Calvinismo Realista

Calvinismo Realista Página centralizada nas escrituras e na visão reformada para levar o evangelho ao mundo.

26/11/2024

Descubra o Almanaque de Esboços de Pregações Reformadas do Novo Testamento e enriqueça sua fé! 🌟 Com mais de 100 esboços detalhados, organizados por temas e passagens bíblicas, você terá uma ferramenta poderosa para aprofundar seu conhecimento. Cada esboço vem com contextualização teológica, exegese bíblica e aplicações práticas, conectando doutrina e vida diária de forma transformadora. Além disso, inspire-se com citações e conceitos puritanos que trazem profundidade espiritual à mensagem. Uma oportunidade única para crescer na fé! ✝️

📜 Quem foram os Puritanos? 📜Os Puritanos foram um grupo de cristãos reformados que viveram entre os séculos XVI e XVII, ...
02/11/2024

📜 Quem foram os Puritanos? 📜

Os Puritanos foram um grupo de cristãos reformados que viveram entre os séculos XVI e XVII, marcados por sua busca intensa de uma vida dedicada a Deus e à pureza das Escrituras. Nascidos no contexto da Reforma Protestante, eles se destacaram por seu desejo de reformar e purificar a Igreja Anglicana, buscando uma fé mais bíblica e autêntica.

🔍 Características dos Puritanos:

Amor pela Escritura 📖 – Para os Puritanos, a Bíblia era a autoridade final em todas as áreas da vida. Eles defendiam a necessidade de ler, estudar e aplicar a Palavra de Deus de forma prática no dia a dia.

Disciplina e Santidade 🙏 – A santificação era um dos principais pilares de suas vidas. Eles acreditavam que a verdadeira fé deveria ser refletida em ações e atitudes que honrem a Deus, com uma devoção constante e sincera.

Simplicidade no Culto ⛪ – Rejeitando excessos e tradições que consideravam não bíblicas, os Puritanos defendiam cultos simples, centrados na pregação e na oração, sempre com o foco nas Escrituras.

Influência na Sociedade 🌍 – O legado puritano moldou não só a igreja, mas também a sociedade. Sua ética de trabalho, disciplina e valores ainda inspiram gerações até hoje.

Os Puritanos nos lembram da importância de buscar a Deus de todo o coração, com seriedade e compromisso com a Sua Palavra. Eles são um exemplo de fé sólida, que ainda ecoa em nossos dias, nos chamando a uma vida de devoção e reverência.

Qual é a relação entre vida moral e vida intelectual? Será que  os vícios morais podem atrapalhar o nosso processo de aq...
24/06/2024

Qual é a relação entre vida moral e vida intelectual? Será que os vícios morais podem atrapalhar o nosso processo de aquisição de conhecimento? Quais são os vícios morais mais comum nos debates na internet? Essas e outras questões estaremos abordando na live de hoje.

“Vinde, cantemos ao Senhor” (Salmo 95:1)Deus nos criou para cantar. A música nos capacita a tomar nossos mais profundos ...
10/05/2024

“Vinde, cantemos ao Senhor” (Salmo 95:1)

Deus nos criou para cantar. A música nos capacita a tomar nossos mais profundos pensamentos e sentimentos e expressá-los de uma forma que as meras palavras não podem fazê-lo. A capacidade de cantar é até mesmo um aspecto da nossa criação à imagem de Deus. Deus canta! “Ele regozijar-se-á em ti com cântico” (Sofonias 3:17, KJV). Que pensamento magnificente: Nosso cântico resultante do deleite em Deus é um reflexo do seu cântico resultante do deleite em seu povo redimido!

Algumas igrejas Presbiterianas e Reformadas usam somente os Salmos em sua adoração. Eles crêem que aqueles são os únicos cânticos que Deus ordenou para uso na adoração. Nós também cantamos salmos porque a Bíblia nos ordena a fazê-lo (ver Ef. 5:19; Cl. 3:16; Tg. 5:13). Esse é o motivo de algumas igrejas terem um saltério nos bancos, juntamente com seu hinário regular. Há outros cânticos que não os Salmos que são usados na adoração na Bíblia (e.g., Ex. 15; Ap. 15:3-4), e a Igreja Presbiteriana Ortodoxa2 ensina que é apropriado cantar hinos que possuam essas três características:

1. Eles devem ser totalmente bíblicos em sentimento e expressão.
2. Devem conter expressões verdadeiras e ricas de louvor a Deus.
3. Devem ter melodias que a congregação possa cantar, e que sejam veículos apropriados para a expressão das palavras a serem cantadas.

