Ilê Axé Torrun Gunan

Ilê Axé Torrun Gunan Casa de Axé de Fazenda Coutos (Comunidade Moradas da Lagoa) liderada pelo Babalorixá Reginaldo San

EBÓ COLETIVO - Reparação por OXÓSSI e, por outros CAÇADORES de JUSTIÇA!Dídè , kubalamuka meu povo! A Frente Nacional Mak...
06/12/2024

EBÓ COLETIVO - Reparação por OXÓSSI e, por outros CAÇADORES de JUSTIÇA!

Dídè , kubalamuka meu povo! A Frente Nacional Makota Valdina convoca os egbés, unzos e ilês, os coletivos de luta, os movimentos para mais um ato de Ebó Coletivo “Reparação por OXÓSSI e, por outros CAÇADORES de JUSTIÇA!”. O chamado Ancestral será em defesa da Yá Bernadete Souza - sacerdotiza no Ylê Axé Odé Omi Ewá e, iniciará às 12H, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, 5º avenida do Centro Administrativo da Bahia.

Quartorze anos atrás quatro policiais invadiram o Assentamento Dom Helder Câmara, em Ilheus e violentaram incisivamente não apenas uma sacerdotisa do Candomble, violentaram uma entidade sagrada para Nós Povos de Matriz Africana. Yá Bernadete foi algemada, puxada pelos cabelos e jogada no formigueiro quando estava incorporada por Oxóssi.
Nos últimos tempos obser vamos a escalada da violência policial no Brasil, sobretudo, no estado da Bahia. Lideramos em mortes por intervenções policiais, temos a polícia que mais mata! E, somos o estado com as 11 cidades mais violentadas e vulnerabilizadas do país. A Polícia que deveria dar proteção para os Territórios, adentram de forma tão violenta que pessoas se tornam vítimas desse braço do Estado.

TRUCULÊNCIA - Nenhuma ordem judicial foi mostrada. Os PMs entraram na sede da associação de moradores do assentamento e a vasculharam. Foi quando Bernadete resolveu ser mais incisiva. “É melhor vocês se retirarem. Isso aqui é uma área privada, um assentamento. Vocês podem entrar nas casas de quem não conhece as leis. Mas aqui nós não somos abestalhados”.
O suficiente para que o PM que comandava a patrulha, identificado como Adjailson, ordenasse a prisão dela por desacato. Bernadete foi algemada e puxada pelos cabelos e jogada propositalmente, em um formigueiro.

Depois de quatorze anos e com um resultado indeferido e contrário, sem nem apenas ser ouvida, na proxima segunda, dia 9 de dezembro, haverá um novo julgamento e conclamamos os egbés, unzos e ilês, os coletivos de luta, os movimentos para exigirmos reparação!

A Frente Nacional Makota Valdina se constitui como um fórum amplo de defesa das Religiões de Matriz Africana. Formada por redes, coletivos, organizações sociais, associações e terreiros de candomblé tem como propósito organizar a luta nacional contra o racismo e ódio religioso. A Frente consolida-se como um espaço estratégico de debates para organização de uma agenda em comum de mobilização e de defesa do Povo de Santo, contra os retrocessos e pela garantia de direitos e irrestrita liberdade de culto ao sagrado.

EBÓ COLETIVO - Reparação por OXÓSSI e, por outros CAÇADORES de JUSTIÇA!

Dídè , kubalamuka meu povo! A Frente Nacional Makota Valdina convoca os egbés, unzos e ilês, os coletivos de luta, os movimentos para mais um ato de Ebó Coletivo “Reparação por OXÓSSI e, por outros CAÇADORES de JUSTIÇA!”.
O chamado Ancestral será em defesa da Yá Bernadete Souza - sacerdotiza no Ylê Axé Odé Omi Ewá e, iniciará às 12H, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, 5º avenida do Centro Administrativo da Bahia.

Quartorze anos atrás quatro policiais invadiram o Assentamento Dom Helder Câmara, em Ilheus e violentaram incisivamente não apenas uma sacerdotisa do Candomble, violentaram uma entidade sagrada para Nós Povos de Matriz Africana. Yá Bernadete foi algemada, puxada pelos cabelos e jogada no formigueiro quando estava incorporada por Oxóssi.

