato.A Palavra nos diz que quem não pratica a justiça nem ama seu irmão não pode se considerar filho de Deus, porque quem é de Deus é justo e ama o seu irmão.Estamos em um mundo cercado de injustiças, e o grande injusto da humanidade e da existência é o próprio diabo, aquele que foi criado por Deus e se rebelou contra Ele.

Não há injustiça maior do que se rebelar contra o seu próprio Senhor e Criador, como não há injustiça maior do que um filho que renega o seu pai, que maltrata a sua mãe.

Não há injustiça que doa mais no coração humano do que não ter gratidão por quem, um dia, foi bom e fez algo por nós.

A maior injustiça que os seres humanos rebelam no seu coração é não saberem ser gratos.Somos ingratos, reclamamos e culpamos Deus, dirigimos todo o mal que há no mundo para Deus, mas não reconhecemos a bondade d’Ele em nos criar e ter feito esse mundo com toda a justiça possível.

A farra humana aliada ao poder do maligno criou e semeou as injustiças no meio de nós.Quem é filho de Deus não vive nem comunga com qualquer forma de injustiça.

Não podemos nos conformar, porque somos abençoados, porque Deus está conosco, porque Ele nos faz prosperar e fecharmos os olhos para quem está na miséria, para quem não tem o que comer, para quem não tem dignidade e oportunidade e dizer: “Deus vai dar a ele”.Precisamos ser promotores ou aqueles que provêm a justiça para o mundo em que estamos.

Não é discurso ideológico muito menos político ou social achar que vamos reparar as injustiças do mundo.

Há instituições que estão muito mais responsáveis por isso, só não podemos, evangelicalmente falando, concordar, abaixar a cabeça e dizer que está tudo bem.

Temos de promover o que é justo.Jesus pregou a Palavra e viu que não era justo aquelas pessoas O ouvirem e não terem o que comer; então, multiplicou os pães.Não podemos achar que é justo termos o que comer e outros não terem o que comer.

Não podemos achar que é justo alguns terem a oportunidade de viver, mas outros morrerem; não é justo acharmos que está tudo bem, que fomos abençoados, e acharmos que quem está vivendo a desgraça, a situação complicada, é um amaldiçoado.Não vivamos a injustiça, porque quem pratica e semeia a injustiça não nasceu de Deus, mas daquele que é o injusto, como também é aquele que não ama o seu irmão.Amemos, mas não só os irmãozinhos que estão ao nosso lado.

Existem muitos irmãos vivendo profundas injustiças na vida, porque estão precisando do amor do nosso coração.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 02/JAN/2019 (Qua)A unção está em nós! Precisamos permanecer nela, viver como ungidos, consagrados, marcados de D...
02/01/2019

Homilia 02/JAN/2019 (Qua)
A unção está em nós! Precisamos permanecer nela, viver como ungidos, consagrados, marcados de Deus

“A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. Então, agora, filhinhos, permanecei nele” (1 João 2,27).

A graça de iniciarmos um novo ano é importante para revermos as coisas fundamentais da nossa vida, vermos a nossa própria relação com Deus.O Senhor permanece em nós, porque Ele nos deu Sua unção, e a graça d'Ele está selada em nosso peito, em nossa alma e em nosso coração.

Recordo-me da graça do batismo, quando, no peito da criança, imprimimos a unção divina, a marca do óleo sagrado de Deus.

Essa unção está em nós, mas precisamos permanecer nela, viver como ungidos, consagrados, como marcados e selados de Deus.

Não podemos nos perder num mundo tão confuso, tão adverso, num mundo de contravalores, onde as pessoas estão vivendo a religião de forma totalmente descompromissada com o Deus e o Senhor da vida.Ter compromisso com Deus é levar as coisas d’Ele a sério, é levar a sério o batismo, a confissão, a Eucaristia que comungamos, o casamento, o sacerdócio e todos os compromissos assumidos com a vida; é levar a sério a nossa união e comunhão com Deus, e permanecer n’Ele, porque Ele permanece em nós.Muitas vezes, ignoramos a presença de Deus no meio de nós.

Muitas vezes, nos perdemos nos nossos problemas e prazeres, nas nossas ocupações e preocupações, nós nos perdermos em meio às confusões dos tempos e do mundo em que vivemos.Onde está a nossa unção? Precisamos de uma meditação profunda, silenciosa e calma, que silencie aqueles barulhos todos das festas, das algazarras, de tudo o que marcou o início de ano da sociedade em que estamos.No silêncio da alma e do coração, precisamos resgatar a unção de Deus que está em nós para levarmos este mundo à unção que Ele mesmo nos trouxe.

Deus abençoe você!
Via CN

Homilia 01/JAN/2019 (Ter) É tempo de vida nova, de nos renovarmos! E é Maria quem nos aponta o caminho e a direção“Quand...
01/01/2019

Homilia 01/JAN/2019 (Ter)
É tempo de vida nova, de nos renovarmos! E é Maria quem nos aponta o caminho e a direção

“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4,4-5).

No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos dá a graça de celebrarmos Santa Maria, a Mãe de Deus na Oitava do nascimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Celebrar Maria como a Mãe de Deus é reconhecer nela a Mãe do Divino Salvador.

O título não se trata apenas de um reconhecimento teológico daquilo que é o papel dela.

Trata-se, na verdade, de reconhecer quem foi Jesus, Ele é Deus encarnado.

Uma vez que Ele se encarnou no meio de nós, Ele não deixou de ser Deus, aquela que O gerou para esse mundo na condição humana, sem deixar de ser divino, é a Mãe d’Ele.

Enquanto pessoa humana, enquanto pessoa divina, encarnada e presente no meio de nós.Hoje, proclamamos Maria como o lugar escolhido por Deus como habitat de toda a salvação do habitar humano.

Maria é o novo paraíso, o ventre novo, a terra nova, bendita, fecunda e abençoada de onde brota a árvore da vida: Jesus Nosso Senhor e Salvador.A nova humanidade começa em Maria, os homens novos, as mulheres novas. Nasce em Maria a nova mulher, porque ela gera para nós o novo homem, Cristo o novo Adão.Quando começamos o novo ano, dentro de nós temos propósitos e anseios de sermos novos, de vivermos novas coisas, que a nossa vida seja renovada.

Nada se renova a não ser em Cristo Jesus, porque Ele é a única novidade sempre nova.

Ele não é a novidade que buscamos aqui e acolá, Ele é a vida nova que se renova em Deus para a vida de cada um de nós.Deus quis começar, renovar e salvar a humanidade no ventre de Maria.

Por isso, hoje, voltamo-nos para ela, dirigimos a ela a nossa prece, a nossa súplica, e pedimos que ela nos ajude a sermos novos de verdade, termos bons, santos e verdadeiros propósitos.Se formos bons filhos de Deus, se estivermos sempre com ela e nela, rezando e pedindo a intercessão dela, Deus vai sempre nos conduzir para o novo paraíso que Ele criou para nós. É tempo de vida nova, de nos renovar, e Maria nos aponta o caminho e a direção.

Deus abençoe você!
Via CN

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