Você notará que os salmos (para cântico) e hinos são usados em vários lugares no serviço de adoração. O hino de abertura pretende ser uma resposta adequada ao chamado à adoração. Seu propósito é focar nossa adoração em Deus. O hino seguindo a certeza do perdão e promessas de Deus nos capacita a agradecermos a Deus por suas misericórdias. O hino antes do sermão freqüentemente implora o auxílio do Espírito Santo à medida que ouvimos a Palavra de Deus pregada. O hino de fechamento é escolhido para nos despedir com confiança na graça do Senhor, para servi-lo no mundo.

William Shishko - tradução de Felipe Sabino

19/03/2022

1. Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?
2. Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
3. Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
4. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
5. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.
6. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
Salmos 2:1-6

"Perceba a sublimidade dessa calma divina. Enquanto os pagãos e seus príncipes estão conspirando e planejando quebrar as correntes de Deus e livrar-se do Seu domínio, Ele já derrotou seus artifícios e lhe diz: "Estabeleci meu rei no trono em Sião, em meu santo monte". "Vocês não querem que meu filho reine sobre vocês; não obstante, Ele reina. Enquanto vocês estiveram enfurecidos, eu o coroei. A imaginação de vocês é realmente vã, porque eu os previni e o estabeleci em Seu trono. Ouçam-no proclamar o meu decreto e afirmar a Sua soberania filial." Deus está sempre à frente dos seus adversários = eles vêem suas conspirações serem frustadas e suas artimanhas serem confundidas ainda antes de começarem a executar seus planos. Por decreto de Deus, o eternamente bendito Filho do Altíssimo é colocado no poder e exaltado ao Seu trono. Os governantes não podem arrebatar da Sua mão o cetro, nem arrancar da Sua cabeça a coroa = Jesus reina e deve reinar até que todos os inimigos sejam colocados sob os Seus pés. Deus o estabeleceu firmemente no santo monte Sião, e as nações em fúria não são capazes de derrubá-lo".

Charles Spurgeon - Christ's Universal Kingdom, and How It Comes. sermão de 1880

18/03/2022

1. Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
Salmos 1:1-3

Cuide de ter algo digno para se deleitar! Eu não entendo como certas pessoas passam pelo mundo sem nunca demonstrar qualquer tipo de pura empolgação, mas que, ao invés disso, ficam se lastimando do primeiro dia de janeiro até o último de dezembro. Para elas. A vida deve ser uma realidade lamentável. Os olhos brilhantes e o rosto sorridente são o que Deus desejou que os homens tivessem, e elas não percebem toda a beleza da vida a menos que, às vezes, os possuam. Ora, mais do que todos os homens, o cristão deve ter o que o mundo chama de "férias e noites com fogueira" - seus dias de alegria, momentos de risadas santas, períodos de satisfação transbordante. Não! Eu penso que ele deve se esforçar para tê-los sempre, pois nos é ensinado: "Busque no Senhor a sua alegria, e Ele lhe dará os desejos de seu coração".

Charles Spurgeon - The truly blessed Man. Sermão de 1864

25/02/2022

A criação EX NIHILO (A partir do nada), implica duas coisas: Primeira, não existia nenhum poder antecedente para impulsionar Deus; nem ninguém para fazer-lhe sugestões ou alterações em seus planos. Muito menos alguém para frustrar-lhe os propósitos. Deus estava sozinho e podia fazer tudo o que lhe agradasse.

Segunda, após Deus criar algo, o objeto não possuía autoridade para questionar: “Por que me fizeste assim?”. Uma garriça não tem o direito de reclamar por não ser um elefante. Deus decidiu criar o mundo, e este, por definição inclui diferenças. Objetos diferentes não têm o direito de questionar Deus pelas características recebidas ou não. Ele não deve satisfação a ninguém. Deus distribui asas, patas, chifres e cérebros da forma que julgar apropriada. Ninguém pode exigir nada de Deus.

