24/05/2026
O DIACONATO PERMANENTE
Lema do Diácono Irmão Francisco
O que fizestes a um destes pequeninos foi a mim que fizeste! Mt 25,40.
Ao olharmos para o Concílio Vaticano II, nada melhor lembrarmos que foi por este concílio que a Igreja pode ver restaurado a riqueza do diaconato permanente. Em nossa Igreja Particular de Ribeirão Preto temos a alegria de ter diáconos permanentes ordenados desde a década de 70 e de maneira especial destacamos a criação de nossa Escola Diaconal Arquidiocesana São Lourenço pelas mãos de Dom Joviano no ano de 2007. Hoje celebramos o decimo segundo aniversário de ordenação dos 23 primeiros diáconos da Escola Diaconal São Lourenço.
A Sagrada Escritura diz em Atos 6,2 - 6: Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: "Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra". Tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia. Apresentaram esses homens aos apóstolos, os quais oraram e lhes impuseram as mãos.
Assim sendo o ministério diaconal, nos primeiros séculos, assumiu particularmente a dimensão da caridade. Em seguida, vem a liturgia e a Palavra. Nas primeiras comunidades cristãs, percebe-se a consciência de que a diaconia é a expressão concreta do amor. A diaconia é vivida como consequência do seguimento de Jesus, na humildade, na pobreza, na obediência, na disponibilidade, na entrega até o martírio, no compartilhar bens, dores, alegrias, aspirações.
Santo Inácio de Antioquia dizia: É necessário, pois, que também os diáconos, que são ministros dos mistérios de Jesus Cristo, agradem a todos, por todos os modos. Eles, efetivamente, não são apenas diáconos dos alimentos e das bebidas, mas ministros da Igreja de Deus.
“E não nos cansemos de fazer o bem…” escreveu o apóstolo Paulo. Pouco importa a ingratidão ou a ausência de reconhecimento; afinal de contas:
O vento refresca e o diácono serve.
A água dessedenta e o diácono serve.
O sol esquenta e o diácono serve.
O mundo gira e o diácono serve e continuará sempre a servir!
O lema de todo diácono deve ser: “Façamos o bem a todos”. Assim como o Pai celestial faz nascer seu sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos, o diácono não deve discriminar ao fazer o bem. O que qualifica alguém para receber uma boa ação é apenas uma coisa: a necessidade!
São Lourenço que empresta o nome a nossa Escola Arquidiocesana disse um dia e todos os diáconos podem repetir hoje: “A Igreja nos confia o seu mais precioso tesouro: os pobres”!
Nestes tempos em que o papa Francisco tem insistido tanto em uma Igreja pobre e voltada para os pobres cremos que o ministério diaconal recebe como que uma injeção de ânimo; não para se envaidecer, mas para que todos os diáconos digam junto com o Papa Francisco: “Também somos pobres, pobres em nossas forças, nossos talentos, nossas capacidades, tudo que somos e temos parece tão pouco e pequeno diante da missão que nos aguarda; mas somos pobres para melhor servir os pobres, não somos grandes ou privilegiados servindo os pobres e desvalidos, somos irmãos servindo irmãos”. Diácono Irmão Francisco