Nos últimos tempos observamos a escalada da violência policial no Brasil, sobretudo, no estado da Bahia. Lideramos em mortes por intervenções policiais, temos a polícia que mais mata! E, somos o estado com as 11 cidades mais violentadas e vulnerabilizadas do país. A Polícia que deveria dar proteção para os Territórios, adentram de forma tão violenta que pessoas se tornam vítimas desse braço do Estado.

Depois de quatorze anos e com um resultado indeferido e contrário, sem nem apenas ser ouvida, na proxima segunda, dia 9 de dezembro, haverá um novo julgamento e conclamamos os egbés, unzos e ilês, os coletivos de luta, os movimentos para exigirmos reparação!

É HOJE!! O *Ebó Coletivo - “O ABAETÉ tem donos ANCESTRAIS.Tirem as mãos de nossas dunas!”  para o qual nós da Frente Nac...
15/02/2022

É HOJE!!
O *Ebó Coletivo - “O ABAETÉ tem donos ANCESTRAIS.Tirem as mãos de nossas dunas!” para o qual nós da Frente Nacional Makota Valdina convidamos a todxs, será um encontro para ligarmos nossos pensamentos e intenções, assim fortalecendo em massa ao mesmo momento, nossa espiritualidade e ancestralidade, e que assim possamos edificar nossas lutas. O ato é feito a partir do momento que damos as mãos, e ligamos nosso pensamento e nossos passos ao direcionamento que nossos ancestrais nos darão.

*É HOJE! *Ebó Coletivo - “O ABAETÉ tem donos ANCESTRAIS.Tirem as mãos de nossas dunas!”

O Ebó Coletivo para o qual nós da Frente Nacional Makota Valdina convidamos a todxs, será um encontro para ligarmos nossos pensamentos e intenções, assim fortalecendo em massa ao mesmo momento, nossa espiritualidade e ancestralidade, e que assim possamos edificar nossas lutas. O ato é feito a partir do momento que damos as mãos, e ligamos nosso pensamento e nossos passos ao direcionamento que nossos ancestrais nos darão.
Então, o Ebó coletivo, "é nada mais que isso, e isso é mais que tudo",pois a união do nosso povo, é um dos Ebós mais poderosos que existem.

Pelas memórias das nossas e dos nossxs, a *Frente Nacional Makota Valdina* se fará Presente mais uma vez, PRESENTE no *EBÓ COLETIVO*

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10/07/2021

É HOJE! IV Ebó Coletivo em defesa dos Parques
“Governador tira a mão do nosso Parque, não é seu!”
Conclamamos a todes e todxs para se fazerem presentes HOJE, às 8h. Venham com a máscara protegidos do Covid19 para o *“Ebó Coletivo em defesa dos parques”* e, desse modo em espírito do ebó coletivo consigamos fazer com que o executivo estadual desista do programa de concessão à iniciativa privada do Parque São Bartolomeu e e dos demais. Desta forma, abra diálogo com a população para que a gestão participativa e comunitária da unidade de conservação seja fortalecida, visando a proteção da biodiversidade e a relação com as comunidades ao seu entorno. Garantido com isso, a melhor relação entre ser humano e a natureza.
ᴍᴀᴋᴏᴛᴀ ᴠᴀʟᴅɪɴᴀ ᴘʀᴇꜱᴇɴᴛᴇ, ʜᴏᴊᴇ ᴇ ꜱᴇᴍᴘʀᴇ!




𝐒𝐄𝐑𝐕𝐈Ç𝐎
𝗼 𝗾𝘂ê: Ebó Coletivo contra a privatização dos Parques (São Bartolomeu; Serra do Conduru; 7 Passagens; e, Pituaçu e Jardim Botânico - em Salvador );
𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼: 10.07(sábado) concentração às 8h;
𝗢𝗻𝗱𝗲: na av. Afrânio Peixoto (Suburbana) - entrada do Parque São Bartolomeu;
𝗖𝗼𝗺𝗼: com equipamentos de proteção contra a pandemia iremos ser o nosso próprio Ebó Coletivo, (ambientalistas, juntamente, com movimentos sociais, grupos culturais, e entidades religiosas e comunitárias);
𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂ê: para garantir o acesso de todos e resguardar a memória dos nossos ancestrais e dos nossos sítios sagrados.

