Comunidade Missionária Divina Misericordia

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Comunidade Missionária de Aliança e Vida Divina Misericórdia
Site: www.cmisericordia.com.br
E Mail: [email protected]
Casa Mãe: 016 3662 5598
Lar Madre Teresa de Calcutá: 016 3662 1767
Retiro Santa Paulina: 016 9996 0709

25/08/2026
SÃO LUÍS – DIA 25 DE AGOSTOLuís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy. Era fil...
25/08/2026

SÃO LUÍS – DIA 25 DE AGOSTO
Luís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy. Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos, que Luís IX tornou-se um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja.
Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade — a piedade e a humildade —, e que o fizeram o modelo de "rei católico".
Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma jovem princesa, que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época. Tinha coração e espírito sempre voltados para as coisas de Deus, lia com frequência a Sagrada Escritura e as obras dos santos Padres e aconselhava-as a todos os seus nobres da Corte. Com o auxilio da rainha, fundou igrejas, conventos, hospitais, abrigos para os pobres, órfãos, velhos e doentes. O casal real teve dez filhos, todos educados como eles e por eles. Como resultado desta firme educação cristã, foram reis e rainhas de muitas cortes, que governaram com sabedoria, prudência e caridade.
Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que, segundo a tradição, era a mesma usada na cabeça de Jesus, ele mandou erguer uma belíssima igreja para abrigá-la numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris.
Acometido de uma grave doença, em 1245 Luís IX quase morreu. Então, fez uma promessa: caso sobrevivesse, empreenderia uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa. Mas em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Tunis, foi acometido pela peste e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270.
Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII declarou santo Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte. São Luís, rogai por nós!

REFLEXÃO – TERÇA 21ª. SEMANA COMUM - ANO PAR 25/08/2026 Amados irmãos e irmãs“Guias cegos! Filtrais um mosquito e engoli...
25/08/2026

REFLEXÃO – TERÇA 21ª. SEMANA COMUM - ANO PAR 25/08/2026
Amados irmãos e irmãs
“Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo”.
Hipócrita é a palavra para dizer do ator de teatro que representa uma peça. A hipocrisia dos escribas e fariseus consiste em dizer uma coisa e fazer outra.
Jesus vai chamar a atenção para a exagerada preocupação com o exterior, com as aparências que não nos levam a nada e a lugar algum. Ele desmascara todos aqueles que se escondem atrás de uma fachada religiosa para enganar a comunidade.
O que Jesus quer é que vivamos de acordo com os seus mandamentos que se resumem no amor fraterno, de onde brota a “misericórdia”, isto é, ama até os que não merecem ser amados (misericórdia= dar o coração aos miseráveis). Jesus nos recorda as grandes exigências de todos os tempos: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Justiça é reconhecer os direitos dos outros, é dar a outro o que lhe pertence. Não tem como praticar a caridade sem praticar a justiça.
Hoje em dia nas nossas comunidades não podemos valorizar mais certos preceitos em detrimento de irmãos que morrem de fome e doente são nosso redor. Seremos como os fariseus se nossa vida de fé for somente para cumprir ritos. O parecer não pode ser mais importante que o ser.
Jesus mostra que os fariseus trocavam o principal pelo acessório e ainda hoje muitos de nós fazemos o mesmo em nossas comunidades. O que significa isto? Usaremos um exemplo bem simples. Imagine um carro que você vai comprar: o principal é o motor, o tanque, as rodas, pneus, bateria, etc., pois sem estes ele não tem serventia alguma e o resto não funcionará. No entanto o vendedor te oferece acessórios que não são tão importantes, pois o carro funciona sem eles e quais são estes acessórios? É o ar condicionado, o vidro elétrico, a direção hidráulica, o aparelho de cd Player, etc. Muitos de nós estamos a procura dos milagres de Jesus, mas não procuramos pelo Jesus dos milagres. Muitas de nossas ações são pura superstição. São novenas e mais novenas, correntes, amuletos e todo tipo de quinquilharia que só emporcalha a verdadeira fé que devemos ter em Jesus. Não se admite que um cristão católico reze o rosário todo dia, faça mil e uma novenas, mas deixe de ir a missa dominical, não procure conhecer a bíblia, não ajude os pobres e doentes, etc.
Precisamos ser pessoas que se deixam consumir pelo amor aos irmãos, que saibamos que o principal é o amor.
São Rafael Arnaiz Barón, monge trapista em seus Escritos espirituais, de 25/01/1937 nos ensina: Não possuímos as virtudes, não por ser difícil, mas porque não queremos. Não temos paciência porque não queremos. Não temos temperança porque não queremos. Não temos castidade pela mesma razão. Se quiséssemos, seríamos santos, e é muito mais difícil ser engenheiro do que ser santo. Se tivéssemos fé! Vida interior, vida espiritual, vida de oração: meu Deus, que difícil que isso deve ser! De modo nenhum. Afasta do teu coração o que o perturba, e encontrarás Deus. Com isso, o trabalho está feito. Muitas vezes buscamos o que não existe e, pelo contrário, passamos ao lado de um tesouro que não vemos. É a mesma coisa com Deus, a quem procuramos num emaranhado de coisas, que quanto mais complicado, melhor nos parece. Recolhe-te dentro de ti mesmo; olha para o teu nada; olha para o nada do mundo; põe-te ao pé de uma cruz e, se fores simples, verás Deus. Se Deus não está na nossa alma, é porque não queremos. Temos tal acumulação de cuidados, distrações, desejos, vaidades, e presunções que Deus se afasta. Assim que o quisermos, Deus enche-nos a alma de tal modo, que é preciso ser cegos para não o vermos. Uma alma quer viver de acordo com Deus? Afaste tudo o que não é Ele, e está feito. É relativamente fácil. Se o quiséssemos, se o pedíssemos a Deus com simplicidade, faríamos um grande progresso na vida espiritual. Se quiséssemos, seríamos santos, mas somos tão tolos que não queremos; preferimos perder tempo em vaidades estúpidas.
Na leitura da segunda carta aos tessalonicenses vemos que a comunidade estava preocupada com o fim do mundo. Paulo rebate as ideias erradas, pois nem ele Paulo sabe ao certo. Hoje somos convidados a não colocar a questão de data como algo importante, isto é ridículo. Infelizmente tem gente querendo marcar hora para o Senhor voltar e se esquece de que ele chegará como um ladrão. Rezemos com o Salmista: Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça. O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem. Amém.
Reflexão feita Pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: 2Ts 2,1-3a.14-17
Salmo: 95
Evangelho: Mateus 23,23-26

