01/05/2018
INTRODUÇÃO
Já pelo menos uma vez, ou várias vezes, você falou com ele? Ou Nunca? Como você falou? Quando e onde você falou? Porque você falou? O que você falou ou ainda tem falado? Como ele respondeu?
Você é intimo de Deus? Como sabe isso? Ele já falou com você? Ele ainda fala com você? Como Ele fala com você? O que Ele fala com você? Como você reage ao que Ele fala com você? Nunca falou com você? Qual é o motivo de Ele nunca ter falado com você? Ou já falou e você não percebeu? Você sente necessidade de Ele falar com você? Porque você deseja que ele fale com você? Alguns só querem ouvir para dizer que já falaram com Deus. Se ele falar, você vai respeitar o que ele vai falar?
Outra grande pergunta de muitos e talvez seja a tua: o que se ganha quando nós falamos com Deus e ele fala connosco? Ou seja, o que pode acontecer nas nossas vidas por falarmos com Deus ou ele falando connosco?
Conhecendo + de Deus
(Carta aos meus)
Data: 04 de Agosto de 2016
Hoje dia, em que nasci, deitado em minha cama, levou-me o Senhor a escrever algo que em minha mente começou a cutucar desde Quarta feira.
Propositadamente não coloquei muitas citações da Bíblia, sem deixar de reconhecer entretanto, que esta carta não ultrapassa o valor da Bíblia, como nenhum outro livro ultrapassa. Incentivo por isso que seja tarefa pessoal de procurares na Bíblia textos e contextos que têm a ver com cada detalhe da nossa conversa, se realmente quiseres.
Minha mui amável gente:
A preocupação dos seres humanos em conhecer mais e melhor o universo em que vivem, vem desde a muito. É tão antiga quanto o próprio homem. Quantos livros não foram escritos só em torno desta preocupação?!... Há quem acredite que o universo surgiu de um simples e repentino acidente, passando repentinamente a existir, experimentando diferentes fases de evolução até aos nossos dias. Qual Big Bang!...
Será mesmo verdade que é de um acidente que o universo passou a existir? Como que existisse só por existir? Cujo destino final é incerto? Ou que de repente deixará de existir, assim como de repente surgiu e do nada a nossa história se acabe? Ainda que nos esforcemos e tentemos acreditar, a forma como está organizado, o ritmo das ocorrências no universo, tudo, tanta e quanta coisa mais!... fazem-nos crer num ser que seja Supremo. Ele está por trás de todas as coisas (Salmos 115:3, Romanos 11:33-36). Tudo aponta para Deus. Hoje, a crença num ser que seja Supremo, já não é um problema. A grande interrogação de muitos consiste em: Quem será esse ser? Jeová? Alah? Budha? Zeus? Qual outro? Quem é afinal? Como é esse ser? Será visível como alegam uns? Ou invisível como atestam outros? Porque preferiu manter-se invisível? Podemos, contanto adiantar que, o facto de ser invisível, não dá asos a ninguém se quer motivos para não acreditar na sua existência, do contrário tudo que não vêmos, diríamos: não existe.
Para entender Deus é preciso antes crer, só depois será preciso entender para continuar a crer e mais ainda. Para onde pretendo chegar afinal? Qualquer resposta que posso dar a essas perguntas, ainda que de todo, por um ou mais tempo satisfaçam, lamento e receio, não puderem elas, pôr fim a estas grossas interrogações que nos invadem a mente.
Há um livro, não novo, nem desconhecido (pelo menos para alguns), parece igual a todos, mas tão diferente, se digo mesmo, é o maior e o melhor de todos os livros, mas, muito desafiador de ser lido. O mais vendido, só não digo se é o mais lido.
Deixem-me antes falar porque muitos acham-no estranho, dificil, antigo e desinteressante, quando muitos há que tiram proveitos grandiosos!... Nele encontram abundante Ciência e Sabedoria e um poder sobrenatural extraordinário!
Como um terreno onde há minerais e recursos valiosos, assim é a Bíblia. Tais riquezas não se encontram já e sempre à vista. É como na terra, grandes recursos e tão valiosos, encontram-se à milhas do subsolo. Para encontrá-los e deles tirar proveito, necessário é que se cave ou perfure a terra com paciência, sendo as vezes até preciso afadigar-se, “sabendo que o sofrimento e demais tribulações que temos de suportar no presente, em nada se comparam com a recompensa que nos será tributada em Cristo, por Cristo e para Cristo”.
Depois de extraídos para lucrarem mais, os recursos precisam ser refinados. Esses recursos, são tão úteis e necessários para a vida de todo ser humano. Quantas vezes ouvimos reclamações sobre distribuição injusta? Não estou querendo ser cego ou alienado, mas é até certo ponto loucura exigir distribuição equitativa de algo por que nós não sofremos. Injustiça até (as vezes), é querer beneficiar de mãos beijadas aquilo que não fomos nós a trabalhar. Muitos gostariam de ter uma boa vida, mas o problema é que esperam que essa boa vida caia do céu. Quando os angolanos por exemplo dizem o “petróleo é de todos nós”, é verdade, mas serão todos que o trabalham? Claro que não. Assim também, são as coisas de Deus. Muitos gostariam de entendê-las, mas não chegam a entendê-las porque:
São demasiadamente duvidosos.
Querem entender tudo já e já, são preguiçosos demais e impacientes.
Resultado? Depois ficamos com raiva e inveja daqueles que entendem e fazemos tantas perguntas com intenção de desafiá-los, como quem mendiga por causa da sede e fome de entendimento. Porque o conhecimento de Deus enche-nos também de sossego na alma e de felicidade. Assim, se alguém não acredita em Deus e não o conhece, é da sua própria existência que duvida, e por essa razão pode não ver sentido de ele mesmo existir, e vive constantemente infeliz.