Vários itens do parágrafo anterior são apresentados com mais ou menos detalhes em toda a Bíblia. Eles estão incluídos na doutrina da criação. Esta verdade implica o controle absoluto e soberano do Criador sobre a criatura dependente. E controle completo é predestinação. Dessa forma, a primeira frase da Bíblia revela prontamente a doutrina a ser estudada aqui.

Todavia, os arminianos, ao menos os que escaparam da contaminação do liberalismo, crêem na criação. Porém, falham em perceber seu significado. Eles supõem, especialmente no caso dos seres humanos — e talvez dos anjos —, que, por terem sido criados, podem alegar de forma legítima que Deus é obrigado a tratá-los da forma como desejarem, e não como Deus decidir fazê-lo. Os seres humanos têm direitos que devem ser respeitados por Deus. No entanto, a verdade é o contrário disso! O homem não possui direitos intrínsecos! Sejam quais forem os “direitos” relativos aos seres humanos, embora o termo não seja apropriado — como ocorre com as características humanas –, eles lhes foram outorgados por Deus. O Criador pode conceder, reter ou privar-lhes dos direitos que desejar. Não importa o que seja concedido ao homem, isso não lhe pertence por natureza. Ninguém pode requerer nada do Criador.

Gordon Clark - Predestination

Nem toda "Igreja" tem como atração principal o Deus vivo. Muitas igrejas se quer sabem a quem louvar dentro do espaço qu...
07/01/2020

Nem toda "Igreja" tem como atração principal o Deus vivo. Muitas igrejas se quer sabem a quem louvar dentro do espaço que chamam de templo.
Isso reflete diretamente no tipo de "evangelho" que é pregado por ai, e conseqüentemente no tipo de "cristão" que temos hoje.
Festas, eventos, shows, e uma série de entretenimento são usados como "desculpa" para atrair as pessoas, sendo que o principal, Aquele que é Completo, O Deus Vivo, é colocado em último plano.

"[...]A predestinação a qual as Escrituras principalmente tratam é a que diz respeito aos homens, e é composta por duas ...
06/07/2019

"[...]A predestinação a qual as Escrituras principalmente tratam é a que diz respeito aos homens, e é composta por duas partes, eleição e reprovação; a primeira é uma predestinação para a vida e a outra para a morte.

I. A eleição, que é uma predestinação para a vida, é um ato da livre graça de Deus, de Sua vontade soberana e imutável, pela qual desde toda a eternidade Ele escolheu em Cristo, a partir da massa comum da humanidade, alguns homens, ou um certo número deles, para participar das bênçãos espirituais aqui, e da felicidade no futuro, para a glória de Sua graça.

1. Os objetos da eleição são alguns homens, não todos, o que supõe uma escolha; se todos fossem tomados não haveria escolha; chamado, portanto, de um remanescente segundo a eleição da graça (Romanos 11:3).Trata-se de um certo número, que apesar de desconhecido para nós, quantos e quem são eles, são conhecidos por Deus; o Senhor conhece os que são Seus (2 Timóteo 2:19). E embora eles são em si uma grande multidão, que nenhum homem pode numerar (Apocalipse 7:9), no entanto, quando comparados com aqueles de quem eles são escolhidos, eles são poucos; muitos são chamados, mas poucos escolhidos (Mateus 20:16). Estes são escolhidos a partir da mesma massa comum da humanidade, seja esta considerada como corrupta ou pura; todos estavam em pé de igualdade quando a escolha foi feita; não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra (Romanos 9:21)? Estes não são nações inteiras, igrejas e comunidades, mas determinadas pessoas, cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro; “Amei a Jacó...”; “Saudai a Rufo, eleito no Senhor”; “Como também nos elegeu nele... ” (Romanos 9:13; 16:13; Efésios 1:4), e não um conjunto de preposições, mas pessoas; não características, mas homens; ou não os homens sob tais e tais características, como crentes, santos e etc. , mas os homens como não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (Romanos 9:11).

2. Este ato da eleição, é um ato da livre graça de Deus, pois Ele não é movido por qualquer motivo ou condição no objeto escolhido; pelo que é chamado de a eleição da graça; a respeito da qual o raciocínio do apóstolo é forte e invencível; se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra (Romanos 11:5-6), é de acordo com a vontade soberana e imutável de Deus, e não de acordo com a vontade ou obras dos homens; nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade (Efésios 1:5), e novamente, verso 11, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; portanto, está imutavelmente firme e seguro, para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama (Romanos 9:11).