SÃO JOSÉ CALASANZ – DIA 25 DE AGOSTOSacerdote e fundador (1556-1648)José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sa...
25/08/2026

SÃO JOSÉ CALASANZ – DIA 25 DE AGOSTO
Sacerdote e fundador (1556-1648)
José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu, que foi enviado para estudar Teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo.
Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé.
Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Doroteia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens.
O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi julgado e deposto do cargo, e a nova Congregação ficou sem aprovação.
Entretanto José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de 1648, aos 90 anos de idade, animando os seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Passados somente oito anos da sua morte, o papa Alexandre VI reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes.
A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em 1767. O culto a são José Calasanz ocorre no dia de sua morte. Desde 1948, ele é celebrado em todo o mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado pelo papa Pio XII.

NATANAEL-BARTOLOMEU RECONHECE O MESSIAS, FILHO DE DEUS.O evangelista João refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aprox...
24/08/2026

NATANAEL-BARTOLOMEU RECONHECE O MESSIAS, FILHO DE DEUS.
O evangelista João refere-nos que, quando Jesus vê Natanael aproximar-se, exclama: Aí vem um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento (Jo 1,47). Trata-se de um elogio que recorda o texto de um Salmo: Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade e em cujo espírito não há engano (Sl 32,2), mas que suscita a curiosidade de Natanael, o qual responde com admiração: Donde me conheces? (Jo 1,48). A resposta de Jesus não é imediatamente compreensível. Ele diz: Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira! (Jo 1,48). Não sabemos o que aconteceu debaixo desta figueira, mas é evidente que se trata de um momento decisivo na vida de Natanael. Ele sente-se comovido com estas palavras de Jesus, sente-se compreendido e compreende: este homem sabe tudo de mim, Ele sabe e conhece o caminho da vida, a este homem posso realmente confiar-me. E assim responde com uma confissão de fé límpida e bela, dizendo: Rabi, Tu és o filho de Deus, Tu és o Rei de Israel! (Jo 1,49). Nela é dado um primeiro e importante passo no percurso de adesão a Jesus. As palavras de Natanael sublinham um aspecto duplo e complementar da identidade de Jesus: Ele é reconhecido, quer na sua relação especial com Deus Pai, do qual é Filho Unigênito, quer na relação com o povo de Israel, do qual é proclamado rei, qualificação própria do Messias esperado. Nunca devemos perder de vista nenhuma destas duas componentes; porque, se proclamarmos apenas a dimensão celeste de Jesus, corremos o risco de transformá-lo num ser sublime e evanescente, e se, ao contrário, reconhecermos apenas a sua situação concreta na história, acabamos por negligenciar a dimensão divina que propriamente o qualifica. Bento XVI, papa de 2005 a 2013 na Audiência geral de 04/10/2006.