As respostas que os outros dão, nem sempre satisfazem, porque a experiência pessoal com Deus é a melhor maneira de encontrar respostas. Há quem começa e encontra alguns recursos, mas se desiste, os que estiverem mais abaixo, não os pode ter. Há quem começa e procura saber mais de Deus, mas se desiste, não pode saber mais. Há quem encontra recursos naturais, mas tira pouco rendimento porque não refina. Há quem encontram Deus, mas não aprofunda nem procura aperfeiçoar o seu conhecimento de Deus. Oséias 6: 3 diz: Conheçamos e continuemos a conhecer Deus (...)
Minha mui amável gente:
Na verdade a Palavra de Deus (que a nós chegou como carta escrita de DEUS – a Bíblia), é a Profecia por excelência, por isso ela é digna da nossa mais profunda confiança, mas sem esquecermos também que Deus é um Ser real (isso é, Ele fala, ouve, sente, toca e faz quanta coisa mais!...) O que significa que, se ele é um ser real, então é possível comunicarmos com ele de forma recíproca, e se nunca comunicamos com ele de forma recíproca, precisamos aprender a desenvolver com ele uma intimidade que nos leve a essa comunicação bilateral com Deus.
Numa comunicação bilateral, não é só uma única pessoa que fala. Os dois lados falam. Uma comunicação saudavél leva as pessoas a correspondência ou a cumplicidade:
Imagine que você tem um amigo, que só você fala com ele ou para ele mas ele nunca respondeu nada por gesto ou por palavras?!...
Você sempre olha para ele mas ele nunca olhou para ti... Você sempre lhe toca mas ele nunca tocou-te se quer...
Agora imagine que outras pessoas afirmam que esse teu amigo faz com eles o que nunca fez com você, ou seja, com eles fala, ri e chora (dependendo do momento), a eles toca, olha e sei-lá que mais!... Como te sentirias?
Quando isso acontece é preciso perguntar: o que há de errado?
Mas ao fazer essa pergunta, é preciso lembrar que não podemos pedir ou exigir que alguém confie em nós, temos que provar que nós podemos ser confiados, ou seja, não se cobra confiança a ninguém, a confiança conquista-se. A amizade com alguém, não nasce de um dia para o outro, constrói-se, desenvolve-se e deve ser preservada, ela pode terminar se não a sabermos cuidar. E é sempre mais fácil terminar uma amizade do que começá-la.
Espero que esteja me entendendo.
É assim também com Deus...
Muitos, o que sabem ou pensam de Deus, ouviram contar dos outros ou aprenderam com os outros, ou simplesmente pensam por intuição, mas nunca tiveram certeza. Nunca tiveram uma experiência pessoal com Deus. Ou pouquíssimas vezes.
Se tivermos uma intimidade saudável com Deus, ele mesmo há de nos confirmar ou dizer a verdade sobre o que ouvimos ou chegamos a pensar, como acontece com os nossos amigos. Porque a dúvida ou a desconfiança é um véneno na mente de quem a carrega, ela rouba paz, ou melhor, tira o sossego.
Na fé, ou na comunhão com Deus, é perigoso viver só de “ouvir dizer” viver de “acho” ou “porque é assim que penso”.
Para ser mais claro, estou a falar sobre os dons espirituais, precisamos conhecer Deus pela Experiência, mas, mais ainda pela Graça.
A experiência é fruto do que se acumulou, durante a vida, é o ouvir dizer...
A Graça, é a contínua auto revelação de Deus aos que com humildade e boas intensões lhe buscam e acima de tudo, ele mesmo escolhe e prefere revelar-se.
O nosso entendimento sobre Deus ou com Deus, não deve basear-se apenas naquilo que ouvimos dizer ou pensamos, sem ter certeza. Precisamos de ter experência pessoal com Deus e ao mesmo tempo a graça de renovar sempre e tornar essa amizade mais forte.
Para terminar: Já pelo menos uma vez, ou várias vezes, você falou com ele? Ou Nunca? Como você falou? Quando e onde você falou? Porque você falou? O que você falou ou ainda tem falado? Como ele respondeu?
Você é intimo de Deus? Como sabe isso? Ele já falou com você? Ele ainda fala com você? Como Ele fala com você? O que Ele fala com você? Como você reage ao que Ele fala com você? Nunca falou com você? Qual é o motivo de Ele nunca ter falado com você? Ou já falou e você não percebeu? Você sente necessidade de Ele falar com você? Porque você deseja que ele fale com você? Alguns só querem ouvir para dizer que já falaram com Deus. Se ele falar, você vai respeitar o que ele vai falar?
Outra grande pergunta de muitos e talvez seja a tua: o que se ganha quando nós falamos com Deus e ele fala connosco? Ou seja, o que pode acontecer nas nossas vidas por falarmos com Deus ou ele falando connosco?
E se você é intercessor vale apenas perguntar: Eu sou mesmo intercessor? O que é ser intercessor? O que me faz ser intercessor? Porque ser intercessor? É isso mesmo que eu quero? Onde quero chegar com isso? Como me dedico para a intercessão? Como Deus tem me usado para edificar aos outros? Essas e outras são questões úteis para reflectir. Espero falarmos sempre que puder. Agradeço pela sua atenção em me ouvir. Foi bom falar com você!
Que Deus, Pai Todo-Poderoso, se digne de abençoar-nos ricamente com Benção do céu em Jesus Cristo, por Cristo e para Cristo!
Teu muito amável irmão:
Luís Pedro Nzinga
Recordação do meu aniversário em 2016.