3. Este ato da eleição é independentemente da fé, santidade e boas obras como causas ou condições da mesma; fé flui a partir dela; é um fruto e efeito dela, é assegurada por ela, e é tida como consequência da eleição: e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna (Atos 13:48), por isso é chamado de a fé dos eleitos de Deus (Tito 1:1), e embora a santidade seja um meio fornecido no ato da eleição, não é a sua causa; os homens são escolhidos, não porque eles são santos, mas para que eles sejam santos (Efésios 1:4), as boas obras não são anteriores, mas são consequentes à eleição; a eleição não provém das obras, como antes observado, e ela ocorreu antes que qualquer uma das boas obras fossem feitas (Romanos 9:11; 11:5-6), elas são os efeitos do decreto de Deus, e não a causa dele; Deus as preordenou para que andássemos nelas (Efésios 2:10).

4. O ato da eleição foi feito em Cristo, como a cabeça, em Quem todos os eleitos foram escolhidos, e em cujas mãos, por este ato de graça, foram colocadas as suas pessoas, graça e glória; e este é um ato eterno de Deus nEle; como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), e assim o apóstolo diz aos tessalonicenses (2 Tessalonicenses 2:13), ... vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação; não a partir da primeira pregação do Evangelho para eles, ou a partir do momento de sua conversão por meio da pregação, mas desde o início dos tempos, até mesmo desde toda a eternidade, como o termo é utilizado em Provérbios 7:23, portanto, nada feito no tempo poderia ser a causa ou a condição disso.

5. Para que os homens são escolhidos por este ato: graça aqui, e glória no porvir; todas as bênçãos espirituais, adoção, justificação, santificação, fé da verdade, e a salvação por Jesus Cristo. Salvação é o fim proposto no que diz respeito aos homens; santificação do Espírito e fé na verdade, são os meios apontados e preparados para essa finalidade.Efé- sios 1:4-5, Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção...”. 2 Tessalonicenses 2:13, Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade. 1 Pedro 1:2, Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo...”. 1 Tessalonicenses 5:9: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salva- ção, por nosso Senhor Jesus Cristo”.

6. Tanto os meios quanto o fim são seguros para os eleitos, uma vez que este é um ato da vontade imutável de Deus; estes são redimidos pelo sangue de Cristo: Ele morreu por seus pecados, e fez expiação por eles; eles são justificados pela Sua justiça, e nenhuma acusa- ção pode ser feita contra eles; eles são eficazmente chamados pela graça de Deus; eles são santificados pelo Seu Espírito; eles perseverarão até o fim, e não podem total e finalmente, ser enganados e cair, mas serão eternamente glorificados, Romanos 8:33-34: Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu... ; Romanos 8:30: E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Mateus 24:24: Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

7. O fim último de tudo isso, no que diz respeito a Deus, é a Sua própria glória; a glória de todas as Suas perfeições Divinas; a glória de Sua sabedoria na formação de um tal esquema, ao estabelecer tal propósito, e preparar meios adequados para ele; a glória da Sua justiça e santidade, na redenção e salvação desses escolhidos, através do sangue, justiça e sacrifício de Seu Filho; e da glória da Sua rica graça e misericórdia demonstradas em Sua bondade para com eles por meio dEle; e a suma disso é para o louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado (Efésios 1:6)"