REFLEXÃO – FESTA DE SÃO BARTOLOMEU 24/08/2026Na leitura do Apocalipse de João vemos que o apóstolo fala da esposa do Cor...
24/08/2026

REFLEXÃO – FESTA DE SÃO BARTOLOMEU 24/08/2026
Na leitura do Apocalipse de João vemos que o apóstolo fala da esposa do Cordeiro; isto é a Igreja e esta Igreja está representada pela cidade santa de Jerusalém que tem doze fundamentos com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Como é bonito saber que o alicerce da Igreja são os doze apóstolos, vejam quão é importante dizer que nossa Igreja é apostólica. É uma comunhão que se perpetua no tempo e no espaço.
No Evangelho Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade”. Esta passagem é emblemática, mas ao mesmo tempo rica em significados e queremos destacar apenas um deles, ou seja, Natanael foi sincero e isto chamou atenção do mestre; foi sincero não porque de Nazaré não pudesse vir coisa boa, mas porque falou o que estava em seu coração.
E Jesus que poderia ter se sentido ofendido e talvez até usado de palavras fortes na verdade lança este grande elogio e é justamente por isto que Natanael faz sua profissão de fé: "Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel. Que bom se nós também tivéssemos o comportamento de Natanael no nosso relacionamento com Jesus. Deixássemos de ser falsos nas palavras e abríssemos o coração.
Filipe é um instrumento para fazer Natanael ter seu encontro pessoal com Jesus. Filipe não se preocupou com a enorme cultura de Natanael que conhecia bem a lei judaica e ele também não se preocupou em dar muitas explicações sobre o reino; ele simplesmente disse: “Vem e vê”!
Como bons discípulos missionários nós também devemos evitar enrolação ou discursos evasivos para convencer; devemos anunciar Jesus Cristo e se como Natanael nosso interlocutor aceitar fará a experiência do encontro. Quantos intelectuais tem explicação para tudo mas não conseguem crer em Jesus. O que desconcerta em Jesus é que Ele mesmo sendo Deus é simples, manso e humilde de coração. O seu olhar seduz e atrai a cada um de nós mas muitas vezes a falta de humildade impede o encontro pessoal.
São Pedro Damião bispo e doutor da Igreja nos ensina que a glória de todos os apóstolos é de tal modo indissociável e está unida por tantas graças que, quando se celebra a festa de um deles, é a grandeza comum a todos que é trazida à atenção da nossa visão interior. Com efeito, eles partilham a mesma autoridade de juízes supremos, o mesmo grau de dignidade, e possuem o mesmo poder de ligar e de absolver (Mt 19,28; 18,18).
Eles são essas pérolas preciosas que São João diz ter contemplado no Apocalipse e com as quais são feitas as portas da Jerusalém celeste (Ap 21, 21.14). Com efeito, quando, através de sinais ou de milagres, irradiam a luz divina, os apóstolos abrem o acesso à glória celeste de Jerusalém aos povos convertidos à fé cristã. É ainda deles que o profeta diz: “Quem são estes que voam como nuvens”? (Is 60,8).
Deus eleva o espírito dos seus pregadores à contemplação das verdades do alto, de modo que eles possam espalhar com abundância a chuva da palavra de Deus no nosso coração. Assim, eles bebem a água na nascente para depois no la darem a beber. São Bartolomeu bebeu plenamente dessa fonte quando o Espírito Santo desceu sobre ele, tal como sobre os outros apóstolos, sob a forma de línguas de fogo (At 2,3).
Mas ouves falar de fogo e talvez não vejas a relação com a água. Escuta como o Senhor chama água a esse Espirito Santo que desceu como um fogo sobre os apóstolos. “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” e acrescenta:
“Do seio daquele que crê em mim, como diz a Escritura, correrão rios de água viva”; e o evangelista explica: referia-se “ao Espírito que iam receber os que nele acreditassem” (Jo 7,37-39). Também o salmista diz dos crentes: “Podem saciar-se da abundância da tua casa; Tu os inebrias na torrente das tuas delícias”. “Em Ti está a fonte da vida” (Sl 36, 9-10).
Rezemos com o salmista: É justo o Senhor em seus caminhos, é Santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente. Amém
Reflexão feita pelo Diácono Irmão Francisco
Fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia
1ª. Leitura: Apocalipse 21,9-14
Salmo: 144/145
Evangelho: João 1,45-51

SÃO BARTOLOMEU – DIA 24 DE AGOSTOBartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É as...
24/08/2026

SÃO BARTOLOMEU – DIA 24 DE AGOSTO
Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos.
Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra "bar" que dizer "filho" e "tholmai" significa "agricultor". Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias.
Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: "Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento".
Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu.
Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia.
Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais doze cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51.
A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo
São Bartolomeu,rogai por nós.

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLAOstras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Pode...
23/08/2026

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA
Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas, saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário... Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste... As ostras felizes riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão..." Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado na sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda.
Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-a em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade; era uma pérola, uma linda pérola. Apensa a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz... Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a g***r a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma.
Rubem Alves

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