IV Ebó Coletivo em defesa dos Parques“Governador tira a mão do nosso Parque, não é seu!”Para assegurar o direito dos Pov...
08/07/2021

IV Ebó Coletivo em defesa dos Parques
“Governador tira a mão do nosso Parque, não é seu!”

Para assegurar o direito dos Povos e Comunidades tradicionais à terra e a preservação de sítios sagrados, como o Parque São Bartolomeu, a Frente Nacional Makota Valdina, juntamente, com a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu, organizam no próximo sábado, dia 10, o IV “Ebó Coletivo em defesa dos parques”. A ação é em repúdio ao plano nacional e estadual de concessão à iniciativa privada e pela defesa dos parques, com concentração marcada às 8h da manhã, na entrada do Parque pela avenida Afrânio Peixoto (Suburbana).

Além do Parque de São Bartolomeu, pelo esquema do Governo do Estado e o BNDES também estão no plano de concessão a Serra do Conduru - entre Ilhéus, Itacaré e Uruçuca -, Parque das 7 passagens - localizado em Miguel Calmon - e o Jardim Botânico e o Parque de Pituaçu, em Salvador.
Confere o texto completo em:
https://bit.ly/3xnFNZp
ᴍᴀᴋᴏᴛᴀ ᴠᴀʟᴅɪɴᴀ ᴘʀᴇꜱᴇɴᴛᴇ, ʜᴏᴊᴇ ᴇ ꜱᴇᴍᴘʀᴇ!

𝓔𝓫ó 𝓒𝓸𝓵𝓮𝓽𝓲𝓿𝓸 𝓮𝓶 𝓭𝓮𝓯𝓮𝓼𝓪 𝓭𝓸𝓼 𝓟𝓪𝓻𝓺𝓾𝓮𝓼
“𝓖𝓸𝓿𝓮𝓻𝓷𝓪𝓭𝓸𝓻 𝓽𝓲𝓻𝓪 𝓪 𝓶ã𝓸 𝓭𝓸 𝓷𝓸𝓼𝓼𝓸 𝓟𝓪𝓻𝓺𝓾𝓮, 𝓷ã𝓸 é 𝓼𝓮𝓾!”

Para assegurar o direito dos Povos e Comunidades tradicionais à terra e a preservação de sítios sagrados, como o Parque São Bartolomeu, a Frente Nacional Makota Valdina , juntamente, com a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu, organizam no próximo sábado, dia 10, o IV “Ebó Coletivo em defesa dos parques”. A ação é em repúdio ao plano nacional e estadual de concessão à iniciativa privada e pela defesa dos parques, com concentração marcada às 8h da manhã, na entrada do Parque pela Avenida Afrânio Peixoto, Lobato (Suburbana).
Além do Parque de São Bartolomeu, pelo esquema do Governo do Estado da Bahia e o BNDES também estão no plano de concessão a Serra do Conduru - entre Ilhéus, Itacaré e Uruçuca -, Parque das 7 passagens - localizado em Miguel Calmon - e o Jardim Botânico e o Parque de Pituaçu, em Salvador.

Estamos informados das ameaças impostas por este plano de privatização à continuidade do direito ao lazer, à preservação religiosa e à cultura popular. Desta forma, convocamos as comunidades do entorno do Parque São Bartolomeu, os movimentos sociais, negros e ambientais, assim como o Povo de Candomblé para mais um ato de Ebó Coletivo. Não podemos deixar que o nosso patrimônio histórico, material e imaterial seja submetido aos interesses do lucro empresarial. Ressaltamos que o bem público é para todos e todas, o privado é para poucos.
Para isso, estamos cientes de que quando os governos são piores do que o vírus, a população precisa mobilizar-se nas ruas contra os desmandos que vêm ocorrendo, onde são perceptíveis o colapso da saúde pública, o arrefecimento de direitos sociais e congelamento de políticas públicas, tal como o avanço de mazelas como a fome, a violência e o desemprego. Sabemos dos riscos impostos pela pandemia do Covid-19, em meio a lentidão da vacinação, o Brasil segue como o terceiro país com mais casos de Covid-19 no mundo, cerca de 18 milhões e 800 mil infectados e, com mais de 524 mil mortes, segue apenas atrás dos Estados Unidos com 605,5 mil vidas, ocupando a nada honrosa vice liderança global em vidas perdidas pelo coronavírus.

