31/05/2023
Por que coroamos Nossa Senhora e a chamamos de Rainha?
Maria é Rainha, em primeiro lugar, em razão de sua maternidade divina, pela qual se lhe pode atribuir uma grandeza quase infinita, proporcional ao bem sublime que é seu próprio Filho. Ela é Rainha, em segundo lugar, por sua participação especialíssima na redenção do gênero humano: trazendo, pois, ao mundo o Salvador do mundo, a bem-aventurada Virgem se associou a Jesus, segundo Adão, como nova Eva e, portanto, “mãe de todos os viventes” segundo a graça. Maria é Rainha, em terceiro lugar, por ser Mãe de Cristo, herdeiro de Davi e Senhor de Israel. Ela é Rainha, enfim, por ter sido exaltada acima de todos os anjos e santos, cujos corações domina e aos quais distribui, “como por direito materno” (Pio X, Carta “Ad Diem Illum”, de 2 fev. 1904), os dons divinos que o Pai derrama sobre a fronte de seu Filho.
A ela também compete, segundo as Escrituras, o título de Rainha, porque foi através do nascimento de Maria Santíssima que se pôde cumprir em plenitude a promessa feita outrora ao rei Davi. Como este quisesse edificar um templo para Javé, alojado até então “sob um tabernáculo improvisado” (2Sm 7, 6), Deus prometeu-lhe por boca do profeta Natã: “O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa” (2Sm 7,11), isto é, uma descendência real, da qual nasceria tempos mais tarde o Messias de Israel. A casa de Davi começará a erguer-se a partir do seu primeiro sucessor, o rei Salomão, com quem terá início (cf. 1Rs 2, 19) uma instituição típica da dinastia davídica, a saber: a concessão do posto de rainha à mãe do monarca, chamada em hebraico gebirah, que quer dizer justamente “Rainha Mãe”
Ao transmitir a Cristo seu próprio sangue, Maria Santíssima é com todo direito Rainha dos céus e da terra, já que seu Filho é Senhor de toda criatura, das que estão na terra, embaixo e acima dela. Daí que a Virgem Santíssima seja invocada pelos fiéis, com toda a razão e verdade, como Rainha do céu e da terra, pois seu Filho, sucessor definitivo de Davi, tem poder sobre todo o universo. Tampouco se deve pôr em dúvida que Maria, que tinha bem gravadas no coração a Sagrada Escritura e a história do povo eleito, soubesse perfeitamente que, tornando-se Mãe do Filho de Davi, se tornaria também Rainha do novo Israel. Também, ao mesmo tempo, escrava de Deus. — É por isso que admira ainda mais a profundíssima humildade com que ela, sendo de condição real, respondeu às palavras do anjo, repletas de grandiosas promessas: “Eis aqui a serva do Senhor”; e mais tarde, na casa de Isabel: “Minha alma glorifica ao Senhor […], porque olhou para sua pobre serva […], realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1, 46.48s). Amada por Deus com especialíssima predileção, a Virgem mereceu, pela singular humildade com que transcorreram seus dias, ser proclamada bem-aventurada por todas as gerações e reconhecida como a “Mulher revestida de sol” vista por S. João, com “a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1).
Como surgiu a tradição de coroar Maria Santíssima?
Tradicionalmente, o mês de maio é dedicado às mães e a igreja Católica o dedica a Maria, Mãe de Jesus Essa tradição é antiga em nossa Igreja. Começou no século XIII, no ano de 1280. A tradição se solidificou no século XIV, em Paris, onde a figura de Maria ganhou destaque. A Mãe de Deus era simbolizada como uma for adomada de jóias, então surgiram as coroações Foi São Felipe Neri que começou a dedicar o mês de maio a Maria, fazendo a esa homenagens com flores. A tradição chegou ao Brasil pelos portugueses. Desde então, devotos reaizam corações da imagem de Nossa Senhora durante o mês de maio. As homenagens são uma forma de devoção; Maria é a Mãe de Deus! Coroar Nossa Senhora é demonstrar que a reconhecemos como "Rainha", mesmo na simplicidade de sua figura.
A coração é uma forma de homenagear Nossa Senhora e retribuir a Ela o amor que recebemos de Deus, pois, ao aceitar ser a Mãe de Jesus, o Fiho do Altissimo, permitiu chegar à humanidade a salvação de Deus.
Roguemos sempre à Rainha do céu e da terra, pedindo para que ela nos ensine a sermos submissos ao Senhor, de maneira que guardemos no coração e anunciemos a Sua Palavra, a fim de sermos sempre um povo alegre ao buscar o império suavíssimo de Jesus Cristo.
Referências:
Padre Paulo Ricardo
Vatican News
Catequistas em formação