03/04/2026
A multidão gritou… e o céu respondeu, mas antes desse grito houve um processo, porque nada aconteceu de repente, Mateus 27 deixa claro que os líderes persuadiram a multidão, ou seja, aquela decisão não nasceu do nada, foi construída, foi alimentada, foi direcionada, e isso revela algo que muita gente evita encarar, nem toda voz que grita pensa, muitas apenas repetem aquilo que foi colocado dentro delas, a multidão não parou para discernir, não buscou entender, não questionou, ela apenas seguiu o fluxo, seguiu a pressão, seguiu a voz mais alta, e gritou “crucifica-o” sem perceber que estava rejeitando Aquele que poderia salvá-los.
E isso não ficou naquele dia, isso continua acontecendo, só que de outras formas, hoje não existem multidões gritando em praça pública, mas existem decisões sendo tomadas todos os dias, existem posicionamentos, julgamentos, palavras lançadas, e muitas vezes sem discernimento, porque quando a verdade incomoda alguém precisa decidir o que fazer com ela, alguns se rendem, outros resistem, mas muitos simplesmente se juntam ao que já está sendo dito, sem buscar direção, sem buscar entendimento.
Pilatos tentou se isentar, lavou as mãos como se isso resolvesse alguma coisa, a multidão levantou a voz como se aquilo definisse a verdade, e Jesus permaneceu em silêncio, não por fraqueza, mas porque havia um propósito sendo cumprido acima de tudo aquilo, e isso revela algo sério, nem tudo que Deus permite significa que Ele concorda, às vezes significa que Ele está deixando as escolhas se manifestarem, deixando o coração se revelar.
A cruz não foi um acidente, foi o resultado de decisões, decisões de quem influenciou, de quem cedeu, de quem se omitiu, de quem preferiu não se posicionar corretamente, e isso traz a pergunta para hoje, não para eles, mas para você, porque sempre que a verdade se levanta diante de você existe uma escolha sendo feita, ainda que em silêncio, ainda que internamente.
Você discerne ou apenas repete, você sustenta o que é cer