Lançamos no último dia 23 de junho o “Manifesto em Defesa do Parque São Bartolomeu” onde denunciamos os desmontes das políticas ambientais em nosso País. “Esta ação do Governo Rui Costa (PT) da Bahia revela a falta de compromisso social com o Parque São Bartolomeu, seguindo a linha da atual gestão do Ministério do Meio Ambiente, do Governo Bolsonaro (sem partido), que desestrutura toda a sociedade brasileira de forma sistêmica com o apagamento das áreas culturais e ambientais de todo País.”.

No dia 22 de junho fomos surpreendidos com mais um ataque à cultura e às religiões tradicionais e de matriz africana, por meio do registro oficial no Congresso Nacional do Projeto de Lei 2284/2021, feita pelo pastor e deputado federal Abílio Santana (PL) que tenta proibir o arreio de oferendas em locais públicos. Em nota de repúdio divulgada no dia 29 de junho afirmamos que esta ação “violenta o direito constitucional da liberdade religiosa, um impedimento ao cotidiano identitário de Povos Tradicionais de Matriz Africana, uma verdadeira trama constitucional com abuso de poder religioso.”.

Essa forma de inversão de valores demonstra uma clara estratégia de apagamento cultural e da prática de racismo religioso violando dispositivos legais a nível nacional e internacional, como exemplo: a Carta Magna brasileira e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lei a qual o Brasil é signatário.

O Parque São Bartolomeu, área de proteção ambiental, patrimônio material, imaterial e histórico de Salvador, da Bahia e do Brasil é, igualmente, considerado um santuário para as religiões afrodescendentes. Composto de sete cachoeiras, possui uma diversidade de vegetação que é utilizada nos cultos afro-brasileiros. As comunidades ao redor do parque, historicamente, sempre utilizam sua rica floresta como catadores de frutas, folhas das espécies das matas para o sustento e comercialização em feiras livres, um cotidiano de sobrevivência ameaçado por esse projeto de privatização.

Nós povo de Axé baseados na cosmovisão africana e amparados pela legalidade e a força dos nossos Bakulos, juntamente, com movimentos sociais, grupos culturais, e entidades religiosas, construímos a Frente em Defesa Popular do Parque São Bartolomeu cujo caráter de atuação é ser uma unidade suprapartidária que visa a continuidade desse bem comum público natural e popular. Assim como, garantir a livre entrada a este patrimônio, material, imaterial e histórico de forma gratuita para que todos e todas possam acessar.

A Frente Nacional Makota Valdina se constitui como um fórum amplo de defesa das Religiões de Matriz Africana. Formada por redes, coletivos, organizações sociais, associações e terreiros de candomblé tem como propósito organizar a luta nacional contra o racismo e ódio religioso.

Portanto, conclamamos a todes e todxs para se fazerem presentes neste sábado, às 8h. Venham com a máscara protegidos do Covid para o “Ebó Coletivo em defesa dos parques” e, desse modo em espírito do ebó coletivo consigamos fazer com que o executivo estadual desista do programa de concessão à iniciativa privada do Parque São Bartolomeu e abra diálogo com a população para que a gestão participativa e comunitária da unidade de conservação seja fortalecida, visando a proteção da biodiversidade e a relação com as comunidades ao seu entorno. Garantido com isso, a melhor relação entre ser humano e a natureza.

ᴍᴀᴋᴏᴛᴀ ᴠᴀʟᴅɪɴᴀ ᴘʀᴇꜱᴇɴᴛᴇ, ʜᴏᴊᴇ ᴇ ꜱᴇᴍᴘʀᴇ!