25/02/2019

Os filhos combativos de Machen - John M. Frame

7. Dons carismáticos

A maioria dos cristãos reformados sustenta que os dons de línguas e profecia do Novo Testamento cessaram no final da era apostólica. O conceito de que esses dons continuam na igreja é considerado conflitante com o princípio Sola Scriptura, em particular a declaração da Confissão de fé de Westminster (1.1) sobre terem cessado “os antigos modos de Deus revelar a sua vontade ao seu povo”. Todavia, alguns argumentam que, embora a Escritura seja nosso padrão suficiente de fé e vida, Deus às vezes se revela de outras formas. João Calvino disse que Paulo aplicou o termo profeta em Efésios 4.11 “não a quaisquer intérpretes da vontade divina, mas aos que recebiam alguma revelação particular. Hoje, tais profetas não mais existem ou não têm notoriedade [ênfase minha]”. Esses profetas foram “instrumentais em revelar mistérios e predizer eventos futuros”; “e, por vezes, [o Senhor] ainda os suscita na medida em que a necessidade dos tempos o exige”.[24] Mais tarde na mesma discussão, Calvino diz que Deus até mesmo suscitou apóstolos (provavelmente se referindo a Lutero) no seu tempo, com propósitos extraordinários.[25] Samuel Rutherford, membro da Assembleia de Westminster, registra predições sobrenaturais do futuro entre os reformadores.[26] Vern Poythress também cita relatos de tais profecias extraordinárias de John Flavel, vários pactuantes escoceses, Peter Marshall,Cotton Mather e outros.[27] Poythress argumenta que mesmo considerando a cessação dos dons apostólicos, ainda é possível reconhecer obras extraordinárias do Espírito hoje bastante análogas aos dons apostólicos.[28]

Todavia, dois pastores da OPC foram disciplinados por considerar possível que o Espírito faça isso hoje; e muitos mais, em várias denominações reformadas, tiveram a ordenação negada com base nesses fundamentos. Um argumento comum é que as igrejas reformadas devem “testemunhar contra o movimento carismático moderno”. Parece, contudo, que ao tomar essa posição as igrejas reformadas também testemunham contra parte da sua história.

____________________________

[24] A instituição da religião cristã 4.3.4 (Tomo II). São Paulo: Unesp, 2009, p. 504.

[25] Eis a afirmação de Calvino: “Não nego que depois Deus tenha suscitado apóstolos, ou ao menos evangelistas em lugar destes, como sucede em nossos dias, porque era preciso que tais homens conduzissem a Igreja para longe da defecção do Anticristo”. [N. do T.]

[26] Rutherford, A Survey of Spiritual Antichrist (London: Andrew Crooke, 1948) p. 17,42-4, citado por Poythress; veja próxima nota.

[27] Poythress, Modern Spiritual Gifts as Analogous to Apostolic Gifts: AffirmingExtraordinary Works of the Spirit within Cessationist Theology (Glenside, PA:Westminster Campus Bookstore, n. d.). Veja também Greg Barrow, A Reformation Discussion of Extraordinary Predictive Prophecy Subsequent to the Closing of the Canonof Scripture (Edmonton, AL: Still Waters Revival Books, 1998). O último autor e editor representam a Puritan Reformed Church, uma denominação extremamente pequena e altamente tradicionalista que considera a maiora dos grupos presbiterianos conservadores (como OPC, PCA, RPNA) como apóstatas por não subscreverem à Solemn League and Covenant [Solene liga e aliança] escocesa. Neste caso, ironicamente, o próprio tradicionalismo os levou a uma posição considerada na OPC uma concessão ao movimento carismático moderno.

[28] Poythress, Modern Spiritual Gifts.

John Frame - Os filhos combativos de Machen - página 22.

21/02/2019

Mas então ele (Macdonald) continua: “Essas duas doutrinas, eleição e liberdade de escolha, criam um conflito irreconciliável na mente humana”. Eu concordo que a soberania divina contradiz a liberdade humana, mas onde a Escritura ensina a liberdade humana? Eu nego que os seres humanos sejam livres no sentido de serem livres de Deus; isto é, eu afirmo com a Escritura que Deus possui e exerce controle absoluto e constante sobre a vontade humana. Se MacDonald afirma a liberdade humana, então ele deve prová-la pela Escritura.

Em outro lugar, MacDonald escreve:

"Mas a mesma Bíblia que ensina a eleição soberana de Deus ensina também a responsabilidade humana... Como podemos reconciliar essas duas verdades? O fato é que não podemos. Para a mente humana elas estão em conflito. Mas a Bíblia ensina ambas as doutrinas, e assim deveríamos crer nelas, contentes em saber que a dificuldade reside em nossas mentes e não na de Deus."