𝐒𝐄𝐑𝐕𝐈Ç𝐎
𝗼 𝗾𝘂ê: Ebó Coletivo contra a privatização dos Parques (São Bartolomeu; Serra do Conduru; 7 Passagens; e, Pituaçu e Jardim Botânico - em Salvador );
𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼: 10.07(sábado) concentração às 8h;
𝗢𝗻𝗱𝗲: na av. Afrânio Peixoto (Suburbana) - entrada do Parque São Bartolomeu;
𝗖𝗼𝗺𝗼: com equipamentos de proteção contra a pandemia iremos ser o nosso próprio Ebó Coletivo, (ambientalistas, juntamente, com movimentos sociais, grupos culturais, e entidades religiosas e comunitárias);
𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂ê: para garantir o acesso de todos e resguardar a memória dos nossos ancestrais e dos nossos sítios sagrados.

29/06/2021

𝐍𝐎𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐏𝐔𝐃𝐈𝐎!
A Frente Nacional Makota Valdina, organização que tem como propósito organizar a luta contra o racismo e o ódio religioso, vem a público expressar o repúdio e denunciar mais um caso de racismo institucionalizado e religioso, uma tentativa formal de violentar o direito do culto ao sagrado. Um ato que violenta o direito constitucional da liberdade religiosa, um impedimento ao cotidiano identitário de povos ancestrais de Matriz Africana, uma verdadeira trama constitucional com abuso de poder religioso.

A Frente Parlamentar Evangélica tenta proibir o arreio de oferendas em locais públicos e sagrados às religiões de Matriz Africana, por meio do Projeto de lei 2284\2021, apresentado na última sexta, 22, no Congresso Federal com autoria do pastor evangélico e deputado federal Abílio Santana (PL) que “proíbe a exposição, lançamento ou destinação, de material orgânico ou não, líquidos ou sólidos, matéria viva ou não, objetos sólidos ou rejeitos, que afetem, atentem ou poluam o meio ambiente, obstruam a livre circulação de pessoas e veículos, em todo o Brasil.”.

Depois de tentarem proibir a sacralização de animais nos cultos religiosos de matrizes africanas e serem derrotados no Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, a nova investida de ataque ao Culto ancestral se dá pela violência aos símbolos sagrados como as oferendas e Ebós. Uma verdadeira afronta às práticas litúrgicas das religiões de matriz africanas; às normas internacionais de Direitos Humanos; e, de garantias da preservação da cultura afro-brasileira, como o Estatuto da Igualdade Racial ou a própria Constituição Federal de 1988.

Se caso for aprovado, o projeto de lei do pastor Abilio Santana, além de manifestar-se claramente contra a liberdade religiosa, deixa uma brecha para interpretações “preconceituosa” da prática e pode levar à interdição de terreiros de Candomblé e prisões injustas de adeptos da religião por autoridades administrativas e sanitárias. Demonstra mais uma tentativa direta de atacar as religiões de matriz africana deturpando a cultura e invertendo os valores sociais numa lógica perversa de racismo religioso e intolerância.

Apesar de vivermos em um estado laico, a perseguição e as violências impostas, pública e formalmente pelas cruzadas evangélicas aos Povos de Terreiro não têm limites. Não há respeito, nem tolerância, o que é notório é a tentativa constante do confronto e do apagamento das tradições litúrgicas dos Povo de Terreiros.

A ligação ancestral com a natureza é a base dos cultos religiosos de matriz africana, haja vista que exaltamos os elementos naturais. Cultuamos a energia da terra do fogo; agradamos as encruzilhadas das ruas, as águas salgadas dos rios e cachoeiras; Utilizamos os minerais e os grãos como bases de nossos ritos de purificação e gritamos aos quatros cantos “sem folha não há ancestralidade”, justamente para reafirmar que somos Povos cultivadores da natureza como bem comum e que deve ser preservado.

Seremos penalizados enquanto Povo. Sabemos da necessidade em reeducar a todos nós seres humanos com relação à PRESERVAÇÃO DA NATUREZA, elemento indiscutivelmente importante à sobrevivência. Estamos cientes dos desmandos e retrocessos com relação a biodiversidade apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente nesse governo genocida de Bolsonaro. Sabemos que não é atacando culturas ancestrais e formadoras da identidade nacional que sanaremos com desastres ambientais como as poluições petroquímicas em quilombos e as queimadas criminosas das nossas matas, o que vem acontecendo no Norte do nosso País.

Propagador de fakenews, em abril de 2020, o deputado federal Abílio Santana gravou um vídeo às margens do Rio São Francisco, fazendo uma série de ataques e declarações mentirosas a respeito da responsabilidade da obra. Na gravação, ele faz um agradecimento ao presidente Jair Bolsonaro, que nada tem a ver com o investimento. Uma postura ideológica em detrimento dos interesses e anseios sociais da população baiana.

No entanto, Nós Povos de Terreiros somos descendentes de práticas que preservam o habitat natural, originalmente, somos uma religião cujo dinamismo litúrgico é direcionado ao cuidado e, sobretudo, ao culto da natureza.
Portanto esse enquadramento de apagar o importante papel das religiões de matrizes africanas na preservação da flora e fauna brasileira é ilegítimo e criminoso. Como bem diz nossa griô ancestral Makota Valdina, não queremos que nos tolere, exigimos respeito!”

A Frente Nacional Makota Valdina se constitui como um fórum amplo de defesa das Religiões de Matriz africana. Formada por redes, coletivos, organizações sociais, associações e terreiros de candomblé tem como propósito organizar a luta nacional contra o racismo e ódio religioso. A Frente consolidou-se em 2019 como um espaço estratégico de debates para organização de uma agenda em comum de mobilização e de defesa do Povo de Santo, contra os retrocessos e pela garantia de direitos e irrestrita liberdade de culto ao sagrado.

Nota de Pesar pela Morte da Iyá Maridalva de NanãÉ com bastante pesar que recebemos a notícia do falecimento da Iyá Mari...
03/03/2021

Nota de Pesar pela Morte da Iyá Maridalva de Nanã

É com bastante pesar que recebemos a notícia do falecimento da Iyá Maridalva de Nanã, do Ilê Axé Ibce Alaketu Oulomida - Muritiba/BA.

Nós do Ilê Axé Torrun Gunan, em figura do nosso Babalorixá Reginaldo Santos - Ojagunan e todos seus filhos e filhas de santo deixamos nossas mais sinceras condolências à família de sangue e de axé e aos seus amigos por esta inestimável perda.

Iyá Maridalva de Nanã será sempre lembrada pela sua presença alegre e encantadora. Que Ya Nanã e Oya a guie para um bom lugar.

Com carinho,
Ilê Axé Torrun Gunan

Hoje, dia 15 de setembro, comemora-se o dia do Ogan, e o  Ilê Axé Torrun Gunan saúda todos os Ogans, em especial os filh...
15/09/2020

Hoje, dia 15 de setembro, comemora-se o dia do Ogan, e o Ilê Axé Torrun Gunan saúda todos os Ogans, em especial os filhos de nossa casa!

A Câmara Municipal de São Paulo alterou a lei N° 14.485, de 19 de julho de 2007, para incluir o dia do Ogan, a ser comemorado anualmente no dia 15 de setembro, tendo como parte da justificativa a complexidade do exercício desse cargo religioso e sua importância no funcionamento dos terreiros.

Em declaração no documento está que:
“Ogã é um cargo consagrado nas casas de matriz africana que tem como objetivo auxiliar os sacerdotes destas casas em diversas funções, entre elas o toque dos atabaques. Mas existem muitas outras tarefas dentro deste cargo, como realizar diversos rituais, manter e preservar a disciplina e a ordem das casas, assim como as questões políticas de cada movimento.”

Em comemoração a esta data, trazemos uma declaração do que é ser Ogan de um dos Ogans de nossa casa, Ofakojo, conhecido por outros como Rafael Mota .mota87.

“Ser Ogan é ter a sensibilidade de perceber a energia do sagrado, evocando-a pelo toque e pelo canto! Ser Ogan é carregar consigo a responsabilidade de ser pai, zelar pelos fundamentos e segredos, além de compartilhar saberes que encantam!!!”