Primeiro, devemos distinguir entre liberdade humana e responsabilidade humana — elas são duas coisas diferentes. Muitas pessoas assumem que a responsabilidade humana depende da liberdade humana — isto é, elas pensam que os humanos são responsáveis porque eles são livres, e que se eles não são livres, então eles não podem ser responsáveis. Mas por qual argumento bíblico, teológico ou filosófico eles estabelecem isso? Isso é quase sempre assumido sem argumento, mas eu rejeito essa premissa injustificada. Pelo contrário, eu afirmo que embora a soberania divina contradiga a liberdade humana, e que a Escritura nunca ensina a liberdade humana, a soberania divina não contradiz a responsabilidade humana, e que a Escritura deveras ensina a responsabilidade humana.

Segundo, MacDonald falha em entender a natureza de uma contradição. Ele diz que se a Bíblia afirma duas doutrinas contraditórias, então devemos afirmar ambas. De acordo com MacDonald, a Bíblia afirma a soberania divina, e então ela afirma também o que parece para ele a contraditória doutrina da responsabilidade humana. Visto que a Bíblia afirma ambas, devemos afirmar ambas também. O que ele não percebe é que se essas doutrinas são realmente contraditórias, então afirmar uma é negar a outra, de forma que é impossível afirmar ambas ao mesmo tempo.

Se essas duas doutrinas contradizem uma a outra, então quando você lê sobre a soberania divina na Bíblia, você não está lendo somente uma afirmação da soberania divina, mas também uma negação da responsabilidade humana. Da mesma forma, uma afirmação bíblica da responsabilidade humana é equivalente a uma negação da soberania divina. Portanto, se as duas doutrinas se contradizem, seria da mesma forma fácil dizer que a Bíblia nega tanto a soberania divina como a responsabilidade humana. Dizer que essas duas doutrinas somente parecem ser contraditórias à mente humana é irrelevante, pois mesmo se for verdade que elas somente parecem contradizer uma a outra, permanece que nenhuma mente humana pode afirmar ambas as doutrinas, mesmo que Deus possa afirmar ambas.

A menos que MacDonald acuse a Bíblia de conter erro, ele deve ou negar uma das duas doutrinas como sendo anti-bíblica, ou ele deve admitir que elas não se contradizem. O problema real é que muitos comentaristas recusam admitir que eles não têm a sutileza de pensamento ou a inteligência para harmonizar as duas doutrinas — isto é, se elas precisam, antes de tudo, serem harmonizadas. Pelo contrário, é como se eles pensassem que se eles não podem harmonizar as duas doutrinas, então certamente nenhuma mente pode! Por outro lado, eu afirmo que a Bíblia ensina tanto a soberania divina como a responsabilidade humana, e eu afirmo que as duas doutrinas não se contradizem — não há nem mesmo uma contradição aparente.

Vincent Cheung

21/02/2019

É somente por causa do raciocínio pobre que o assunto da justiça é usado contra a doutrina da reprovação. Em seus vários termos, a objeção equivale ao seguinte:

1. A Bíblia ensina que Deus é justo.
2. A doutrina da reprovação é injusta.
3. Portanto, a Bíblia não ensina a doutrina da reprovação.

Contudo, a premissa (2) tem sido assumida sem garantia. Por qual padrão de justiça uma pessoa julga que a doutrina da reprovação é justa ou injusta? Em contraste ao acima, o cristão raciocina da seguinte forma:

1. A Bíblia ensina que Deus é justo.
2. A Bíblia ensina a doutrina da reprovação.
3. Portanto, a doutrina da reprovação é justa.

O ponto essencial é se a Bíblia afirma a doutrina; uma pessoa não deve assumir se ela é justa ou injusta de antemão. Visto que Deus é o único padrão de justiça, e visto que a Bíblia afirma a doutrina da reprovação, isso significa que a doutrina da reprovação é justa por definição. Calvino observa:

Porque a vontade de Deus é de tal maneira a suprema e infalível regra de justiça, que tudo quanto ela quer, pelo simples fato de querê-lo há de ser tido como justo. Por isso, quando se pergunta a causa de que Deus o tenha feito assim, devemos responder: porque quis. Pois se se insiste perguntando por que quis, como isso se busca algo superior e mais excelente do que a vontade de Deus; o qual é impossível achar. Refreiem-se, pois, a temeridade humana, e não busque o que não existe, para que não seja que não ache o que existe. *1

*1 Calvin, Institutes; p. 956, (III, xxiii, 8).

Vincent Cheung

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