Numa comunidade de terreiro composta por muitos jovens e mais velhos, como conduzir uma prática ancestral dialogando com...
15/09/2020

Numa comunidade de terreiro composta por muitos jovens e mais velhos, como conduzir uma prática ancestral dialogando com perspectivas sociais atuais?
Sobre isso conversaremos com o meu amigo, irmão e Bàbálòrìṣà Reginaldo de Ogyan - Bàbá Ojagunan.
Neste momento também será o lançamento do perfil da nossa comunidade no Instagram, o Ilê Axé Torrun Gunan onde traremos conteúdos com muita informação e qualidade sobre a nossa Religião e sobretudo, a vivência do nosso Egbé.
Reginaldo de J. Santos, Babalorixá Dofono Ojagunan, filho de Dari Mota. Iniciou sua vida no candomblé em 2000 paralelo a sua vida social onde atuava como educador social focado em ações de desenvolvimento comunitário. A frente do Ilê Axé Torrun Gunan atua no combate a intolerância religiosa e racismo ambiental, por acreditar que o candomblé precisa atuar junto ao combate as mazelas sociais.
Até quarta!
Ire o!

Por motivo de forças maiores estamos CANCELANDO o nosso 3° Ebó Coletivo em Live marcado para logo mais, às 19h. Logo est...
17/08/2020

Por motivo de forças maiores estamos CANCELANDO o nosso 3° Ebó Coletivo em Live marcado para logo mais, às 19h. Logo estaremos publicando a nova data da Live.

Que estejamos na paz de Olorum!

𝙀𝙗ó 𝘾𝙤𝙡𝙚𝙩𝙞𝙫𝙤 𝙚𝙢 𝙡𝙞𝙫𝙚: “𝙑𝙞𝙤𝙡ê𝙣𝙘𝙞𝙖 𝙋𝙤𝙡𝙞𝙘𝙞𝙖𝙡, 𝙏𝙚𝙧𝙧𝙞𝙩ó𝙧𝙞𝙤𝙨 𝙉𝙚𝙜𝙧𝙤𝙨 𝙚 𝙋𝙖𝙣𝙙𝙚𝙢𝙞𝙖𝙨”A pandemia do Covid-19 agravou seriamente a si...
14/08/2020

𝙀𝙗ó 𝘾𝙤𝙡𝙚𝙩𝙞𝙫𝙤 𝙚𝙢 𝙡𝙞𝙫𝙚: “𝙑𝙞𝙤𝙡ê𝙣𝙘𝙞𝙖 𝙋𝙤𝙡𝙞𝙘𝙞𝙖𝙡, 𝙏𝙚𝙧𝙧𝙞𝙩ó𝙧𝙞𝙤𝙨 𝙉𝙚𝙜𝙧𝙤𝙨 𝙚 𝙋𝙖𝙣𝙙𝙚𝙢𝙞𝙖𝙨”

A pandemia do Covid-19 agravou seriamente a situação de vulnerabilidade social da população negra que habitam as periferias. O racismo estrutural nos implica um isolamento histórico que nos condena a acessar as mínimas garantias de direitos e viver em condições sub-humanas sob controle social de uma política de segurança pública punitivista, genocida e excludente. Somos 75% dos mais pobres deste País e os que tem menos acesso aos serviços de habitação e saúde pública digna, segundo dados do IBGE 2018. Com esta reflexão, na próxima segunda, dia 17, às 19h, a Frente Nacional Makota Valdina* realizará o 3° Ebó Coletivo em Live com o tema: “𝑽𝒊𝒐𝒍ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝑷𝒐𝒍𝒊𝒄𝒊𝒂𝒍, 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒊𝒕ó𝒓𝒊𝒐𝒔 𝑵𝒆𝒈𝒓𝒐𝒔 𝒆 𝑷𝒂𝒏𝒅𝒆𝒎𝒊𝒂𝒔.”.

A Live terá como convidadas – a integrante do Movimento de Mulheres Negras da Bahia, 𝗟𝗶𝗻𝗱𝗶𝗻𝗮𝗹𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝗮𝘂𝗹𝗮; a coordenadora do Movimento Sem Teto da Bahia e integrante das Mães de Maio, 𝗠𝗶𝗿𝗮 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀; e, a cientista social e ativista do movimento social/negro 𝗠𝗮𝗿𝗰𝗶𝗮 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮 com mediação do jornalista e articulador político 𝗘𝗱𝘂𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗠𝗮𝗰𝗵𝗮𝗱𝗼.

𝘈𝘤𝘰𝘮𝘱𝘢𝘯𝘩𝘦𝘮 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘢 𝘓𝘪𝘷𝘦:
https://bit.ly/2PPaFxY

A pandemia do Covid-19 agravou seriamente a situação de vulnerabilidade social da população negra que habitam as periferias. O racismo estrutural nos implica um isolamento histórico que nos condena a acessar as mínimas garantias de direitos e viver em condições sub-humanas sob controle social de uma política de segurança pública punitivista, genocida e excludente. Somos 75% dos mais pobres deste País e os que tem menos acesso aos serviços de habitação e saúde pública digna, segundo dados do IBGE 2018. Com esta reflexão, na próxima segunda, dia 17, às 19h, a Frente Nacional Makota Valdina realizará o 3° Ebó Coletivo em Live com o tema: “𝙑𝙞𝙤𝙡ê𝙣𝙘𝙞𝙖 𝙋𝙤𝙡𝙞𝙘𝙞𝙖𝙡, 𝙏𝙚𝙧𝙧𝙞𝙩ó𝙧𝙞𝙤𝙨 𝙉𝙚𝙜𝙧𝙤𝙨 𝙚 𝙋𝙖𝙣𝙙𝙚𝙢𝙞𝙖𝙨”

A Live terá como convidadas – a integrante do Movimento de Mulheres Negras da Bahia,𝗟𝗶𝗻𝗱𝗶𝗻𝗮𝗹𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝗮𝘂𝗹𝗮; a coordenadora do Movimento Sem Teto da Bahia e integrante das Mães de Maio, 𝗠𝗶𝗿𝗮 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀 ; e, a cientista social e ativista do movimento social/negro 𝗠á𝗿𝗰𝗶𝗮 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮 com mediação do jornalista e articulador político 𝗘𝗱𝘂𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗠𝗮𝗰𝗵𝗮𝗱𝗼.

𝗢𝘀 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗻𝗱𝗲𝗺𝗶𝗮, mas o cenário é que a desigualdade racial no Brasil se expressa de modo cristalino no que se refere a violência e a letalidade das policias que aumentaram, claramente, mesmo em tempos de quarentena. Basta analisarmos os casos com ampla cobertura dos meios de comunicação, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘀 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗼𝗽𝗲𝗿𝗮çõ𝗲𝘀 𝗽𝗼𝗹𝗶𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗱𝗼𝗹𝗲𝘀𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗝𝗼𝗮𝗼 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼, 𝟭𝟰, (𝗲𝗺 𝟭𝟵 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼) 𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗶𝗰𝗮𝗲𝗹 𝗦𝗶𝗹𝘃𝗮, 𝟭𝟮, (𝗲𝗺 𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗻𝗵𝗼) 𝗻𝗼𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗥𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗲 𝗕𝗮𝗵𝗶𝗮,, consequentemente, nos traz a memória uma realidade que buscam naturalizar cotidianamente.

Não se trata de um caso isolado e o isolamento posto pelo Covid-19 demonstrou este fato, pois mesmo dentro de nossas casas somos mortos violentamente. As máscaras, o álcool em gel e a estabilidade de estar em casa não param balas e nem a brutalidade ra***ta e criminalizante das policias nos territórios negros.

Os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, saltou 23,1%. Os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional deste país. E de acordo com o Ministério da Saúde, somos também as principais vítimas das mortes pelo Covid - 19, entre os “pretos e pardos” tivemos um aumento no mês de maio de 32,8% para 54,8% de mortes.

Para que possamos refletir o genocídio negro neste País, as consequência relativas do racismo estrutural e as violências correlatas, assim como denunciar e apontar soluções na redução da violência e letalidade policial, é necessário que esses dados sejam levados em consideração e alvo de profunda reflexão!

O Ebó Coletivo em live é um encontro para ligarmos nossos pensamentos e intenções, assim fortalecendo em massa ao mesmo momento, nossa espiritualidade e ancestralidade para edificarmos nossas lutas e combatermos em unidade males da humanidade. Como pontuava Makota Valdina, "a união de nosso povo é o ebó mais poderoso que existe!".

𝘈𝘤𝘰𝘮𝘱𝘢𝘯𝘩𝘦𝘮 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘢 𝘓𝘪𝘷𝘦!

Endereço

Residencial Morada Da Lagoa, Fazenda Coutos 3
Coutos, BA
41306745

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